Mário Dustino Geraldo Kifufu – CA Cacuaco/Luanda-Angola

Chamo-me Mário Dustino Geraldo Kifufu, tenho 53 anos de idade, resido no Município de Cacuaco, Comuna da Funda, Bairro do Maiombe. Sou membro e dedico como auxiliar do grupo Lua no Centro de Aprimoramento de Cacuaco.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola no dia 22 de setembro de 2019, por intermédio de uma cliente.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram a doença do meu filho, maus sonhos e a presença de um espírito que me atormentava todas as noites.

O meu filho, aos 4 anos de idade, começou a ter crises de epilepsia que só ocorriam a noite. Assim, recorremos a tratamentos tradicionais, mas não obtivemos resultados satisfatórios. Ao invés de melhorar, ele começou a apresentar outros problemas, como andar com o corpo torto, inclinado para o lado esquerdo.

Como nessa altura frequentava outra Igreja, alguém ligado a ela prontificou-se em curar o menino. Assim, me deu uma lista para adquirir alguns medicamentos tradicionais e com eles realizou um tratamento que fez algum efeito, pois o rapaz deixou de ter as crises, mas, continuava com o corpo torto. Porém, a inclinação passou para o lado direito. Por essa razão, os familiares da minha esposa concluíram que se tratava de tuberculose óssea, vulgarmente chamada de “jiba”. Tivemos que procurar outro quimbanda que pediu vários artigos e dinheiro. Fez uma cerimónia e o tratamento durante um mês do qual se notou alguma melhoria. Infelizmente passado algum tempo, a minha esposa faleceu durante o parto e assim fiquei sozinho a cuidar dos filhos mais pequenos incluindo o menino em causa.

Como a situação do meu filho era muito preocupante, tomei a decisão de levá-lo à Província do Uíge para fazer tratamento tradicional e deixei-lhe na responsabilidade da família, onde permaneceu durante nove meses. Passado aquele tempo, a família ligou para que eu fosse buscar o menino porque o quimbanda que estava a tratá-lo tinha sido ameaçado no sonho que deveria parar de fazer o tratamento do meu filho. Caso insistisse, havia de ter um fim triste, por isso abandonou o local e foi viver na Aldeia dele. Fui buscar o menino e nessa altura ele mostrava alguma mudança. Depois de estarmos em Luanda, a situação piorou, o corpo ficou rígido, só movia os joelhos, o rosto estava virado para cima, não conseguia olhar para o chão e para comer tinha que ficar deitado no cadeirão. Então recorremos ao hospital “Maria Pia” para fazer exames, mas não acusaram nada. Preocupado com a situação, falei com a família para juntarmos dinheiro e levá-lo à República Democrática do Congo. De manhã, fui numa fotocopiadora, comprei folhas de papel A4 com objectivo de escrever um testamento para as crianças e familiares, para saberem o que deixei e com quem devem ficar os bens, pois estava ciente que a qualquer momento podia morrer.

Numa quarta-feira, fui à paragem com a mota com a qual faço trabalhos e não haviam clientes. Mas, de repente surgiram duas moças, uma levava uma criança ao colo e estava a conversar com meu colega ao lado, mas este negou a proposta delas e pediu para que viessem ter comigo. Elas disseram-me que tinham vinte e cinco grades de cerveja parar tirar da funda para Caop-Velha. O problema é que tinham um valor inferior ao que cobramos. Então, pedi-lhes que aumentassem um pouco mais e elas aceitaram. Saí apenas com a jovem que estava sem bebê. Durante a viagem notei que ela estava com uma das mãos levantada sobre minha cabeça.

Já em direção à entrada do Solo Sagrado, ela mostrou-me a Igreja e começou a relatar que certo dia, quando estava a fazer vendas na beira da estrada, um hiace que fazia táxi, perdeu os travões, atropelou e matou pessoas e ela tinha partido as pernas e depois do tratamento ficou sem andar durante um ano. Mas, a sua prima a trouxera ao Solo Sagrado e com o Johrei, recuperou completamente. Chegou a mostrar-me os sinais do acidente. Expliquei-lhe que o meu filho estava deficiente e já o tinha levado a vários tratamentos sem resultado. Ela orientou-me a levá-lo ao Solo Sagrado. Cheguei em casa e expliquei aos meus filhos que os levaria a uma igreja que fica na Funda. Como nunca ouvi falar dessa igreja, fiquei com medo. Pedi a Deus para mostrar como é essa igreja.

