Juliana Sebastião – JC Benfica – Luanda – Angola

Chamo-me Juliana Cristóvão Pedro Sebastião, sou membro e dedico como encarregada do Sanguetsu.

A experiência que passo a relatar, está relacionada com a importância do altar do lar, a postura do Johrei e a prática do desapego.

 Antes do Culto Mensal de Gratidão de Junho, o meu segundo filho de 21 anos, encontrava-se a purificar. Fez as análises e foi diagnosticado paludismo. Receitaram-lhe a medicação que cumpriu e sentindo-se aliviado, já ia para a faculdade. Ele havia recebido o sagrado Ohikari ainda criança, mas, durante a sua adolescência e juventude tem frequentando outras igrejas e rejeita totalmente o Johrei.

Na semana do culto mensal, na noite de sábado, após confecionar o jantar, dirigi-me ao quarto dele para convidá-lo a juntar-se à mesa, para o jantar. Para o meu espanto, respondeu-me que não iria, pois estava a sentir-se muito mal e que não conseguia pôr-se em pé. Assustada, carreguei-lhe até à sala. No sofá, o menino não parava de gemer de dor; só pedia que o levasse novamente ao hospital.

Fiquei desesperada visto que o meu esposo que também é membro não se encontra em Luanda. Já era tarde da noite e eu não tinha dinheiro em casa nem transporte. Dirigi-me ao altar do lar e orei dizendo: “Messias Meishu Sama, só o senhor pode me ajudar nesta hora. O meu filho rejeita o Johrei, o pai dele não está em casa, foi em missão de serviço, o carro não está em casa o que devo fazer?”.

Passados alguns minutos, ouvimos alguém a bater a porta e quando os mais pequenos foram abrir o portão, entrou o filho da minha vizinha todo aflita dizendo que a mãe dele me estava a chamar.

Eu retruquei: “Mas a estas horas!? Está a chamar-me para quê?” E o menino apenas disse: “Vamos por favor!”. O meu coração apertou mais ainda não via como deixar o meu filho na aflição em que se encontrava, mas acabei por atender ao chamado da vizinha.

Para minha surpresa, me deparo com o vizinho a sair banhado em lágrimas na entrada de sua casa, cumprimentei-o, mas o mesmo não me respondeu apenas saiu a correr aflito.

Entrei na casa e notei um ar de tristeza em todos que ali estavam. Cumprimentei e me responderam com choros, assustada perguntei o que se estava a passar e a vizinha me respondeu: “A minha filha de 26 anos nunca teve uma dor tão forte como esta que ela está a sentir, desconfio que a mesma possa morrer. Ela tem sido a mais forte e corajosa cá em casa, mas hoje está ali no sofá deitada a contorcer-se de dores.

Dirigi-me ao encontro da menina que só gritava: “Vou morrer, vou morrer, meu pai me ajuda, sinto que a minha vida está a acabar!”.  Tranquilizei-a e perguntei se podia fazer uma oração, ao que aceitou de imediato. Aí fui orando e ministrando Johrei durante 3 horas, isto das 20 às 23 horas.

Depois deste período, notamos que a moça já estava mais calma, aparecendo nesta altura o pai que já havia conseguido uma viatura para levá-la para o hospital ao que ela rejeitou dizendo que não precisava pois já se sentia bem devido à oração.

De salientar, que naquele mesmo dia, a menina havia recebido alta de internamento no hospital com receita médica. A menina, mesmo sendo estudante de medicina, recusou os comprimidos querendo apenas receber Johrei.

Ela disse o seguinte: “Mana Jú, muito obrigada pela oração; se não fosse a mana, eu teria morrido. Já me sinto bem melhor e não vou mais para o hospital. Respondi-lhe que ela não tinha de me agradecer e sim a Deus pois foi ele quem a salvou.

Regressei para a casa preocupada com o meu filho que deixei a contorcer-se de dores. Bati o portão e, para minha surpresa, vejo-o de pé no quintal com ares de preocupação pela minha demora. Ele perguntou-me: Mamã o que se passou!? Para onde foi? Porque tanta demora?!” Admirada agradeci do fundo do coração e não lhe respondi, perguntando apenas se estava bem, ao que respondeu: “Não liga, já passou; não sinto mais nada!”. Fui novamente ao altar e agradeci pela graça recebida.

Aprendi mais uma vez que, quando nos desapegamos dos nossos problemas preocupando-nos mais em fazer felizes as outras pessoas, aparece sempre uma luz para nos tirar de qualquer situação complicada.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigada!

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