“… purificação é realmente amor de Deus…”

🙎🏿‍♀️ Agostinha Eiala Nessingui Cufa | Região Centro Sul- Centro de Aprimoramento do Bié

📍 Província do Bié

🇦🇴ANGOLA

Sou membro e dedico como encarregada da Administração.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.

Em Agosto de 2022, surgiu uma borbulha na minha perna direita, parecendo uma borbulha normal, que eu ao rebentar para saída do líquido, transformou-se numa ferida com um aspecto repugnante, que provocava muitas dores, não me deixando dormir. Depois de certo tempo, alguns familiares disseram-me que só poderia ser tala (mina tradicional); ao ouvir aquilo, agradeci, decidindo aprofundar no Johrei.

Passado algum tempo, a perna começou a deitar mau cheiro, os meus familiares preocupados, pediram que eu fizesse tratamento, mas como eu confiava no Johrei, respondia-lhes que não era necessário; todos os dias ligavam insistindo, mas eu não aceitava.

Como a insistência era tanta, comuniquei aos superiores, que me orientaram a cumprir a vontade dos familiares. Decidi então ir ao hospital, onde lá, fui submetida a uma pequena cirurgia; a quantidade de lixo preto que saía da minha perna, era assustador.

Assim, aquela pequena borbulha transformou-se em uma grande ferida. No hospital, faziam diariamente a limpeza com mel natural, o que causava dores terríveis. Passados dois meses, como a ferida continuava na mesma, o meu irmão mais velho decidiu levar-me a uma enfermeira que usava medicamentos tradicionais.

Comuniquei aos superiores que me orientaram a fazer um donativo para agradecer a purificação. Depois de 4 meses, a ferida pareceu sarar. Pensando que o meu sofrimento havia terminado, na mesma semana surgiu novamente uma outra ferida, na região do tornozelo, multiplicando ainda mais as dores; como a perna estava com um especto muito feio e o meu irmão mais velho muito preocupado, disse que a única solução seria nos quimbandeiros. Como eu sabia que era purificação, decidi entregar tudo nas mãos de Deus. Minha irmã mais nova, sugeriu à família que, ao invés de irmos aos quimbandeiros, o melhor seria um profeta da Província de Luanda.

Depois do tratamento do profeta, dois dias a seguir, a ferida pareceu estar curada. Como as orações eram feitas em casa, certo dia ele olhou para o Altar do Lar e em frente da minha família, disse que era necessário tirar essas imagens, pois estavam trazendo espíritos negativos para casa, o que neguei categoricamente em frente de todos.

Uma semana depois, a ferida reabriu novamente e eu decidi apenas aprofundar no Johrei e nas lavagens normais diárias.

Como não conseguia dormir, mudei-me para o quarto aonde está entronizado o Altar do alar; a minha sobrinha que vive na Província do Namibe e que é membro, veio para o Bié; ela e a minha filha passaram a ministrar-me Johrei toda a noite e os irmãos davam-me assistência durante o dia.

Eu fazia os donativos de construção de forma regular e mesmo com a ferida, eu peregrinava e fazia os trabalhos administrativos na unidade religiosa.

Em setembro de 2023, a ferida curou por completo e a minha saúde melhorou satisfatoriamente; para agradecer, materializei outro donativo de construção do Solo Sagrado e recebi a imagem de Kannon como lembrança.

Com este milagre, dupliquei as minhas dedicações; participava diariamente do desafio, da limpeza da unidade e quando regressasse do serviço, distribuía flores na vizinhança e fazia marcha dirigida em casa de membros e frequentadores.

Fruto destas dedicações vivenciei as seguintes graças:

As minhas filhas que mesmo sendo membros não aceitavam participar das orações em família, hoje participam mesmo sem serem chamadas e inclusive temos feito os cultos matinais juntas o que antes não acontecia.

O meu segundo filho que terminara a universidade em 2019, não conseguia defender, pois sempre que remetia o livro, a escola mandava-o repetir; quando peregrinamos à Sede Central no culto do dia 4 de Fevereiro, fiz um donativo mentalizando esta purificação pois já havia passado 5 anos desde que ele terminou a universidade. Como não conseguia fazer a defesa, estava a perder várias oportunidades por falta de certificado. Quando regressamos ao Bié, ele deu-me a feliz notícia de que remeteu o livro e a universidade não negou, inclusive o seu despacho já saiu estando a defesa prevista para o dia 9 de Abril.

A minha terceira filha que também estava com dificuldades para terminar o livro porque o seu tutor estava indisponível, graças a Deus com a ajuda de um outro professor conseguiu terminar, já remeteu à direção da escola, seu despacho também saiu e já tem dia marcado para a defesa.

No serviço estava a passar por várias purificações pois que, como havia ficado um ano em casa sem trabalhar, por motivo de doença, foi-me retirado o cargo de chefia. Fiquei preocupada, pois haviam mandado as propostas para subida de patentes para Luanda e com essa descida de cargo, achava que nunca mais subiria de patente. Comuniquei ao superior que me orientou a agradecer pela purificação.

Quando peregrinávamos para Luanda, no autocarro, um dos meus colegas ligou-me dizendo que tinha saído uma ordem de serviço e que eu havia subido de patente, para Sub-Inspetora.

Para agradecer, materializei um donativo.

Aprendi com esta experiência de fé, que purificação é realmente amor de Deus e que se suportarmos pacientemente, nos veremos recompensados com inúmeras graças.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, por conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

 

Muito obrigada!

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