Josefina Chilombo Chipaco – JC Canata – Benguela – Angola

O meu nome é Josefina Chilombo Chipaco, tenho 35 anos de idade, sou natural do Lobito. Sou membro e dedico no grupo lua. Conheci a Igreja no ano de 2013, por intermédio de minha mãe, frequentadora desta igreja, pela qual tenho profunda gratidão.

Os motivos que me fizeram conhecer a Igreja estão relacionados com doença, pobreza e insónia. Meus problemas iniciaram no ano de 2012, quando comecei a manifestar sintomas como dor de cabeça e via vultos, o que me obrigava a passar as noites em claro. Para solucionar tal sofrimento, procurei ajuda médica e nos tratamentos tradicionais tendo frequentado 5 casas de curandeiros. Mas, não tive melhorias. A minha mãe após ter ouvido relatos sobre o milagre do Johrei, aconselhou-me a procurar a Igreja. Na igreja fui recebida pelo plantonista que me orientou as práticas básicas. Não tive dificuldades no cumprimento das orientações e como resultado, em menos de 2 meses, meu quadro de saúde melhorou satisfatoriamente. Passei a dormir tranquilamente até aos dias de hoje.

 A experiência de fé que passo a relatar para os senhores está relacionada com o Johrei e a importância em cuidar de outras pessoas.

No mês de Dezembro, após ter a certeza de que seria mãe mais uma vez, decidi ir para Luanda com meus filhos. Estando lá, passamos a residir num bairro junto a centralidade do Kilamba. Sentindo a necessidade de dar continuidade na minha dedicação, procurei a unidade religiosa mais próxima, o Johrei Center do Kilamba. Porém, acontece que nesta ordem decidi passar a ir à Igreja somente às quartas-feiras e nos domingos.

Nós outros dias, me ocupava em procurar emprego. Na mesma noite tive um sonho no qual me encontrava presa em algum lugar onde havia muita gente e disseram que só iriam me soltar se eu pagasse uma certa quantia. Começaram a bater-me e eu dizia que não tinha dinheiro. Eles gritavam: ” Ingrata! cínica! mentirosa!”. Fui pedindo socorro e então, despertei. Lembrei que tinha um valor no banco para comprar um fogão novo. Dentro de mim disse: ” Esses antepassados gostam muito de dinheiro! Não vou fazer donativo!”. E, fui ignorando. Após 3 dias, meu filho foi brincar com os amigos quando eram 9 horas e até às 20horas, ele não voltava para casa, algo que não acontecia! Comecei a ficar preocupada e dirigi-me a todas casas dos seus amigos. Todos disseram que deixaram de lhe ver às 11horas. Comecei a chorar e me perguntava como iria explicar ao meu marido que deixei perder a criança em Luanda! Desesperada, liguei ao responsável que me orientou a agradecer pela purificação, pedir perdão aos antepassados e assim que amanhecesse, me dirigir à Sede Central de África para contactar o ministro que estiver lá de plantão para lhe acompanhar no altar e materializar o donativo especial, justamente o valor do fogão.

Cumpri com a orientação! Tão logo terminei a oração e a limpeza dos banheiros, recebi a ligação de uma vizinha a informar que meu filho apareceu e já se encontrava em casa. Ao conversar com ele, disse-me que ouviu uma voz que lhe dizia para ir longe de sua mãe, pois ela não presta! Para correr e não olhar para trás!  Ele obedeceu, até chegar num outro bairro, quando a mesma voz lhe disse: ” Entra neste óbito!” Ele cumpriu a ordem e ficou toda noite no óbito. No dia seguinte pela manhã, uma senhora perguntou como ele tinha parado ali e onde vivia. Ele nem sabia mostrar sua casa, nem o nome do bairro, visto que nós éramos novos naquele bairro e ele tem apenas 11 anos.  Então, a senhora decidiu levá-lo para sua casa e quando caminhavam, passaram justamente no bairro onde uma das vizinhas que ajudavam a procurar meu filho o reconheceu e explicou tudo. Assim lhe levaram até a minha casa, o que agradeci bastante.

