Rita Severino Joaquim – JC Sumbe

Chamo-me Rita Severino Joaquim, tenho 41 anos de idade. Resido na Província do Kwanza-Sul, Município do Sumbe, Bairro do Cabouqueiro. Sou missionária e dedico atualmente como Responsável da unidade acima citada.

Tive a permissão de conhecer a Igreja Messiânica Mundial de Angola em 2001, por intermédio do meu esposo, a quem tenho profunda gratidão.

O motivo que me levou a conhecer este maravilhoso caminho da salvação, foi a doença que assolou minha filha primogénita e fez com que ela estivesse internada no hospital durante 15 dias, mas sem obter melhorias.

No entanto, a retirada da criança do Hospital deveu-se ao facto de não dispormos de valores para cobrir as despesas médicas, pois o médico deu alta com a recomendação de regressarmos assim que conseguíssemos os valores. É de realçar que haviam muitos doentes com dinheiro sem ter camas para o internamento, então posso dizer que fomos forçados a sair para dar espaço aos outros.

Foi neste quadro de sofrimento que conheci a Igreja, pois assim que chegamos em casa a doença da criança agravou-se.

Encaminhada ao Johrei Center do Sumbe, fui recebida pelo plantonista, que verificando o estado da menina fez oração, seguido com um donativo. O estado da menina era muito grave. O mesmo orientou-me a fazer primeiramente as análises com ela e só depois, devia receber assistência religiosa.

Feitas as análises, estas acusaram paludismo em estado avançado, 1/80 de febre tifoide e 4 de hemoglobina.

Apresentei o resultado ao responsável, que agradeceu materializando um donativo especial pela purificação. Depois orientou-me as práticas básicas da fé:

  • Receber 10 Johrei por dia
  • Ter horta caseira
  • Manter a flor de luz em casa
  • Participar nas dedicações programadas pela igreja
  • Agradecer pelos momentos em que estava a passar.

Naquele dia, eu e minha filha recebemos bastante Johrei e em menos de 24 horas, o quadro de saúde dela melhorou significativamente.

No terceiro dia em que cheguei na nave, antes de receber Johrei, o responsável orientou-me a fazer novas análises. Depois, constatou-se no resultado que o paludismo, a febre tifoide tinha melhorado, bem como a baixa hemoglobina, que subiu de 4 para 14! Depois de 8 dias de recebimento de Johrei, minha filha defecou um bicho parecido com um caracol, e a partir daquela altura o quadro de saúde dela melhorou consideravelmente. Na altura, tinha 8 meses de vida e hoje tem 18 anos de idade e vive centralizada no Johrei.  Desde aquela data, eu e os meus três filhos passamos a ter como centro das nossas vidas, o Johrei. Mesmo com muitas dúvidas sobre o milagre ocorrido, julgando que era obra do demónio, me empenhava no cumprimento das orientações sem ter falhado um dia sequer.

Com o melhoramento da saúde da minha filha, reiniciei as actividades de venda de fuba no mercado. Porém, antes de partir para os negócios, ia sempre na nave dedicar das 6 horas da manhã até às 12 horas.

Para o meu espanto, as vendas também melhoraram, pois iniciava a vender às 13 horas e terminava às 16 horas ainda assim, nesse curto espaço de tempo eu vendia cerca de 50 quilos de fuba, ao passo que minhas colegas iniciavam as suas vendas às 7 horas até o final do dia e vendiam no máximo 25 quilos e geralmente terminavam de vender esta quantidade no dia seguinte.

Este facto criou uma enorme revolta nelas dizendo que recebi feitiço, pois achavam impossível eu chegar ao meio dia e conseguir vender o dobro do negócio que elas vendiam. Praticava regularmente o dízimo e o donativo de gratidão pelo Johrei que iria receber. De realçar que, além do melhoramento da minha filha e dos meus negócios a fome que assolava a minha família desapareceu e passamos a ter três refeições diariamente, coisa que antes não acontecia. Meu esposo também ganhou permissão de obter um emprego. Como gratidão, eu e o meu esposo tornamo-nos membros no mesmo ano para retribuir as graças e melhor servir na obra divina.

A experiência de fé que passo a relatar aos senhores está relacionada com o donativo e com a prática das orientações recebidas.

No final do mês de fevereiro, a minha filha primogénita, de repente mudou e não queria mais saber da igreja querendo até desassociar-se da família e sair de casa. O seu dia a dia era mais ir à praia, principalmente quando nós começávamos a nos preparar para ir à igreja. Durante o estado de emergência, decidi intensificar as práticas básicas em casa, seguindo as orientações do Reverendo. Intensifiquei a ministração de Johrei na família com a leitura de ensinamentos de Meishu-Sama, oração de duas em duas horas, distribuição de flores nos vizinhos, limpeza profunda no lar, na rua e aprimoramento constante com a família.

