Graças Recebidas Nesta Vida – 2ª Parte

(…) O segundo tipo de fé, diferentemente do primeiro, é seguido por pessoas que, partindo do princípio que não se deve acreditar naquilo que não se vê, rejeitam a crença no invisível, considerando como superstição. Parece que, atualmente, a maioria dessas pessoas pertence à classe intelectual. Naturalmente, uma vez que são materialistas, elas até lidam com as religiões, mas como uma forma de estudo. Consequentemente, quando discutem o assunto, não o aceitarão se não o colocarem em termos teóricos e filosóficos. A nosso ver, seus argumentos são extremamente superficiais, e as críticas que fazem à nossa religião não passam de comentários maledicentes.

Para se analisar verdadeiramente uma religião é preciso nela se aprofundar e, com olhar aguçado, ver como de fato ela é. Nesse caso, deve-se abandonar completamente a subjetividade, sem se deixar levar por ideias preconcebidas. Originariamente, a essência de uma religião não está em sua forma, mas em seu conteúdo. Portanto, é necessário que os intelectuais mudem de postura ao tecer suas críticas.

De acordo com o exposto acima, consideramos grosseiro e leviano criticar nossa religião julgando apenas pela aparência e tachá-la de crença popular só porque prioriza o recebimento de graças nesta vida. Enquanto as críticas persistirem nesse foco, elas não terão nenhum sentido. Se fizerem uma profunda análise da nossa religião, compreenderão que ela não só é de caráter popular mas também teórica. Podemos dizer mesmo que é uma ultrarreligião jamais antes experimentada pela humanidade. E não é só isso. O que defendemos não se limita à religião. Estamos lançando as mais altas diretrizes referentes ao campo da medicina, da agricultura, da arte, da educação, da economia, da política; enfim, a todas as atividades desenvolvidas pelo ser humano. Em suma: queremos demonstrar concretamente a teoria de que fé e vida cotidiana são indissociáveis.

 

8 de Novembro de 1950

Alicerce do Paraíso vol. 2

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