Luzia Paz da Ressurreição Marcos – JC Cabaia -Benguela – Angola

Chamo-me Luzia Paz da Ressurreição Marcos, tenho 44 anos de idade. Sou membro e dedico como responsável da unidade supracitada.  Conheci a Igreja Messiânica em 2001, por intermédio de um missionário de nossa igreja.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja são os 3 males que assolam a humanidade: Doença, pobreza e conflito.

Quanto à doença, minha filha sofria de bucho virado. Andei em hospitais, casas de santas e mesmo assim a doença só piorava cada vez mais. Foi quando o irmão Inácio, padecido com o meu sofrimento, falou-me da Igreja Messiânica. Mas, eu ignorei visto que vinha de uma família cristã. Mesmo assim ele insistia e eu não aceitei. Em Setembro de 2001, viajei para Luanda a fim de passar férias. Ao chegar na casa da minha falecida tia, membro da nossa Igreja na altura, encontrei a casa toda cheia de flores e assustada ela me disse que estava a frequentar a Igreja Messiânica e seria outorgada no dia 15 do mesmo mês no Cine São Paulo. Dois dias antes da sua outorga, apareceu em sua casa o irmão Faria, que actualmente é ministro, acompanhado de um casal.

Ministraram-me Johrei e me convidaram a participar na aula da flor numa quinta-feira com a professora Sara. Gostei da aula e de regresso ao Lobito não procurei a Igreja e toda vez que visse o irmão Inácio a passar, fugia e dizia às crianças para não o deixarem entrar. Até que certo dia, minha filha estava a purificar fortemente e tão logo amanheceu fui a casa dele e pedi que me levasse à Igreja.  Lá, fui orientada as práticas básicas, que cumpri sem dificuldades. Em pouco tempo minha filha melhorou. Como gratidão, agradeci com um donativo e me tornei membro para retribuir às graças recebidas.

 A experiência de fé que passo a relatar aos senhores está relacionada com o não cumprimento da prática do dízimo e a importância de fazer os donativos do Templo Messiânico.

O meu primeiro filho, que por sinal é membro, em 2015 na altura, com 18 anos de idade, teve a permissão de ingressar na força aérea. Ele fez a primeira prova e não foi admitido. Porém, lhe foi comunicado que ainda teria chance de fazer outra prova. Tão logo me comunicou, fui ao altar agradecer e ele também agradeceu e fez a outra prova. Depois de uma hora, ligou para mim todo feliz dizendo que aprovou e tinha que reunir todos os documentos. Assim, ele ingressou na força aérea da Catumbela.

Como eu vivo algumas dificuldades financeiras, mesmo com a graça que o meu filho teve eu não despertava. Agradeci apenas de boca e não materializei um donativo. Certo dia, em conversa com o meu superior, expliquei-lhe todas as dificuldades financeiras que passava e ele me mostrou o outro lado da vida e precisava ter gratidão porque nem tudo é resolvido com dinheiro, mas sim esses valores transformam-se em outros benefícios.

Com o ingresso dele nas Forças Armadas Angolanas, teve direito a uma formação que eu não teria condições de custear e assim entendi o que o superior me explicou e agradeci com um donativo de gratidão.

Quando ele começou a receber seus salários, toda vez que me dava alguns valores ele já separava o dízimo e o donativo do Templo Messiânico.  Em 2017 escolheram os melhores alunos e foram selecionados para uma bolsa na Rússia, mas primeiro tinham de fazer alguns testes em Luanda. Eles eram 300. Foram à Luanda e nessa altura eu não parava de praticar os donativos do Templo Messiânico. fizeram os testes e a maioria reprovou, restando apenas 50. Meu filho estava no meio dos 50. Ganhei força para continuar com os donativos do Templo Messiânico.

No princípio do mês de Setembro, foram chamados para Luanda a fim de fazerem os últimos testes. Dos 50 candidatos, 47 voltaram para Benguela, restando apenas 3 e meu filho estava no meio deles! Já não voltou para Benguela e deu-me a notícia dizendo: “Mãe, próxima semana irei para Rússia, pois aprovei!”

Agradeci com um donativo e disse a ele que também agradecesse e não se esquecesse de Meishu-Sama, principalmente de onde Ele havia nos tirado. Viajaram para a Rússia no dia 19 de Setembro de 2017, mais uma vez materializei minha gratidão por essa graça.

