Cristina Augusto – CA Sumbe – Angola

Chamo-me Cristina Augusto, dedico como Encarregada da Agricultura Natural.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações dos nossos superiores.

No mês de Outubro, fomos orientados a fazer a reflexão profunda com a família como preparação para o culto às almas dos nossos antepassados. Como resultado, uma semana antes do culto recebi algumas graças que relato a seguir:

  • Quando passava pela rua, de forma despercebida, ouvi atrás de mim a buzina de um camião, olhei para trás e percebi que o sinal era mesmo para mim. Com medo, diminui os passos e as senhoras que estavam atrás, começaram a chamar-me. Foi então que parei e verifiquei que o camião era da casa militar; parando bem ao meu lado, desceu um senhor grande do camião me chamando de mãe, e eu nem fazia ideia de quem era. De forma educada, apresentou-se dizendo que foi meu aluno nos anos 1993 a 1996, seguiu agradecendo por tudo. Segundo ele, foi graças ao que aprendeu que se tornou no homem que é hoje. Depois perguntou-me o que eu bebia e respondi-lhe que só água e, exclamando, disse: eu queria dar algo de valor à mãe, mas estou de viagem e ofereceu-me dez mil Kwanzas como gratidão e agradeci. Ao chegar à casa, fiz um donativo de gratidão.
  • Outra ocorrência tem haver com três jovens do município do Cassongue que no ano passado trabalharam na minha fazenda durante 5 meses, depois retornaram às suas origens. Dez meses depois, encontraram-se com uma tia deles, que por sinal é membro da nossa Igreja e falou-lhes de Meishu-Sama, exclamando eles disseram: “A tia precisa ter fé como aquela senhora que conhecemos na fazenda onde trabalhamos, ela tem uma fé incomparável, porque tudo de mal que os trabalhadores faziam ela só dizia vamos entregar nas mãos de Deus deixando Ele agir. Não se irritava nem ralhava e em tom baixo a tudo só dizia muito obrigado. Nós admirávamos a sua postura e só dizíamos essa senhora tem fé e se ela vivesse próximo devíamos professar a sua religião.” Alguns dias depois, a irmã veio contar-me o ocorrido e eu agradeci do fundo do coração, pedindo a Deus que me ajudasse a continuar sempre assim.

Quando o Ministro responsável da área nos pediu para conversarmos com a família, para sabermos até que ponto somos boas pessoas com o próximo, agradeci e dentro de mim disse: “Meu Deus, todos esses agradecimentos que recebo de pessoas estranhas, será que também sou boa com a minha família?”. Entreguei a tarefa nas mãos de Deus. Frisar que com os filhos sempre tive uma boa relação, com o esposo nunca deu certo porque ele nunca aceitava conversar. Nesse dia coloquei em prática a orientação e pedi aos meus filhos que apontassem todas as minhas falhas e dissessem até que ponto sou boa mãe. Oramos e todos falaram, começando pelo mais velho. Agradeceram pela mãe que têm, dizendo que sou boa com eles e chego até a ser uma mãe galinha e que se sentiam orgulhosos. Apontaram também alguns aspetos negativos, como o atraso nos horários das refeições.

Agradeci e pedi que me ajudassem a desfazer este mal. Um dos filhos, perguntou no fim da conversa se eu era feliz com o pai, fiquei sem resposta porque a nossa relação era apenas uma fachada, pois entre nós, sentimentalmente não havia mais nada. Vivíamos como dois irmãos na mesma casa mas com opiniões diferentes, fazendo eu de tudo para que os filhos não se apercebessem, pois estava em casa só por eles. Enquanto conversávamos, meu esposo chegou, foi direto ao quarto e dormiu sem se importar connosco.

No dia 1 de Novembro, fiz um donativo especial de construção do solo sagrado, conforme orientação superior e, orando disse: “Meu Deus, vivo há 30 anos com este homem, muitas vezes pedi-lhe para conversarmos, mas nunca aceitou, só dizia: nunca baixarei a cabeça, não preciso da tua opinião, faço tudo da minha conveniência, desde que me faça bem… Deus, que a tua luz chegue a todos os meus antepassados e aos dele, que sofrem com esse pecado. Pai, por favor, salva-o mesmo não o querendo mais. Para o meu espanto, um dia após o culto às almas dos nossos antepassados, ele pediu-me para conversarmos. Agradeci do fundo do coração, orei e perguntei-lhe se queria conversar porque era orientação ou porque dentro de ti nasceu a necessidade de fazê-lo para transformar o nosso lar? Ele disse: vamos cumprir com a orientação. Fiz uma outra pergunta: conversar como tua mulher ou como vizinha? Justificou-se e a conversa fluiu num ambiente de paz e harmonia.

É de realçar que, quando começou a conversa, fiquei com medo, porque durante todo esse tempo de casados quando eu perguntava algo, ele respondia com palavras ofensivas e em voz alta, que até as crianças ouviam e ali parava imediatamente a conversa.

Com tudo isso, fiquei 10 anos sem dar a minha opinião e vendo ele a fazer tudo segundo a sua vontade, acreditava que o mal estava dentro de mim. Hoje, vejo a luz de Meishu-Sama no fundo do túnel onde se encontraram os meus antepassados e peço que seja feita a Sua vontade.

Agora, o meu esposo aceita e ouve as minhas opiniões, dá o seu contributo sobre a gestão da nossa casa e juntos com a ajuda de Deus, estamos a orar para transformar o nosso lar em paraíso.

Aprendi que, quando cumprimos com as orientações e praticamos o donativo de construção com um sentimento sincero, Deus ouve as nossas preces.

Agradeço a Deus, ao Meishu-Sama e aos nossos Antepassados pela permissão de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigada!

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