Na terceira noite tive um sonho em que me mostraram duas filas enormes de mulheres e todas carregavam coroas de flores. Quando despertei, pensei: “Com estas flores do cemitério, está claro que vou mesmo morrer. Já não tenho mais dúvidas!” ​No domingo, os miúdos me acordaram e me perguntaram se iríamos ou não à Igreja. Preparamo-nos e fomos até ao Solo Sagrado com a minha moto-carroça. Quando chegamos, encontramos as pessoas sentadas na nave a ministrar Johrei.

Recebemos Johrei pela primeira vez. À medida que fui recebendo Johrei, senti o coração aquecer e posteriormente as costas. Tive mesmo que beber água, pois estava muito quente. Fui entrevistado pelo plantonista que me orientou a receber bastante Johrei, colocar sempre a flor de luz em casa, frequentar constantemente o Solo sagrado e participar de outras actividades da Igreja. Nessa noite o espírito não me incomodou. Também recebi recomendação de que tudo que notasse de anormal ou incomodasse, devia chamar o nome do Messias Meishu-Sama.

Ao participar na marcha de Johrei numa quarta-feira no Solo Sagrado, fomos informados que no sábado haveria marcha de Johrei na Sede Central de África. Tomei a decisão de participar! Saímos de casa, enfrentamos várias dificuldades durante o percurso, pois do São Paulo até a paragem dos táxis para o aeroporto, tive que alugar um carro de mão para levar o menino, porque ele não conseguia se mover. Ao chegarmos na Sede Central de África, enfrentei outro problema de transportá-lo da estrada até a Nave. Toda a gente me observava, pois parecia estar a transportar um tronco. O corpo continuava rígido, desde a cabeça aos joelhos, senti novamente uma enorme vergonha. Ao terminarmos com a marcha de Johrei, às dezesseis horas, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, o menino começou a andar sozinho, embora com pausas constantes, até a paragem do Futungo. Chegamos em casa às vinte horas e os vizinhos queriam saber onde levei o menino e que tipo de tratamento se realizou!

Na preparação do Culto às Almas dos nossos Antepassados, tive a permissão de participar da marcha de distribuição de flores, vivência nos lares, limpeza, implementação de hortas caseiras nas casas dos fiéis de alguns Bairros. Preenchi o meu formulário e materializei o donativo de elevação dos meus Antepassados. No dia 2 de novembro eu e os meus filhos, participamos do Culto às Almas dos Antepassados. Ao entrar na Sede Central, as pessoas que me tinham visto a transportar o meu filho nas costas, ficaram admiradas ao vê-lo.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, o meu filho restabeleceu-se completamente e até já joga bola. Quanto a mim, todas as dores que eu sentia, o cansaço, assim como o espírito que incomodavam também desapareceram.

A experiência de fé que passo a relatar aos Senhores, está relacionada com o recebimento do Sagrado Ohikari, força do Johrei e o acompanhamento dos Frequentadores que estou a cuidar.

 Importa salientar que em novembro do ano passado, logo que tomei a decisão de me tornar Membro, comecei a passar por várias dificuldades financeiras. Então fui novamente procurar o meu orientador, que me ouviu com muita paciência e encorajou-me a agradecer pela purificação, entregando tudo nas mãos do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama. Por outro lado, orientou-me também em me empenhar a encaminhar os meus vizinhos, aprofundando na dor e no sofrimento de cada um deles, afim de formar a Rede de Salvação no meu Bairro. Assim conseguiria saldar as dívidas mais profundas das minhas linhagens e juntos ganharmos a permissão de participarmos da construção do Solo Sagrado da África.

Para a concretização deste objectivo, o meu orientador organizou um grupo de Membros e Frequentadores das Unidades Religiosas ligadas à nossa Região e foram fazer limpeza e distribuição de flores na minha casa e nas casas dos meus vizinhos. Aquela dedicação transformou completamente o ambiente espiritual do meu Bairro. Ao mesmo tempo também meu Sonen clareou e do fundo do meu coração falei com o Messias Meishu-Sama da seguinte forma:

“Messias Meishu-Sama, muito obrigado por todas as graças, agora preciso retribui-las, por isso vou vender uma parcela do meu terreno, para me tornar um verdadeiro instrumento da vossa Obra!”. E assim aconteceu. Feliz e grato pelos milagres recebidos, materializei um donativo especial, um de ingresso na fé e outro de outorga. Assim, eu e o meu filho fomos outorgados para melhor servir na Obra do Messias Meishu-Sama.

