Bernardo de Carvalho Francisco – CA Cazenga/Luanda-Angola

Chamo-me Bernardo de Carvalho Francisco, resido em Luanda e dedico como responsável da unidade religiosa supracitada. 

Conheci a igreja, no dia 25 de outubro de 2006, por intermédio da missionária, Manuela Francisco Mendes Regada.

Os motivos do meu encaminhamento foram: doença, conflito e pobreza. Eu sofria de inflamação no braço esquerdo, e dores da coluna vertebral enviesada que provocavam dores sem precedentes e causaram-me paralisia parcial durante 5 anos. Frequentei hospitais de renome, igrejas espíritas e casas de quimbandas, onde o meu pai gastou avultadas somas em dinheiro, mas não se obteve resultado satisfatório.

Muito antes dessa enfermidade, eu era um homem mal-humorado, de má conduta, praticava más acções perante a sociedade o que gerou muitos conflitos com a família durante longo período de tempo, até que caí na doença que provocou a separação com a minha esposa.

Certo dia, de regresso do hospital com os meus familiares, já próximo de casa, deparamo-nos com a missionária Regada, que estava a cumprir a sua missão de dar assistência religiosa. Como ela fitava-me compenetradamente, surgiu um peso na consciência e pensei: “Será que é uma das mulheres que eu havia enganado no passado?!”. Ela aguardou até que entramos em casa. Minutos depois, nos surpreendeu com a sua visita em casa. Educadamente pediu licença e foi permitida a entrar. Assim que entrou pediu permissão para fazer uma oração messiânica. Ela começou a fazer a oração Amatsu-Norito, causando um grande espanto nos meus familiares. Por ser uma oração tão estranha os conflitos entre os meus pais agravaram-se, pois, a minha mãe sempre tachou a igreja de satânica.

Porém, no final o meu pai disse: “Ele já tem idade para definir o caminho que quer seguir,” e autorizou a missionária a continuar a dar-me assistência religiosa. Todavia, quando eu recebesse Johrei, nascia um sentimento de revolta dentro de mim e ainda ouvia uma voz que dizia: “Não deixa esta senhora ministrar Johrei” e outra voz dizia: “Deixa a senhora ministrar.” Cinco dias depois de começar a receber o Johrei, eu tinha uma consulta marcada no hospital Josina Machel.  Como eu precisava de ajuda para tomar banho e para me vestir, chamei o meu irmão mais novo para ajudar-me e posteriormente colocar-me no carro. Mas o mesmo teve uma atitude diferente de outros dias. Chamou-me de doente chato e disse que eu tinha de aguardar a sua disponibilidade.

No desespero ouvi uma voz que dizia: “Nadinho levanta-te da cama,”. Assim, tentei fazer um esforço e constatei que a dor tinha sumido. O meu pai que observava atento pela cortina transparente todos os meus movimentos quando me viu em pé, gritou admirado: “Nadinho, hoje conseguiste andar? Só pode ser aquela igreja!”. Eu consegui subir no carro sozinho. No hospital, todos os médicos que conheciam a razão da minha patologia ficaram admirados e reuniram-se à minha volta para procurar saber que tipo de tratamento havia feito. Eu desconhecia os Ensinamentos de Meishu Sama, e pensando que a religião tivesse algum mistério que não pode ser revelado então respondi: “Tomei diclofenac[1]”.

Como durante a minha doença tinha consumido muitos medicamentos, comecei a ouvir zumbidos, tive problema de visão e vertigens. Aproveitei-me do primeiro sinal que obtive do Johrei e decidi deixar de tomar os medicamentos. Passei a receber somente a assistência religiosa todos os dias. Para o meu espanto, um mês depois, voltei a sentir melhorias. Ao voltar a fazer o teste os médicos constataram que as vértebras que estavam destruídas voltaram a unir-se, tendo deixado apenas a sequela de andar enviesado, mas hoje tudo voltou ao normal. Este facto motivou-me a fazer um donativo especial de ingresso na fé e o donativo de outorga para agradecer os milagres recebidos. Assim fui outorgado no dia 26 de novembro de 2006.

A experiência de fé que passo a relatar aos senhores está relacionada com o esforço feito em dedicar e acompanhar os membros neste período da purificação.

