Elizandra Marília de Almeida e Costa – JC São Francisco de Assis – Luanda – Angola

Chama-me Elizandra Marília de Almeida e Costa, tenho 28 anos de idade, resido em viana no bairro da Nice. Conheci a Igreja Messiânica em abril de 2019, encaminhada pela minha cunhada.

Os motivos que me levaram a ingressar na fé foram:

  • Conflitos conjugais
  • Doença do meu filho

Quanto aos conflitos conjugais, meu marido tinha mudado de comportamento, deixou de dar assistência à casa, diminuiu o afeto por mim e pelo nosso filho.

No que concerne a doença do meu filho, tudo começou quando eu estava grávida. A minha rival atormentava-me dizendo que eu iria ter um filho doente, ameaçando-me dizendo: “Vais nascer um satanás, o teu filho vai ter cara de diabo! ”. Na altura ainda não era messiânica, mas não ficava abalada porque sabia que Deus estava comigo.

Mas no sétimo mês de gestação tudo começou. Dava-me a impressão que as promessas da minha rival estavam a concretizar-se. Tive uma dor repentina durante três dias consecutivos. Fui ao hospital e os médicos pediram uma ecografia urgente para verificar o estado do bebé e saber quantos meses tinha de concreto. É de salientar que eles já estavam a preparar a sala para eu ser operada, mas os médicos aperceberam-se que tinha completado somente 8 meses e assim não poderiam realizar o parto ainda. Medicaram-me e voltei para casa, mas ainda sentia dores. Durante este período, as mensagens ofensivas e de promessas malignas da minha rival não paravam.

No mês seguinte tive a última consulta onde o médico constatou que já haviam completado os 9 meses e algumas semanas. Passado algum tempo, voltei ao consultório e o médico surpreendeu-se ao saber que eu ainda não tinha tido o bebé, pois certificou-se que eu já estava com 10 meses. Fez então uma previsão de que em 48 horas tinha de ter o bebé e se assim não acontecesse, teria de ir para o bloco operatório. Passados 24 horas, no dia 06 de junho, a bolsa estourou quando era meia noite. O susto foi, que eu não sentia dores. Quando eram 3 horas da manhã, as dores começaram. Liguei para a minha melhor amiga e para minha mãe que me acompanharam ao hospital.

Para o meu espanto, ao descermos as escadas de casa, a minha amiga começou a ver pessoas vestidas de preto a acompanharem-nos, mas ela era a única que via. As 05h30 da manhã tive o bebé sozinha, sem o acompanhamento das parteiras. Depois que o bebé nasceu, ficamos um bom tempo sozinhos. As enfermeiras só apareceram de manhã. Até aí visto que já tinha o meu filho nos braços pensei que os problemas haviam terminado, mas não. Desde as 05 horas só foi possível retirar a placenta às 12 horas, porque estava retida. Tomei 7 balões de soro, mas graças a Deus regressei à casa em paz. Aos 2 meses meu filho não defecava, estava com uma inflamação no pescoço e com o osso da região lombar sobressaído. Por este motivo, com 7 meses não se sentava, não engatinhava e nem conseguia pôr-se de pé. O rosto parecia de uma criança mais velha. Recorri a vários hospitais, casas de curandeiros para fazer massagens, gastei avultadas somas em dinheiro, mas nada resolvi. Era um tormento para mim. Só conseguia chorar e lamentar, acreditando que eram as pragas da minha rival.

Foi neste quadro de sofrimento que a minha cunhada me falou da Igreja. De início, confesso que depois que ouvi a explicação dela sobre a Igreja, achei tudo muito estranho. Certo dia ela levou-me ao Johrei Center. Posta lá, reconheci o retrato de Meishu-Sama, porque a mulher do meu irmão já era messiânica e quando eu era mais nova, já tinha recebido Johrei.

Fui recebida pela plantonista que me ouviu atentamente e encaminhou-me a responsável da unidade. Após eu ter relatado todo o meu sofrimento, ela orientou-me o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia
  • Manter a flor de luz em casa
  • Ter a horta caseira
  • Peregrinar aos locais de maior luz
  • Praticar os donativos diários de gratidão

No decorrer do cumprimento sem dificuldades das orientações que me foram dadas, recebi a visita da responsável e a sua equipa de missionários, onde fizeram a limpeza profunda, vivência da flor e preparação do espaço para a abertura da horta. De realçar que, após alguns dias, a responsável apresentou-me a irmã que passaria a me cuidar e esta por sua vez visitou a minha casa com algumas irmãs onde concluíram com a dedicação de abertura da horta. Após a dedicação e  de terem ministrado Johrei em meu filho, no mesmo dia, ele começou a apresentar as primeiras melhorias. Pela primeira vez, começou a sentar! fui agradecendo com donativos pela graça recebida e surpreendentemente aos nove meses começou a engatinhar. Agradeci a Deus e Meishu-Sama mais uma vez com um donativo especial de construção da pavimentação da Sede Central de África.

Como estava a passar também por dificuldades financeiras, a responsável orientou-me a praticar o dízimo sempre que recebesse algum dinheiro. Certo dia, fui à unidade para materializar o dízimo do meu salário, mas de repente deu-me uma revolta e não queria mais fazê-lo! Expliquei à minha superiora e ela disse-me: “Faça o dízimo!”. Eu recusei e disse-lhe: “Se já não tenho, estou com dificuldades, como é que vou subtrair mais”? Senti-me muito revoltada! Porém , ela pacientemente ministrou-me Johrei em silêncio e depois orientou-me num tom determinante: “Desapega, não pensa nas dificuldades! Se assim o fizeres, Deus te dará dez vezes mais! ”. Fomos ao altar e materializamos o donativo, oramos e entregamos tudo nas mãos de Deus e Meishu-Sama. A graça não se fez esperar! Depois da oração, encontrei chamadas perdidas do meu esposo. Retornei e ele mandou-me ir para a casa urgente. Quando lá cheguei, deu-me cem mil kwanzas para as despesas de casa. Com esta graça recebida acreditei no que a  responsável havia me orientado. Fiz o dízimo do mesmo valor, já sem dificuldades! A minha maneira de pensar a partir daí começou a mudar, porque comecei a acreditar no Messias Meishu-Sama.

