Denise Sahali Barros Santos Pinheiro – CA Maculusso

Chamo-me Denise Sahali Barros Santos Pinheiro, tenho 44 anos de idade, sou missionária e dedico como encarregada do Sorei-Saishi.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial em Maio de 2010 por intermédio da irmã Antónia Cabrita, também membro da Igreja.

Naquela altura, vivia uma situação muito difícil; tinha acabado de pedir demissão do emprego devido à uma situação de conflito no trabalho, e por este ser a minha única forma de rendimento aproximava-me de uma situação de dificuldade financeira.

A minha situação de saúde também era precária. Há anos vivia uma situação para a qual não via solução. A minha urina, na época, tinha um cheiro tão forte que era impossível não notar e conviver com isso. Tinha tanta vergonha que evitava ir a casa de banho fora de casa. Sofria em silêncio e nenhum médico conseguia dizer-me o que se estava a passar comigo. Procurei ajuda com vários médicos dentro e fora de Angola, mas não obtive resultado satisfatório. Todos os exames que fiz não mostravam uma causa sequer. Dentre os médicos consultados, uns diziam que poderia ser uma intolerância alimentar, outros que precisava de beber muita água. Eliminei vários alimentos da minha dieta e chegava a beber 5 litros de água por dia. Mas ainda assim, a situação não melhorava e continuei a sofrer por vários anos.

Eu tinha vários conflitos familiares; desde a adolescência, tinha uma relação péssima com a minha mãe e a relação com o meu filho era muito difícil piorando a cada dia.

Foi nesta situação que encontrei Meishu-Sama. Nesse dia, eu encontrei a foto de Meishu-Sama na casa da cunhada da irmã Antónia, porém julguei que fosse o sogro dela que tinha partido para o Mundo Espiritual e que eu nunca tinha conhecido. Este senhor era membro, mas após o seu falecimento, não se deixou que se levasse o retrato.

Tempos depois a cunhada apresentou-me a irmã Antónia que em sua casa eu encontrei o mesmo retrato. Durante o almoço eu não conseguia parar de olhar para o retrato. No entanto, sempre pensando que era o sogro dela. Quando já ia sair, ganhei coragem para perguntar quem era pois chamava-me muita atenção. Perguntei: “Por curiosidade, é o seu sogro?”. Ela respondeu: “Não! Este é Meishu-Sama!”. Cheia de dúvida voltei a perguntar: “Mas quem é Meishu-Sama!?”, e ela respondeu: “É o nosso líder espiritual, o líder da nossa igreja!”. Ela não me explicou qual era a igreja, mas convidou-me a receber Johrei dizendo: “Posso te fazer uma oração?”. Eu curiosa aceitei. Voltamos para dentro de casa, ela sentou-se em frente de mim e pela primeira vez eu recebi Johrei. Nesse momento, ela começou a falar sobre a Igreja Messiânica e Meishu-Sama.

A irmã Antónia explicou-me onde ficava a Igreja, porém não consegui memorizar nada. Na altura, eu ainda morava no Maculusso. Naquele dia, eu servi o almoço para o meu filho e saí para caminhar. Andava sem destino, desesperada com a situação que vivia. Foi quando após algum tempo de caminhada me vi na frente de um edifício. Era o Johrei Center do Maculusso na altura.  Espreitei para dentro e logo vi a foto de Meishu-Sama. Pensei: “Este é aquele senhor que vi na casa da irmã Antónia!”. Nesse ínterim, o plantonista notou que eu estava na porta e foi ter comigo.

Foi assim que tive contacto com a Igreja pela primeira vez.  Ao falar com o plantonista, mal comecei a falar o que me afligia, comecei a chorar sem parar. Ninguém me conseguia consolar. O plantonista acalmou-me e falou-me em detalhe da doutrina da igreja e orientou-me para as práticas básicas.

Na altura cumpri todas as práticas para as quais fui orientada, participei das aulas e aprofundei nos Ensinamentos de Meishu Sama.

Continuei a dedicar e pouco tempo depois uma empresa, onde eu nunca me tinha candidatado e nunca tinha entregado o meu Curriculum chamou-me para uma entrevista. Tinham ouvido falar de mim através de uma amiga e queriam saber se ainda estava disponível para trabalhar. Passei na entrevista e comecei a trabalhar em Julho daquele ano, uma semana depois da entrevista. Estou até hoje no mesmo emprego, onde cresci muito profissionalmente e conquistei muito mais do que alguma vez tinha conquistado no meu emprego anterior.

Para agradecer todas as graças e melhor servir a Deus e a obra divina, tornei-me membro em Julho de 2010.

Quanto a situação de saúde também foi ultrapassada, bem como o conflito.

Desde o momento que me tornei membro, foram inúmeras as graças que Deus concedeu a mim e à minha família.

