Mário Panzo – JC Mirú – Luanda

Chamo-me Mário Quissanzo Panzo, sou missionário, e dedico como responsável de Johrei Center.

A experiência de fé que tenho a partilhar para os irmãos, está relacionada à mudança do Sonen.

Depois de fazer a reflexão profunda, consegui entregar nas mãos de Deus todos os sentimentos que estavam a atrapalhar a minha dedicação. Isso permitiu uma mudança de Sonen e fez-me perceber que a causa de tudo que ocorre a volta, está mesmo dentro de mim. Assim senti-me confiante e decidi colocar em prática as orientações.

Passei a estudar os ensinamentos com a família e a ministrar Johrei, renovei a horta caseira e fizemos a limpeza profunda dentro e fora de casa.

Passei a fazer um esforço para que no Johrei Center eu fosse o número no cumprimento das orientações. Passei a chegar cedo, a orar, a ouvir as pessoas, a visitar os encarregados e fazer oração nas suas casas. Passei também a peregrinar à Sede Central, ao Centro de Aprimoramento, bem como ao terreno do Futuro Solo Sagrado de África no Cacuaco. Reassumi também o meu compromisso com os donativos.

Eu tinha algumas dificuldades financeiras e mas ao mudar o meu Sonen, alguns motoqueiros que abastecem água para vender à população, escolheram a minha casa como ponto de abastecimento deles e tem feito os seus pagamentos de forma regular, o que passou a nos proporcionar uma fonte de rendimento.

A frequência na unidade aumentou; os membros que estavam em casa começaram a voltar.

Uma missionária que estava afastada devido às mágoas, voltou e abriu o seu coração. Pediu desculpas aos integrantes do seu grupo e voltou a dedicar.

O ambiente da unidade está mais agradável, e os fiéis despertaram para a prática do donativo.

A seguir passo a relatar duas experiências vivenciadas com base no acompanhamento e com a prática de ser bom ouvinte.

Uma senhora veio pela primeira vez à unidade, desesperada e chorava sem parar. Ela desabafou que o marido havia saído de casa e levou todas as coisas importantes, incluindo as panelas. Deixou-a com três filhos, numa casa de renda e como se não bastasse ela estava gravida. Após ter lhe escutado atentamente, entregamos os problemas nas mãos de Deus e do Messias Meishu-Sama. A senhora dedicou e regressou para a casa.

No dia seguinte, ela voltou ao Johrei Center e relatou que o marido tinha voltado para casa e reconciliaram-se. A senhora tornou-se frequentadora da nossa igreja e foi enquadrada na Sociedade da Mulher Messiânica.

Uma senhora que esteve retida na província do Uíge durante o período do estado de emergência, ao voltar para Luanda no dia seguinte foi à unidade e na entrevista comigo e ela desabafou: “Pai estou cansada do meu marido. Ele não apoia os filhos. Estou disposta a terminar com ele, ainda hoje.

Nesta hora, respirei fundo e pedi forças e palavras a Meishu-Sama, então perguntei à irmã se fazia oração em casa, e ela disse que não orava, não fazia dízimo, nem fazia donativo de construção, muito menos donativo diário.

Então orientei que fizesse um donativo especial de pedido de perdão e que assumisse o compromisso com os donativos, que fosse fazer limpeza em casa junto com a família e ornamentasse a casa com flores e passasse a ministrar 10 Johrei por dia e distribuir 100 flores.

Depois de 6 dias, a irmã voltou e disse: pai, vim fazer o dízimo e o donativo de construção porque o meu marido deu-me um valor. Agora ela tem participado do culto matinal diariamente.

Outra Senhora desabafou: “Já não aguento mais. O meu filho não sai da delinquência, a minha filha, engravida e sou eu quem tem de criar os filhos sem pai. A minha filha menor está a sonhar com urnas todos os dias e dentro dessas urnas aparece a irmã mais velha. Também sonha como se nossa casa estivesse a ser invadida pelos meliantes e que a irmã mais velha foi morta. Eu própria estou a sentir que tenho princípio de AVC. O marido que tenho não apoia nas despesas de casa e quando chega em casa ainda briga com os filhos até ao ponto de o filho prometer se enforcar. já não sei o que fazer!”.

Assim pedi que ela fizesse uma reflexão de como era a sua vida antes e agora como messiânica e perguntei se ela estava a praticar o que eu havia orientado antes e ela disse que não estava a praticar o dízimo nem o donativo de construção e quando chegasse do mercado não fazia mais nada.

Fizemos oração de pedido de perdão e ela assumiu o compromisso de fazer feliz as outras pessoas. Com o empenho dela nas práticas básicas, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, a filha teve um parto normal, a mãe e o bebé estão bem, o jovem que era a dor de cabeça dela que estava na delinquência, ganhou um emprego digno. A outra filha está a vender, como uma forma de ajudar a mãe. O jovem disse-me que estava a trabalhar. Senti uma alegria que não tem explicação.

 Aprendi que por causa do meu Sonen e minha postura estava a impedir o Messias de me utilizar.

O meu compromisso é dar vida ao grupo jovem dar vida a todos membros e ter de volta os frequentadores.

Muito obrigado!

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