Com a minha crença e mudança de Sonen, num belo domingo eu estava na Sede Central num Culto Mensal de Gratidão e meu marido ligou-me muito feliz dizendo que o nosso filho estava a andar! Sem conter a minha emoção e alegria, gritei e comecei a chorar. Procurei pela minha responsável e comuniquei-lhe a graça! Esta, por sua vez saltou de alegria! Fomos juntas ao altar e agradecemos com um donativo.

Daí nasceu em mim o sentimento de me tornar membro para melhor servir à Obra Divina. Materializei o donativo de ingresso na fé e o da outorga da luz divina – Ohikari, e como gratidão por todas essas graças tornei-me membro para melhor servir na obra de Meishu-Sama.

A experiência de fé que passo a relatar para os senhores está relacionada com a obediência às orientações superiores e a gratidão pelas graças recebidas

Após ter vivenciado tantas experiências significativas em minha vida, empenhei-me com afinco nas dedicações. Certo dia, minha superiora chamou-me e disse que estava na hora de assumir uma tarefa. Sem exitar, aceitei a proposta de dedicar como encarregada do grupo CriançÁfrica. Mas, visto que na área onde resido existiam muitos membros afastados e também ativos, ela pediu-me que cuidasse também dos membros e frequentadores daquele bairro. Adaptei-me rápido e comecei a fazer as marchas dirigidas nas casas dos membros vizinhos, distribuímos flores e abrimos novas casas. Enviava sempre o relatório à minha responsável, que por sua vez visitou-nos com uma equipa de missionários, marchou connosco nas casas, agradeceu-nos pelo trabalho desenvolvido e disse-me: “A partir de hoje esta rede da salvação é tua! Cuida de todos os fiéis! ”. Depois, levou-me ao altar, fizemos a oração assumindo o compromisso com o Messias Meishu-Sama e assumi a minha tarefa com muita gratidão!

Embora trabalhando, não tenho dificuldades visto que os membros daquela área colaboram. Como a maior parte de nós somos trabalhadores, aos sábados e no horário que largamos do serviço nos dias normais de expediente, marchamos nas casas, distribuímos flores, fazemos limpezas, oração e marcha de Johrei nas casas dos fiéis. A rede está a cuidar de 4 casas de membros com um total de 8 membros e 18 frequentadores em 6 casas.

Fruto desse trabalho em casa dos membros e frequentadores da rede da salvação, ganhei a permissão de vivenciar alguns milagres os quais passo a partilhar com os irmãos:

1º Ganhei a permissão de encaminhar a minha vizinha que tem a filha com o mesmo problema que tinha o meu filho. Com o recebimento do Johrei, limpeza e abertura da horta caseira, a criança está mostrando melhorias consideráveis. Ela não movia os membros inferiores, nem abria as mãos. Hoje, após ter iniciado o recebimento do Johrei, já move as pernas. Entre o casal, que estava em conflito por causa da purificação da filha, tudo amenizou-se. Ganharam outra compreensão e  até o esposo, já recebe Johrei.

2º Conseguimos recuperar 2 membros provenientes da província de Benguela que estavam afastados porque não sabiam onde dedicar por não ter unidade próximo de casa. Agora, o casal está a dedicar bem. A esposa cuida de uma família com 5 frequentadores, onde a dona de casa está com trombose, mas já começou a apresentar melhorias notáveis, graças a Deus e Meishu-Sama e  ao recebimento do Johrei.

3º Com essas experiências que tive a oportunidade de vivenciar com o acompanhamento de outras pessoas, ganhei a permissão de me tornar mais compreensível com a minha família e também no local de trabalho, todos estão dizendo que estou diferente.

4º Meu marido tornou-se mais amigo, chegando até a dizer que não me reconhecia mais. Também já recebe Johrei, já foi à unidade e procurou pela responsável para lhe ministrar Johrei.

5º No que concerne às despesas de casa, ele já participa significativamente. Enfim, minha casa está a se tornar num lar de luz.

6º Tinha conflitos com a minha mãe, que hoje foram ultrapassados.

7º Consegui construir a marquise em minha casa. Minha condição financeira melhorou bastante, graças a Deus e os conflitos são coisas do passado.

8º Com esta felicidade toda em meu lar, ganhei a permissão de estar novamente concebida, esperando agora pelo meu segundo filho.

Sou cadastrada, faço o dízimo, donativo de gratidão diário, participo do donativo de construção do Solo Sagrado de África e da pavimentação da Sede Central. Tenho a horta caseira, já encaminhei várias pessoas à fé messiânica, das quais 18 se tornaram frequentadores. Cuido de 10 famílias, num total de 26 pessoas.

Aprendi com essa experiência, que quando fazemos as outras pessoas felizes, conseguimos ultrapassar todas as nossas dificuldades e nos tornamos felizes também!

O meu compromisso é de levar a rede da salvação à núcleo de Johrei e fazer as outras pessoas felizes através das práticas básicas da fé!

Agradeço ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama pela permissão de servir na Sua  Obra.

Ao nosso querido Reverendo, aos Ministros, membros e frequentadores e a todos aqueles que direta ou indiretamente me têm feito crescer na fé, muito obrigada!

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