Mesmo vivenciado a força do Johrei e o poder de Meishu-Sama em minha vida, adormeci na fé e deixei de dedicar e de fazer a prática do donativo, por 4 anos.

Em 2015, a minha vida entrou num turbilhão de purificações; tinha conflitos em casa, no trabalho e perdi amigos muito queridos, por situações de conflito. A minha vida financeira estava muito má.  Apesar de ganhar bem, não sabia para onde ia o meu dinheiro. Foi nesta situação que reencontrei Meishu-Sama. Com apoio do meu orientador na altura, reorganizei a minha vida e assumi um compromisso com a Obra Divina e passei a cumprir rigorosamente com a prática do donativo mensal e donativo de construção.

Desde que reassumi o meu compromisso, graças a Deus, muita coisa mudou na minha vida.  Após 39 anos na casa da minha mãe comprei uma casa, para onde me mudei em Janeiro de 2016. Desde essa altura, passei a praticar o donativo como nunca tinha antes feito; passei a dedicar 20% do meu salário a Obra Divina, 10% em gratidão mensal e 10% de construção. Uma vez por ano, em Janeiro, devolvo o meu salário na totalidade a Deus. Com esta prática os resultados são visíveis na minha vida e na vida da minha família. Hoje ganho 4 vezes mais do que ganhava há 5 anos atras, e o dobro do que ganhava em Janeiro de 2019. A minha mãe, embora ganhasse bem nunca conseguiu fazer economias ou fazer o dinheiro render porém hoje tem uma vida próspera e sem preocupações financeiras.

Não tenho palavras para expressar a minha imensa gratidão ao Supremo Deus e a Messias Meishu-Sama.

A seguir, passo a relatar uma experiência relacionada à prática do donativo para a construção do pavimento da Sede Central.

Em Outubro do ano passado, a minha mãe, após exames de rotina surgiram suspeitas de cancro de mama. Naquela altura ficamos bastante assustados e muito preocupados, uma vez que temos histórico de cancro na família. A minha bisavó (avó da minha mãe) faleceu com um cancro de mama, a mãe da minha mãe partiu com cancro no estomago e o seu irmão mais velho com um cancro nos intestinos.

Em Dezembro, a minha mãe viajou para a Africa do Sul para fazer exames. Os médicos que a assistiram concordaram com o diagnóstico dos médicos em Luanda e recomendaram uma biopsia apenas para confirmar o tipo de cancro. Em família decidimos que iriamos fazer a biopsia no início do ano de 2020. Marcamos o exame para a primeira semana de Fevereiro, na cidade de Cape Town, na África do Sul. Nessa altura, a massa que a minha mãe sentia no peito já incomodava bastante.

A semelhança do que pratico há quatro anos, em Janeiro faço um donativo de gratidão especial, com o salário na totalidade, diferente dos anos anteriores, este ano nasceu em mim o Sonen de doar o salário para a obra de pavimentação da Sede Central. Senti que tinha que fazer antes de acompanhar a minha mãe para a Africa do Sul, e assim o fiz.

No dia 3 de Fevereiro a minha mãe fez a consulta; eu estava com ela no consultório. Apôs os primeiros exames, o médico dirigiu-se a mim e perguntou de que lado estava a massa que a minha mãe se queixava e que os exames feitos anteriormente tinham identificado, respondi que era no seio direito. Ele muito espantado, perguntou se eu tinha a certeza, respondi que sim. Voltou a examinar e disse-me: “Os seios da tua mãe estão limpos”. Eu olhei para ele e rapidamente os meus olhos encheram-se de lágrimas e perguntei, o senhor tem a certeza? Ele disse que tinha certeza absoluta. Nessa altura, já chorava bastante e comecei a agradecer a Deus e a Meishu-Sama sem parar. A minha mãe incrédula, exigiu que se fizesse uma nova mamografia e uma ecografia mamária. O médico disse que não havia necessidade, mas uma vez que ela insistia, ele iria fazer. Fizemos os exames e confirmou-se que a massa que ela tinha no seio direito tinha milagrosamente desaparecido.  Ou seja, o cancro está curado.

Com esta experiência, concluí que a prática do donativo e a dedicação sincera libertam os nossos Antepassados de anos de sofrimento.

A Meishu-Sama, a minha mais profunda gratidão, pois foi graças a Ele que conheci a importância de cuidar dos meus Antepassados e do quão importante é a prática sincera dos donativos. Muito obrigada Meishu-Sama por ter salvado a minha vida e a de minha família.

Agradeço igualmente a todos aqueles que directa ou indirectamente têm contribuído para o meu crescimento espiritual; à irmã Antónia Cabrita a minha eterna gratidão.

Muito obrigada a todos.

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