Luísa de Fátima Guerra Caponzo – JC Estalagem – Luanda – Angola

Chamo-me Luísa de Fátima Guerra Caponzo, resido no município de Viana, no bairro do KM 9/A. Sou missionária e dedico como assistente do grupo lua. Conheci a Igreja Messiânica no dia 10 de setembro de 2001, por intermédio da senhora Cristina Sampaio, membro da nossa Igreja. Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doenças, conflitos familiares e pobreza.

Com relação à doença, sofria com muitas dores de dente que provocavam-me inflamação no rosto e constantes dores de cabeça durante 5 anos. Para solucionar este problema, andei em vários hospitais gastando avultadas somas em dinheiro e bens materiais, mas, sem sucesso. Para completar o infortúnio, o conflito no seio familiar começou.

Na altura, vivia uma cunhada connosco que roubava os objetos em casa e os outros membros da família é que saíam como acusados de tais práticas. No entanto, como eu sabia da sua prática, passaram a considerar-me como bruxa. Assim, instalou-se um clima em casa de acusações com ameaças, prometendo recorrer a quimbandas para adivinhar quem estava a praticar os roubos na família. Com medo, ela foi repondo as coisas roubadas nos respetivos lugares.

Passei cerca de 17 anos de sofrimento com o meu falecido esposo, com o agravante que ele não trabalhava devido ao vício de bebidas alcoólicas. Isso provocava uma situação financeira bastante crítica para nós.

Foi nesse quadro de tanto sofrimento que conheci a Igreja Messiânica, onde fui recebida pelo plantonista que depois de ouvir o relato do meu sofrimento, orientou as Práticas Básicas da Fé Messiânica.

Cumpri com as orientações básicas sem dificuldades. Um mês depois, fui melhorando progressivamente e agradeci com um donativo especial até nascer em mim o sentimento de me tornar membro para o meu contributo na salvação de outras pessoas. Dessa forma, fiz o donativo de ingresso na fé e o de outorga.

A experiência de fé que passo a compartilhar com os irmãos, está relacionada com a oração, distribuição de flores, limpeza e assistência religiosa

O meu esposo foi um agente da polícia durante vários anos. Com o passar do tempo, contraiu uma doença que lhe impossibilitou trabalhar durante oito anos. Neste período, recebeu uma junta médica que lhe permitiu ficar em casa e foi submetido a vários tratamentos. Depois de recuperar, foi apresentar-se no serviço, mas, não lhe permitiram voltar a trabalhar porque tinha que apresentar o relatório médico.

Foi para o hospital ao encontro do médico que assistiu ele a fim de receber o relatório. Mas, para o seu espanto, lhe foi informado que o médico encontrava-se de férias. O tempo foi passando, o médico não voltou e sem o relatório não podia trabalhar e acabou por se afastar da polícia. Alguns anos depois, deu entrada dos documentos na caixa de segurança social e passaram 10 anos sem que fosse permitido receber. Com este sofrimento, a família e os amigos gozavam com ele porque vivia sempre em casas de renda por não ter condições de construir uma casa.

Com esta situação, falei com ele sobre a nossa Igreja. Também disse que o que   estava a acontecer com ele era manifestação dos seus antepassados.  Ás vezes ministrava-lhe Johrei, mesmo assim não despertava.

Durante esse tempo de quarentena, sabendo que as Igrejas estavam fechadas, decidi aprofundar nas práticas básicas no lar de acordo com as orientações que são passadas online nos cultos matinais e vesperais em sintonia com a Sede Central de África: prática da oração, limpeza profunda, distribuição de flores e assistência religiosa nas casas dos vizinhos, donativo de pedido de perdão aos antepassados do meu esposo e da minha linhagem. Com esta dedicação, 30 dias depois, o esposo que encontrava-se na província do Kwanza-Norte, ligou-me todo feliz transmitindo-me a grande novidade de que foi chamado na caixa de segurança social para assinar os documentos e foi admitido para passar a receber o seu dinheiro como antigo combatente! Com esta graça, agradeci do fundo do meu coração e materializei um donativo especial.

Em uma das casas que assisti, viviam com problemas de doença e conflitos constantes por causa de gritos que ouviam em casa, sem saber de onde vinham e porquê. Depois de realizada a marcha de Johrei com toda a família, de realizarmos oração, a leitura dos Ensinamentos e a vivência da flor de luz, a família verificou que o ambiente espiritual ficou leve. Tudo mudou, a harmonia se estabeleceu e os problemas de saúde que enfrentavam foram ultrapassados. A dona da casa já faz a preparação das flores em casa e manifestou o desejo de ingressar no curso de Ikebana Sanguetsu – nível básico. Felizes com essas ocorrências, agradeceram com um donativo especial de gratidão.

Sou membro cadastrada, pratico os donativos corretamente, cuido de três famílias. Estou enquadrada na estrutura da unidade, faço o Sorei-Saishi e tenho a horta caseira. Com a permissão de Deus e dos meus antepassados, encaminhei 180 pessoas na Igreja, das quais 5 são membros.

Aprendi com esta experiência de fé mais uma vez, que Meishu-Sama de facto está no comando de tudo e só não recebemos graças, quando não colocamos as orientações em prática.

O meu compromisso é de aprofundar nas práticas básicas da nossa Igreja para melhor cumprir com a minha missão na face da terra para participar na construção do Solo Sagrado de África.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados por me concederem esta permissão de conhecer o maravilhoso caminho de construção e salvação. A minha gratidão é extensiva aos ministros, responsáveis, membros e frequentadores que tudo fazem para o meu crescimento espiritual.

A todos os presentes, que atentamente ouviram o meu relato de fé, a minha eterna gratidão.

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