Depois do recebimento do Sagrado Ohikari, fomos para casa e imediatamente colocamos o Retrato do Messias Meishu-Sama, tendo vivenciado os seguintes milagres:

 1)- No dia em que eu e o meu filho recebemos o Sagrado Ohikari e a Foto do Messias Meishu-Sama em casa, aconteceu algo misterioso. É que em minha casa tínhamos muitos ratos, muitos insectos como aranhas grandes, baratas e outros, que inclusive muitas vezes colocávamos medicamentos para matá-los, mas não morriam. Porém, a partir daquele dia da outorga e da colocação da foto do Messias Meishu-Sama, milagrosamente todos desapareceram até a data presente.

2)- À noite, a minha actual esposa começou a purificar com uma hemorragia muito forte. Materializei um donativo de gratidão pela purificação e passei a noite toda a lhe ministrar Johrei. No dia seguinte, a intensidade do sangue aumentou e os meus vizinhos apercebendo-se da situação aconselharam-me para leva-la ao hospital. Assim o fiz mas não houve êxito. Dois dias depois, liguei ao meu Superior expliquei tudo que estava a se passar. Ele orientou-me a materializar um donativo especial e ministrar Johrei com leitura do ensinamento de Meishu-Sama. Nossos vizinhos como se alguém os estivesse a chamá-los, vinham afluentemente para a nossa casa. Fui ministrando Johrei a cada um deles, desde as 8 horas da manhã até as 16 horas. Após ter me alimentado, ministrei Johrei na esposa a partir das 17 horas e terminei 1 hora da manhã. No dia seguinte, ao despertar, fiquei surpreso ao encontrá-la a lavar roupa e fazer a limpeza de casa, algo que me deixou bastante admirado. Os vizinhos também ficaram de boca aberta, pelo milagre ocorrido e comentavam: “A igreja nova do Mário é muito forte! Como é possível uma simples mão curar esta hemorragia tão forte?” No mesmo dia à tarde, mais 5 vizinhos vieram receber Johrei.

3)- Ainda na mesma semana, recebi um telefonema do tio da minha falecida esposa, que no momento do óbito da mesma me tinha feito várias acusações, dizendo: “Mário, por favor vem para a nossa casa buscar as tuas duas crianças , pois já se passaram vários anos que nunca falamos contigo. Também quero te pedir perdão em nome da família pelos transtornos que lhe causamos, pela mágoa, pelo ódio, rancor, porque tínhamos te acusado como causador da morte da nossa filha! ” Contudo, fiquei surpreso pela notícia, visto que, quando a minha esposa falecera, fizeram muitas promessas e receberam-me as minhas duas meninas e deixaram-me com os dois rapazes. Sem conter a alegria e gratidão, fui à busca das crianças e nos reconciliamos até o dia de hoje.

4)- Durante este período de quarentena, comecei a cuidar de uma senhora de nome Rebelina, que se encontrava num estado lastimável, pois tinha problemas de inflamação na garganta, angina, infeção, dor de estômago, situação que já vivia há 6 anos, tendo percorrido em vários hospitais e casas de quimbandeiros sem sucesso. Prestei-lhe assistência religiosa durante um mês e para minha surpresa, a sua doença desapareceu por completo. Ela e a sua família recebem Johrei todos os dias, aguardando o dia que tudo irá normalizar para levar-lhes ao Futuro Solo Sagrado.

Com todos estes milagres, aprendi a agradecer em todas as circunstâncias e acreditar na Divindade do Messias Meishu-Sama. Também aprendi que por detrás das purificações vem a felicidade.

Comprometo-me em aprofundar na dor e no sofrimento das outras pessoas, especialmente nas quais tenho afinidade.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados por me permitirem conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Por permissão do Supremo Deus e Messias Meishu-Sama, já encaminhei 32 pessoas na fé messiânica das quais 1 é membro. Faço o dízimo, donativo de construção, tenho horta caseira e cuido de 27 pessoas.

Ao Reverendo, Ministros, Responsáveis, Membros e frequentadores que direita ou indiretamente me acompanharam e me prestaram orientações, a minha eterna gratidão.

Muito obrigado!

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