Deixou-me o seu cartão multicaixa, eu levantava os salários e fui fazendo os donativos. Certo dia, eu e a minha filha fomos ao banco, levantei o dinheiro, mentalizei o dízimo, mas, não fiz.  Quando entramos nos armazéns para fazermos as compras, de repente apareceram 3 marginais. Estavam em uma mota. Um deles puxou a minha pasta três vezes e a pasta não arrebentou. Nesse instante, fiquei sem força de reagir até que as vendedoras deram conta da situação e gritaram: “Gatuno! Gatuno!”. Foi quando caí na real e reagi. Eles fugiram! Fiquei tão apavorada e comecei a pensar: “Se ele levasse a pasta, o que seria de mim? Como iria sobreviver?” Mas tão logo dei conta que era o dízimo que não tinha feito. Quando o susto passou, liguei ao meu superior contando-lhe o sucedido e ele orientou-me a fazer o dízimo. Assim fiz e desde aquele dia nunca mais falhei. Já estou a construir a nossa casa, graças a Deus e ao Messias Meishu- Sama.

A outra experiência de fé que passo aos senhores, está relacionada com a preparação do Culto do Paraíso Terrestre.

Aprofundei na orientação do nosso Presidente como preparação para o culto do Paraíso, em fazermos limpeza profunda em nossas casas. Como os senhores sabem, devido à pandemia, no dia 15 do mês passado, chegaram da Rússia, mais de 200 bolseiros e o meu filho fez parte deles. Assim que chegaram, foram logo postos em quarentena institucional. Após uma semana, foram submetidos a testes do covid-19.

Os dias foram passando e não lhes diziam nada. Fizeram o segundo teste e também não lhes disseram nada. Depois, começaram a sair os resultados e o medo tomou conta de nós. Minha tensão subiu. Fui recebendo muitos telefonemas dos familiares. Eles também entraram em pânico. Eu ia à Igreja dedicar, mas, com muita preocupação e apego. Pedi a ele que agradecesse e que esperássemos os próximos resultados.

Na sexta feira passada, entrei nas redes sociais e vi uma foto com o comentário do nosso reverendo que dizia o seguinte: “Eu e a minha família já fizemos a vivência da flor, com o Sonen que cada flor iluminasse a humanidade” No dia seguinte, fui comprar as flores. Ao chegar em casa, chamei a família e convidei-os para que cada um fizesse um arranjo e pensasse em algo bom, mas, antes pedimos permissão. Iniciei por fazer a da sala, a filha fez do meu quarto, o sobrinho fez do quarto deles e o outro fez da casa de banho. Fizemos com o sentimento de iluminar todas as famílias padecidas com a pandemia e no terminamos com oração.

Assim que terminamos, mandei uma mensagem ao meu filho e ele não respondeu. De tarde mandei outra, que também não respondeu. A preocupação começou a tomar conta de mim e quando eram quase 19 horas, estava a me preparar para assistir às notícias e de repente meu telefone chamou e era ele. Respirei fundo e atendi. Ele disse: “Mãe, o meu resultado já saiu e deu negativo! Já nos deram alta e as guias para deixarmos o hotel ainda hoje!”

A minha alegria era tanta, pulei e gritei. Ele também! Agradeci tanto ao Messias Meishu- Sama e aos meus antepassados por proteger todos eles e nesse dia foram dispensados mais de 100 bolseiros provenientes da Rússia.

Liguei para os meus familiares e todos só diziam graças a Deus, graças a Deus. Como fomos orientados a fazer um donativo especial, e na conta dele tinha restado um valor, fui buscar e dia seguinte materializei com muita gratidão ao Messias Meishu-Sama.

Não tenho palavras para expressar a minha gratidão! Aprendi que sempre que nos sentirmos só, não podemos nos esquecer do Supremo Deus pois Ele está sempre por perto para nos proteger. Também é bom cumprirmos com as orientações.

Agradeço ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama por ter conhecido esse maravilhoso caminho da salvação.  Já encaminhei, mas de 200 pessoas, das quais 62 são membros.

Pratico o dízimo e outros donativos, tenho a horta caseira. Cuido, junto com minha equipa, de 25 casas de membros e 31 de frequentadores. Meu maior sonho é poder peregrinar aos Solos Sagrado do Brasil e Japão. Sou cadastrada e já fiz o, Sorei-Saishi da minha linhagem.

Meus agradecimentos são extensivos ao reverendo, ministros, responsáveis membros e frequentadores que direta ou indiretamente têm dado força para o meu crescimento espiritual, o meu muito obrigada!

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