Mas, mesmo com esta advertência não despertei para as práticas básicas da igreja. Ia somente às quartas ou no domingo. Não materializava a gratidão corretamente! Após duas semanas, meu filho enquanto brincava, perdeu o Ohikari. Ao me informar, de imediato decidi me dirigir à igreja e re-confirmar o compromisso de dedicar diariamente tal como fazia no Lobito, me empenhando na dor e no sofrimento de nossos semelhantes. De regresso à casa, um dos amigos de meu filho trouxe a medalha sagrada dizendo que achou no meio da areia numa rua próximo de casa. Tal como mencionei, a partir daí passei a me empenhar nas dedicações e passo a relatar alguns casos acompanhados:

– Certo dia, enquanto ia marchando com flores no bairro com finalidade de abrir casas, numa das casas que entrei encontrei um casal aflito. Ao procurar saber o que se passava, foi quando a senhora relatou que seu marido encontrava-se com fortes hemorragias anais, onde expulsava grandes quantidades de sangue misturado nas fezes todos os dias. Mesmo naquela situação, na empresa onde trabalha não lhe pagavam salário há três meses. A mulher não sabia o que fazer, visto que vendia e seu negócio foi abaixo devido o problema de saúde do marido. Revelou ainda que é membro e tinha se afastado por consequência dos conflitos que a igreja vivenciou. Eles estavam há dois dias sem se alimentar por falta de comida em casa. Ministrei Johrei ao seu esposo durante 1 hora. Ao terminar, o primeiro milagre foi ter cessado a hemorragia. No segundo dia de recebimento de Johrei, a empresa o convocou e pagou-lhe os salários em atraso! Como gratidão fez o dízimo e a senhora renovou seu compromisso, voltou a dedicar e a vender e o problema da fome em casa ficou ultrapassado.

– Outro caso é de uma senhora que se encontrava com sua filha doente há 1 ano e 8 meses. Ela padecia de paralisia nos braços e na perna do lado direito, em consequência de ter sofrido malária cerebral, durante a qual foi submetida a internação, tendo ficado em estado de coma durante 3 meses. A menina passava o dia todo deitada na cama a chorar porque, segundo a mãe, sentia muitas dores. Como padecia de cuidados especiais, exigia que a mãe ficasse de seu lado a todo instante. A mesma passava o dia a se lamentar, visto que é mãe de 4 filhos menores que dependem de si. Compadecida com o sofrimento daquela família, me comprometi em levar a luz do Messias diariamente naquele lar! Após duas semanas de recebimento de Johrei, a menina começou a reagir satisfatoriamente. Já se encontra a engatinhar, o que tem possibilitado a mãe retomar suas vendas e pelo milagre que recebeu, prometeu frequentar a igreja.

– Um dos casos que também gostava de partilhar é de um jovem que padece de perturbação mental há 16 anos. Nos últimos anos, o mesmo se dedicava a deambular pelas ruas de Luanda durante o dia inteiro. Na maioria das vezes não regressava para casa, ficava uma a duas semanas sem comer e tudo que falava não se percebia. Após completar uma semana de recebimento de Johrei, como resultado, passou a falar corretamente, parou de deambular e permanecia o dia todo em casa à espera que eu aparecesse para poder ministrar Johrei. No momento das refeições ele próprio tem-se encarregado de chamar seus irmãos menores, caso estes se encontrem ausente.

Com essas mudanças do filho, a mãe que já tinha tentado tirar seu filho do estado de loucura percorrendo vários caminhos, voltou a sentir alegria de viver e prometeu conhecer a igreja em breve.

Ganhei a permissão de dar início à construção da minha casa própria e acompanhar as obras de perto Isto, na cidade de Luanda.

Como gratidão, já encaminhei 30 pessoas, das quais alguns se encontram a frequentar e 11 são membros.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados pela permissão de ter conhecido este caminho. A todos muito obrigada!

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