Ângelo Correia – CA Maculusso – Luanda/Angola

Chamo-me Ângelo Correia e dedico como responsável do Centro de Aprimoramento do Maculusso.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das práticas básicas no período de confinamento, face ao COVID-19.

A minha avó nos contara que seu pai, no caso meu bisavô, foi braço direito de um soba na época da escravatura. Neste período, às pessoas que pretendiam vender os seus parentes comunicavam ao soba e este por sua vez mandava o meu bisavô ir busca-los para posteriormente levá-los a escravatura.

 Chegou uma época que o meu bisavô, também foi a escravatura na açucareira do Bom Jesus e por lá perdeu a vida.

Na época em que começou as dedicações no Pólo Agrícola do Bom Jesus, no ano de 2001, durante uma dedicação um espírito incorporou. Distraído deu-me uma bofetada no queixo e disse:

– Foi você que nos meteu a trabalhar aqui. Trabalhamos tanto e não somos pagos.

Naquele mesmo instante, perguntei-me: Eu não vi como foi o período da escravatura, como foi possível colocar alguém a trabalhar aqui? Contactando a minha avó, disse-me que só poderiam ser aquelas pessoas que o meu pai (no caso meu bisavô) mandara para a escravatura.

Em 2013, havia trazido da minha terra natal para Luanda, uma sobrinha de 12 anos de idade na altura. Depois de quatro meses de convívio, repentinamente saiu de casa e nunca mais tivemos informações dela.

Para o meu irmão, a menina não tinha desaparecido, mas sim, eu a tinha vendido para ficar rico. Toda vez que este fosse para a minha casa e oferecêssemos alguma coisa dizia:

-Isso foi comprado com o dinheiro da venda da miúda, não é? E assim, o conflito por esta causada foi ficando cada vez mais acentuado no seio familiar.

Neste período de confinamento, procurei aprofundar ainda mais no donativo diário, de construção do Solo Sagrado de África e conscientizar os membros sobre a importância de materializarem os seus donativos neste período de preparação para o culto às Almas dos nossos Ancestrais e Antepassados, através do atendimento individual.

No dia 1 de Julho de 2020, a minha sobrinha que a 7 anos encontrava-se fora de casa sem sabermos o seu paradeiro, milagrosamente apareceu em casa na companhia de uma amiga. Segundo ela, havia sido raptada pela ex-vizinha da minha irmã. A mesma levou-a para a casa de sua mãe no município do Cazenga. A raptora (ex-vizinha), rgistou-a como sendo sua filha dando-lhe um outro nome. Actualmente a minha sobrinha está feliz, vive com o marido no município de Viana e tem dois filhos.

Quanto ao conflito no seio familiar, por esta causada a quando do seu desaparecimento foi ultrapassado.

Aprendi que o donativo diário e de construção elimina as dívidas espirituais e salva os Antepassados. 

Agradeço profundamente ao Supremo Deus, Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados por ter ganho a permissão de dedicar como responsável.

Luanda, 16 de Julho de 2020.

Muito obrigado!

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