Flora Chieme – JC Boa Vista – Bié

Chamo-me Flora Chieme e sou frequentadora.

Conheci a Igreja Messiânica, no dia 28 de Abril de 2019, por intermédio de uma senhora, membro.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram doenças.

Sofri de dor de dente durante 6 anos. O meu esposo então, decidiu procurar uma kimbandeira e a mesma disse que tinha que ir à minha busca. Na casa da kimbandeira, ela disse que iria fazer-me o tratamento dos dentes.

Após terminar o tratamento, a kimbandeira exigiu o seu pagamento. Porém, como não tínhamos dinheiro, ela pediu que fizéssemos adobes (blocos de argila) para construção da sua residência e através dessa actividade conseguimos lhe pagar.

Após alguns meses, enquanto comia carne, senti novamente a dor de dente. O meu esposo e o meu tio levaram-me novamente à kimbandeira. Ela, vendo a gravidade da situação, orientou-nos que fôssemos para o hospital. Lá, recebi mais de 10 balões de soro, mesmo assim não tivemos nenhum resultado. Só posso dizer que a partir daquele dia nunca mais tive sono, todos os tratamentos a que recorremos foram frustrados.

O meu esposo decidiu procurar uma igreja. Lá me faziam orações e as coisas não mudavam, pelo contrário cada vez mais piorava. Foi assim que decidimos nos mudar para o Kuito. No Kuito, a boca chegou a inflamar de um jeito que depois furou por dentro e comecei a deitar muitos líquidos malcheirosos através das narinas e sentia cheiro de carne podre.

O meu esposo, desesperado, procurou a sua irmã, e ela aconselhou-o que procurasse a Igreja Messiânica porque lá as coisas iriam melhorar. Ele falou-me disso, porém, eu não acreditava na Igreja Messiânica, e perguntei: “A Igreja é boa? Por quê ela não frequenta?”. Como as respostas não eram convincentes, não aceitei procurar a Igreja.

Certo dia, enquanto me contorcia com dores, deitada no quintal, a missionária, no seu regresso para a Igreja, passou pela minha casa e viu-me deitada. Aproximou-se e perguntou-me o que tinha. Respondi-lhe que estava com dores de dentes e que a mesma já estava a caminho de 6 anos sem solução. Ela, como tinha flores nas mãos, falou-me da Igreja Messiânica e pediu-me que experimentasse receber Johrei todos os dias!

Durante a conversa, lembrei que era a Igreja que minha cunhada tinha me recomendado. Aceitei frequentar a Igreja. Ela ministrou-me Johrei e combinou comigo para ir a Igreja no dia seguinte pelas 5 horas da manhã.

Na Igreja, fui recebida pelo responsável da unidade que orientou-me as práticas Básicas da Fé Messiânica.

Tão logo comecei a cumprir as orientações, comecei a sentir o corpo a ganhar força. Como já faziam anos que não conseguia carregar nenhum filho nas costas, num certo dia, levantei a minha filha caçula e para surpresa de todos, consegui carregá-la nas costas até a Igreja e já não mais parei! O mau cheiro também desapareceu.

Após um mês de frequência, o responsável chamou-me para me entrevistar e perguntou-me como estava a me sentir. Respondi que a saúde estava a melhorar consideravelmente, apenas o pescoço é que ardia muito. Ele por sua vez me disse que precisava agradecer primeiro as mudanças que estavam a acontecer na minha vida. Me perguntou se tinha algo para agradecer a Deus e Meishu-Sama. Eu fiquei a pensar:” O dinheiro que tenho em casa é o que meu marido deixou para a comida, uma vez que ele trabalha em outra província!”.

Então, o responsável como se soubesse que tinha dinheiro em casa, me disse: ” Vai para casa e traga todo dinheiro que tens lá!”. E o que mais me deixou admirada é que a quantia que ele falou, brincando, foi exatamente a mesma que o meu marido tinha deixado.

Durante a entrevista, me perguntava: “Como é que o responsável sabe que eu tenho essa quantia em casa? Será que ele viu quando meu esposo me entregou?”. Assim, ganhei coragem e disse: “Responsável, realmente tenho mesmo essa quantia em casa. Mas, é para fazer compra de comida, porque meu marido viajou essa semana e não sei quando voltará!”.

O responsável disse-me: “Vai buscar para agradecer por todas as graças recebidas!”. Eu perguntei:” Responsável, e a comida das crianças? Elas vão morrer de fome responsável!”. Ele, por sua vez, me disse:” Se elas estiverem a morrer de fome, vem me falar que eu vou devolver o seu dinheiro! ”

Confesso que saí da Igreja a chorar em busca do dinheiro. Apenas pensava nas crianças e no dinheiro que estava prestes a materializar. Chegando em casa, entrei no quarto, peguei o dinheiro e comecei a me perguntar:” Vou levar mesmo todo esse dinheiro para a Igreja?”. Comecei a chorar e chorava muito mesmo.

Depois de chorar, e para as crianças não me perguntarem, peguei na água, lavei o rosto, ganhei força e voltei para a Igreja. Mesmo sofrendo por dentro, coloquei o donativo no envelope e orei com o responsável para agradecer todas as graças que tinha recebido de Deus e Meishu-Sama!

Depois de uma semana, o responsável veio até em minha casa, para saber como estavam as crianças e me perguntou o que estávamos a comer. Eu comecei a rir e lhe respondi que estávamos bem e que nunca tinha nos faltado comida, pela graça de Deus! Isso nunca aconteceu, pois sempre aparece alguma pessoa que nos traz comida e algum valor! Realmente nunca nos faltou nada nesses dias!

A partir daquela data que materializei o donativo até a data presente, nunca mais o pescoço ardeu, as dores desapareceram e tenho gozado de uma boa saúde!

A seguir relatarei uma experiência relacionada ao donativo de construção.

No final do ano passado, tivemos uma reunião na unidade, onde foi definido que os frequentadores poderiam fazer um donativo de construção para a compra das janelas da Unidade. Depois da reunião, pensei comigo: “Onde vou encontrar dinheiro para o donativo, se o meu esposo não está a trabalhar e eu não faço negócio!?”. Mesmo assim, antes de voltar para casa, fiz uma oração pedindo a Deus e ao Messias Meishu-Sama, para que me ajudassem a materializar o donativo.

Até ao final de Janeiro do corrente ano, tinha feito apenas 60% da meta.  Já no final de fevereiro, o meu primogénito deu-me uma quantia em dinheiro. Assim que recebi o valor, pensei logo em materializar o donativo de construção que estava em falta. Fui de imediato à unidade e concretizei o objectivo.

No dia seguinte, o meu filho despediu dizendo que iria para a província do Huambo para comprar negócio. Chegou bem, pela graça de Deus, e realizou as suas compras. No regresso para o Kuito, o táxi em que estava colidiu com uma viatura. Segundo o seu relato no momento do acidente, sentiu como se alguém o levantasse do seu lugar e o tivesse colocado em outro lugar.

A pessoa que assumiu o seu lugar na viatura, partiu as duas pernas e até a data presente encontra-se no hospital geral do Huambo. Pela graça de Deus, o meu filho saiu ileso desse acidente.  Isso fez-me acreditar que a vida do meu primogénito foi poupada graças ao donativo que me deu e posteriormente materializei na unidade religiosa!

Aprendi que o Johrei é realmente o método de criar felicidade e que não devemos negligenciar a prática dos donativos!

Encaminhei uma pessoa e cuido de uma casa de frequentadora.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados pela grande permissão de conhecer esse maravilhoso caminho da salvação!

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