Anita Lourenço Nhamuche – NJ Boquisso – Moçambique

Chamo-me Anita Lourenço Nhamuche, tenho 33 anos de idade, sou Membro da igreja e dedico como vice-responsável do Núcleo de Johrei de Boquisso.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Moçambique em Outubro de 2008, por intermédio da irmã Maria Eugénia e tornei-me membro em Dezembro do mesmo ano. O motivo que me levou a conhecer a Igreja foi de curiosidade, pois a irmã Eugénia oferecia-me sempre uma Flor de Luz e assim passei a frequentar a igreja, onde poude vivenciar inúmeros milagres e como gratidão, tornei-me Membro para melhor servir à Deus na Obra Divina.

Em 2012, participei de uma palestra em que o Vice-Presidente falava da importância de peregrinar aos Solos Sagrados, locais de maior luz e foi então que tomei a decisão de fazê-lo; alinhei o Sonen de peregrinar aos Solos Sagrados do Japão. Assim, passei a fazer orações, pedindo permissão à Deus e Meishu-Sama de levar os meus antepassados e de todos com quem tenho afinidade em África aos Solos Sagrados.

Em seguida, comecei a depositar o valor na minha conta com uma certa regularidade, com o objectivo de peregrinar e eis que as graças começaram a jorrar na minha vida, à ponto de eu conseguir ingressar nas forças armadas de Moçambique para um curso de oficiais milicianos. Fui também designada para participar de um curso que duraria quase 2 anos. Deste modo, não tive a possibilidade de peregrinar. Por este motivo, decidi desviar o valor da peregrinação para comprar um carro para oferecer aos meus pais, que na época encontravam-se numa purificação de conflito conjugal, envolvendo toda a família nas suas brigas. Ofereci-lhes a viatura, achando que poderia uní-los.

Um tempo depois de oferecer o carro, fiquei decepcionada com a minha própria mãe, que já se sentindo desgastada com os acidentes que o meu irmão causava com o carro, disse-me gritando, bem chateada, que eu havia trazido desgraça para a família e que devia ter pensado noutra coisa para oferecer, como uma casa, por exemplo. Fiquei bastante triste, procurei agradecer, mas confesso que no momento, não me ocorreu que isso seria manifestação dos meus antepassados, por ter desviado o valor do seu objectivo inicial.

Mesmo assim, não despertei e fui orientada a peregrinar, mas nunca levava a orientação à sério, achando que peregrinaria se sobrasse dinheiro ou quando a minha vida melhorasse. Por outro lado, julgava que os meus antepassados deviam ajudar-me a cobrar dívidas, por eu ter muita gente a dever-me pois só com o valor que me era devido, poderia peregrinar sem ter que sacrificar o meu salário.

Fiz uma reflexão profunda com a responsável das caravanas, que me disse não ser correcto julgar os meus antepassados pela não cobrança das dívidas, pois esse valor não era digno para peregrinar e que eu deveria pedir perdão aos meus antepassados. Assim o fiz, com um donativo especial, comprometendo-me a mudar de postura e alinhar o Sonen para voltar ao ponto inicial.

Alguns dias depois, a Ministra falou comigo sobre a importância da peregrinação ao Solo Sagrado do Brasil, mas o meu Sonen não era esse. Mesmo assim, aceitei o convite e juntas oramos para reafirmar o compromisso. Na minha presunção, a peregrinação só teria sentido se fosse primeiro ao Japão.

No dia em que a caravana partiu para o Brasil, tive um acidente com o meu carro. Eu conduzia à caminho de casa, com o meu filho mais novo, ainda bebé e de repente, um medo estranho tomou conta de mim, pois fazia mau tempo. Comecei a orar e andava bem devagar, pois a visibilidade era reduzida. Repentinamente, um carro perdeu a direcção e veio embater fortemente contra o meu, ao ponto de sair o airbag. Comecei a chamar o nome do Messias Meishu-Sama e naquele momento, ocorreu-me que era uma advertência por eu não ter peregrinado. Ainda assim, agradecí, pois eu e meu filho tivemos as vidas salvas, o que foi estranho para quem viu o estado em que o carro ficou. Dias depois conversei com a responsável do Núcleo, relatando o ocorrido e ela disse: “irmã, enquanto contavas sobre o acidente, a única coisa que me ocorria era a peregrinação.”

