Kedivaldo da Graça Pereira Sacramento – NJ Boavista – CA Cacuaco – Luanda – Angola

Chamo-me Kedivaldo da Graça Pereira Sacramento, tenho 21 anos de idade, resido no bairro Boavista Sonil. Sou membro e dedico como assistente do grupo jovem.

Conheci a Igreja Messiânica em 2017, por intermédio da minha mãe, membro da nossa Igreja, por quem tenho profunda gratidão.

Os motivos que me levaram a conhecer a igreja foram: Doenças e conflitos familiares.

Durante 10 anos, vivi com ódio, mágoa, raiva e medo devido aos conflitos constantes entre meus pais dentro do lar, sem entendermos o motivo de tais factos. As brigas entre ambos eram constantes e afetavam a família toda. Com isso, nós os filhos passamos a viver isolados sem o carinho da mãe e do pai.

Algum tempo depois, comecei a ter problemas de doenças. Sentia dores de cabeça, contraí paludismo que me assolou por meses. Tive também tosse por um longo período.

Foi nessa fase de muitos sofrimentos no lar, que a minha mãe teve a permissão de conhecer a fé messiânica. Durante este período de dedicação da minha mãe na igreja, fomos notando melhorias, pois as brigas em casa diminuíram.

Assim, com a mudança da minha mãe, nasceu em mim o desejo de também frequentar a Igreja.

Fui encaminhado ao Núcleo de Johrei e recebido pela responsável que, após ouvir-me atentamente, orientou o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia
  • Dedicar no banheiro e na nave
  • Participar no culto matinal e vesperal
  • Peregrinar aos locais de maior luz.

 Cumpri com as orientações e após dois meses, comecei a ter mudanças significativas. Assim, fiz um donativo especial de gratidão, donativo de ingresso na fé e de outorga. Tornei-me membro em fevereiro de 2020.

A experiência de fé que passo a relatar para os senhores, está relacionada com a reflexão profunda, vivência da flor e assistência religiosa nos lares durante o período de pandemia.

 Depois de ter recebido o Sagrado Ohikari, recebi a tarefa de dedicar como assistente do grupo Jovem e cuidar de 2 casas de frequentadores, sobre a orientação do missionário responsável. Antes de cumprir com a tarefa, tive a permissão de ser entrevistado pelo missionário, e assim aproveitei para fazer uma reflexão sobre a minha fé. Expliquei para o missionário que sentia bastante mágoa e ódio do meu irmão mais novo. Ele estava envolvido com o uso de drogas e envolvia-se constantemente em práticas de violências, não respeitava a família e dormia fora de casa. Sempre que tentasse dar algum conselho, revoltava-se contra mim e não dava interesse nas minhas palavras. Por esse motivo, haviam brigas constantes.

Depois disso, fui orientado a pedir perdão ao meu irmão pelas constantes brigas e fazer a aula da vivência da flor com a família. Isso proporcionou uma grande mudança do meu Sonen. Pedi perdão para ele, e juntos fizemos a aula com a família. Graças a isso, a harmonia entre nós tornou-se notória. Hoje, o meu irmão é frequentador, recebe Johrei e participa dos trabalhos domésticos de casa, coisa que deixou a família bastante feliz.

Eu, que também tinha dificuldade de ter um emprego e dar continuidade aos estudos, ganhei a permissão de passar a trabalhar numa empresa mesmo durante esse período de confinamento social. Como se não bastasse, o meu pai matriculou-me em uma universidade em Luanda e poderei concretizar o meu sonho de dar continuidade aos estudos no próximo ano.

No princípio do mês de junho, tive a permissão de realizar a marcha de assistência religiosa nas casas dos meus vizinhos. Para tal, confecionei 4 mini Ikebanas e dirigi-me à casa de uma jovem frequentadora, que há bastante tempo não aparecia na nave. Pelo caminho, deparei-me com um casal deitado no chão do seu quintal. Fiquei curioso e bati em sua porta pelo que fui autorizado a entrar. Vendo o semblante de tristeza da família, perguntei-lhes o que se estava a passar e o casal disse-me que estavam há duas semanas doentes, com febres altas, dores de cabeça, fraqueza e não tinham apetite. Pedi permissão para eles para fazer uma oração, pelo que aceitaram. Sem hesitar, comecei a ministrar Johrei! Fiz a oração e no final perguntei-lhes se já tinham ouvido falar da Igreja Messiânica. Responderam-me que sim inclusive a senhora já frequentava a igreja, mas por não entender, desistiu. Pedi-lhes que se levantassem e juntos, fizemos oração em casa deles. Na oportunidade, realizamos a limpeza profunda e fizemos a vivência da flor. No final, a fisionomia triste deles tinha já desaparecido por completo.

No dia seguinte, decidi visitá-los novamente. Para o meu espanto, pelo caminho deparei-me com a senhora a carregar água para sua casa. Fomos até à sua casa, onde encontrei o seu esposo totalmente recuperado. Levei-lhes até a nave onde fizemos oração e orientei-lhes a materializar um donativo para agradecermos a Deus e ao Messias Meishu-sama pelo milagre ocorrido em suas vidas.

Com estas experiências de fé, aprendi a necessidade de aprofundarmos cada vez mais na assistência religiosa nos lares, visto que muitos de nós estávamos mais preocupados em salvar as outras pessoas e esquecíamos de nossos familiares.

Comprometo-me em aprofundar na dor das outras pessoas e sobretudo, daqueles que Deus colocar no nosso caminho. Vou também continuar a fazer o meu esforço para peregrinar aos locais de maior luz.

Agradeço à Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados que me permitiram conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Por Permissão do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama e dos meus Antepassados, encaminhei 25 pessoas até ao momento, dos quais 5 são frequentadores. Cuido de 2 casas com um toral de 7 pessoas. Faço o dízimo, donativo diário e de construção, tenho a horta caseira e sou cadastrado.

A todos que têm contribuído para o meu crescimento espiritual, o meu muito obrigado!

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