A purificação da filha acelerou e quase ficou louca, chegando ao ponto de brigar comigo de modo a acordar os vizinhos. Com isso fui agradecendo, aprofundando cada vez mais nas práticas básicas até que uma certa noite sonhei com alguns homens a falarem: “Aqui não há hipótese, senão vamos queimar. Cada um tem que tomar o regresso à procedência da localidade de onde veio.” Foi assim que quando acordei, comecei a refletir sobre o ocorrido e materializei um donativo especial para encaminhar o sofrimento de todos aqueles antepassados. De manhã, a minha filha levantou diferente, estava calma e até participou do culto matinal. O dia todo não saiu de casa, e é de realçar que ela só passava o dia na rua. Participou das atividades de casa e orações. Depois da oração das 21 horas, pediu para falar comigo. Ouvi atentamente as suas explicações, pediu perdão e arrependeu-se de todos os erros cometidos dizendo que não acreditava se era mesmo ela a se comportar daquela maneira. Hoje ela tornou-se mais obediente, tomou a decisão de fazer assistência a todos os irmãos que estão a purificar e está a cuidar de uma casa com 6 pessoas.

Com relação a realizar as práticas básicas em casa, depois de intensificá-las, começaram a surgir objetos estranhos em casa, assim como capim verde na porta de casa durante uma semana. Quando chegasse a hora da oração das 21 quase no meio da oração atiravam pedras no teto de casa e isso só acontecia na oração das 21horas, quando era meia noite e às 3 horas da manhã. De manhã, ao abrimos a porta, encontrávamos o capim na porta de entrada. Ministramos Johrei, fiz o donativo e no final queimava o capim. No oitavo dia, a minha segunda filha começou a purificar com fortes dores na perna chegando ao ponto de não conseguir andar em condições e nem dormir. Fui agradecendo e ministrando Johrei mas o quadro não mudava até que numa noite a purificação acelerou, então, decidi materializar um donativo especial e depois de concretizá-lo, ela adormeceu. De manhã, ao abrirmos a porta verificamos que um dos ramos da palmeira que se encontra na entrada tinha queimado e as dores que a menina sentia passaram e está bem de saúde.

Com relação à distribuição da flor, meus vizinhos que não aceitavam recebê-las, alegando serem de outra religião, hoje recebem a flor e um deles disse: “Vizinha, você sempre nos dá a flor, mas, por quê não nos convida para ir na sua igreja? Quando a igreja abrir convida-nos por favor.”

Uma outra vizinha que ignorava nossa igreja, estava a passar por muitos problemas de saúde. Ministrei-lhe Johrei e convidei a minha equipa para fazermos a limpeza profunda em sua casa acompanhado da vivência da flor. Passados três dias, ligou-me pedindo para que voltasse para lá, e colocasse outras flores porque aquelas que havia posto já não estavam em condições. Acrescentou ainda que o seu marido nunca pensou em comprar uma nova cama e ela dormia numa cama muito velha. Este, lhe surpreendeu com uma nova cama. Novamente convidei a minha equipa fomos para lá, fizemos a vivência e horta caseira. Seu marido, que ficava mais na outra casa da segunda mulher, hoje está mais em sua casa.

Com relação à limpeza, os meus vizinhos que falavam mal de mim quando me vissem a fazer limpeza no bairro dizendo: “Que pessoa é essa que passa a vida a varrer o bairro?” E na lixeira diziam que recebi feitiço de varrer o bairro. Para o meu espanto, hoje são eles a fazer este trabalho, praticamente já não varro mais. Com estes feitos, tive a graça de terminar de construir a minha casa.

Com essas experiências, aprendi que o donativo liberta muitos antepassados presos no inferno e as práticas básicas são os pilares da fé Messiânica. Além disso, quando as colocamos em prática, os resultados não se fazem por esperar, tornando-nos mais felizes. Aprendi ainda, que gratidão gera gratidão.

Faço o dízimo, donativo de construção, tenho o altar do lar, peregrino aos locais de maior luz, tenho a horta caseira, já encaminhei mais de 800 pessoas das quais 170 foram outorgadas.

O meu compromisso é aprimorar mais nas práticas básicas e aprofundar no sofrimento de outras pessoas como se fosse o meu, participar na construção do solo sagrado e peregrinar aos Solos Sagrados do Japão.

Aos Ministros, Responsáveis, membros e frequentadores, e todos que ouviram o meu relato de fé, os meus sinceros agradecimentos.

Muito obrigada!

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