Senti-me tão culpada e reflecti sobre a minha postura, porque estava a ser infiel aos meus antepassados, pois eles têm estado sempre comigo, guiando os meus passos. Mais uma vez, fui orientada pelo missionário a levar a sério a peregrinação, mesmo que isso implicasse parar com tudo e focar-me na peregrinação para qualquer Solo Sagrado. Ele orientou-me ainda que como preparação, deveria reunir e reactivar a Rede de Salvação de Boquisso. Desta vez, seguí obedientemente a orientação.

Sem hesitar, comecei a agendar visitas às casas dos membros e frequentadores e passei a marchar sozinha. Atualmente, esta Rede da Salvação conta com mais de 20 elementos, dentre os quais, membros e frequentadores. Vários milagres têm acontecido com os integrantes da Rede, alguns dos quais já foram relatados.

Durante a preparação para a peregrinação, recebemos a graça de o valor baixar para quase 70%, para dizer que foi quase a custo zero. Tivemos a graça e permissão de conhecer várias igrejas dentro do Brasil, em locais diferentes, fizemos várias viagens e fomos maravilhosamente recebidos. Tivemos trocas de experiências nas casas dos membros e nas igrejas.

Ainda na onda das graças, enquanto dedicava, a minha irmã informou-me, triste, que o congelador da casa dos nossos pais tinha avariado. Para tranquilizá-la prometi comprar um outro mais moderno para substituir, e disse para ela manter segredo porque seria uma surpresa para os nossos pais. Desligando-me do assunto, fui dedicando, idealizando materializar essa promessa. Na verdade, eu vivia esses dias com uma felicidade indescritível. Não deixava espaço para tristeza, o meu Sonen estava tão alinhado que quando surgisse algum problema, eu logo percebia-o como purificação ou aprimoramento para me fortalecer.

No dia em que regressei à Maputo, após a oração de agradecimento no Altar do Centro de Aprimoramento, o meu irmão estacionou o carro numa loja de electrodomésticos e disse: “vão escolher um congelador para a casa dos kotas”. Entramos e pagamos na hora e no dia seguinte, fizeram a entrega do congelador em casa dos meus pais, graças à Deus e ao Messias Meishu-Sama.

A outra graça que recebi foi no meu local de trabalho, pois eu não havia sido dispensada formalmente para a viagem e temia punição dos meus Superiores. Ao contrário do que esperava, fui muito bem recebida pelos mesmos, ao ponto de me perguntarem como fora a cerimónia, uma vez que para o meu chefe directo, despedi-me dizendo que ia viajar para a província de Inhambane para cerimónias familiares.

No meu lar, a postura do meu esposo melhorou bastante e ele que era atencioso, passou a sê-lo ainda mais, tornando-se uma pessoa tranquila, segura e confiante. A nossa obra que estava há mais de dois anos paralisada, está tendo um avanço bem significativo.

O meu maior aprendizado com esta experiência de fé é que não nos devemos prender às coisas materiais para cumprir uma missão, pois Deus não nos coloca uma pedra sem saber o nosso potencial para a remoção da mesma. A nossa visão é muito reduzida para tal compreensão e precisamos orar muito e cuidar, com sinceridade, de outras pessoas para ganhar a permissão de sermos felizes.

O meu compromisso é de aprofundar, cada vez mais, na fé messiânica e encaminhar o maior número possível de pessoas.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados pela força e permissão de ingressar na fé messiânica.

Aos Ministros, Missionários e fiéis em geral, o meu profundo e sincero agradecimento pela atenção dispensada.

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