Com essa grande realidade, tomei a decisão de redobrar os meus esforços em estar constantemente no Centro de Aprimoramento para cuidar da imagem de Deus, e fazer a oração com o Oniku no Altar. Ao longo da caminhada encontrava algumas barreiras das autoridades que me impediam de continuar, mas com as devidas explicações os policiais autorizavam-me a continuar com a caminhada e constatei que era sempre o primeiro a subir no táxi mesmo com tanta gente nas paragens. As vezes aparecia alguma boleia de amigos que me levavam até ao Centro de Aprimoramento e ou vezes os taxistas não me cobravam. Com esse esforço, a união no meu lar solidificou-se cada vez mais e estamos a cumprir com os cultos diários, a ministração do Johrei em toda a família e a implementação da vivência da flor no lar em todos os compartimentos da casa.

Tenho vivenciado muitas experiências das quais relatarei algumas:

  • Um membro afastado que estava a viver muitos conflitos com sua esposa, devido ao facto de ele ter uma relação com outra mulher, decidiu ligar para mim, para pedir conselho. Assim, pedi-lhe para ser sincero com a sua família. A sua esposa que é missionária, ao tomar conhecimento, ficou muito revoltada. Veio à unidade religiosa e foi lembrada da orientação: que nós messiânicos aprendemos a agradecer mesmo nos momentos mais difíceis da nossa vida. Assim, ela materializou um donativo de gratidão pela purificação. Também se pediu que neste momento da grande purificação, que os filhos reconsagrassem os Ohikari para poder trocar Johrei no seio da família. No dia seguinte, veio ao Centro de Aprimoramento para a reconsagração dos Ohikari. O seu esposo apercebendo-se que ela veio ao centro do Cazenga, e pensando em terminar a relação com ela e ficar com a amante, decidiu seguir a esposa até à unidade religiosa com o objetivo de espancá-la e comunicar-lhe que estava tudo terminado.

No momento que ele entrou na nave encontrou a esposa a receber Johrei com o responsável. O mesmo tentou fazer escândalo, mas procuramos ouvi-lo no gabinete e na ocasião, leu-se para ele os Ensinamentos: “Nós é que traçamos o nosso próprio destino” e “O homem depende do seu pensamento (Sonen)”.  Ele recebeu bastante Johrei, e toda a ira que trazia acabou por desaparecer.

Oramos juntos no altar e no final da oração, deu um forte abraço a mulher pedindo perdão por tudo e foram felizes para casa. No dia seguinte eu voltei a ligar para reconfirmar como estavam e a esposa respondeu que estavam bem e que haviam se harmonizado.

  • Um missionário, que deixou cair o seu Ohikari, foi orientado a reconsagrar para aprofundar na ministração do Johrei na família. Após ter reconsagrado, o mesmo não tinha força para materializar os seus donativos de gratidão tais como: dízimo, donativo de construção e outros e nem sequer tinha força para ler os Ensinamentos de Meishu-Sama. Despertou e materializou o seu dízimo. Agora já não dorme sem ministrar Johrei nos filhos e fica incomodado quando não lê os Ensinamentos de Meishu-Sama. Encaminhou, neste período, um dos seus amigos.

Através dessas vivências, aprendi que é preciso partir do zero, do ponto inicial da fé e reconhecer que por detrás de todo mal existe sempre um grande bem.

O meu compromisso é de continuar a aprofundar nos Ensinamentos de Meishu-Sama e levar o amor para todas as pessoas com quem tenho afinidade. Por permissão do Supremo Deus e Messias Meishu-Sama, formei 379 membros, tenho a horta caseira, pratico o dízimo, os donativos de construção e diário e tenho o altar do lar.

Agradeço ao Supremo Deus, Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados por me garantirem a vida que tenho neste momento.

Ao reverendo, ministros, missionários, membros e frequentadores que directa ou indirectamente têm contribuído para o meu crescimento espiritual. À irmã Regada que me mostrou este maravilhoso caminho da salvação a minha eterna gratidão.

Muito obrigado

 

 

[1] O diclofenaco ou diclofenac é um anti-inflamatório não-esteroide com ação sobretudo analgésica e anti-inflamatória com pouca ação antipirética.

 

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