Eunice Lungelo – JC Largo do Colégio Angolano – Benguela

Chamo-me Eunice Naquinda Eugénio Lungelo, sou membro e dedico como auxiliar do servir e da locução.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola em 2021, por intermédio de uma missionária.

O motivo do meu encaminhamento a fé messiânica foi o de constantemente estar a sonhar mal.

Tudo começou quando estava na fase de gestação; sonhava que alguém me empurrava para um buraco, outras vezes eu no meio com uma criança, tendo pessoas a nossa volta a chorarem. Certo dia, ao passar pela rua, a irmã Madalena Filipe chamou-me e ministrou-me Johrei durante quatro horas. Nessa noite consegui dormir bem sem nenhum pesadelo. Foi-me orientado as práticas básicas que fui cumprindo.

Porém, tive o meu bebé, mas depois de uma semana partiu para o mundo espiritual; sonhava com ele que vinha sempre a chorar e eu o amamentava. Depois de realizar dois cultos em seu nome, no sonho voltou a aparecer com o rosto bastante alegre. A partir dali os maus sonhos passaram. De repente começou-me a sair borbulhas no corpo todo; como era uma situação que há anos atrás já havia acontecido, só que, desta vez como queriam levar-me novamente aos tratamentos tradicionais, não aceitei. Como a minha mãe insistia, a irmã Madalena com paciência foi-lhe explicando sobre o poder do Messias até que concordou. Passei a receber bastante Johrei, graças ao supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama, a alergia passou.

A Experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o desentendimento familiar.

Tudo teve início quando meu pai fez um negócio bastante lucrativo, na altura eu tinha 7 anos; dois dias depois, ele, ao precisar mexer nesse dinheiro, em vez de notas, no lugar encontrou papéis. Assustado, aborrecido e inconformado, procurou saber o que realmente havia acontecido visto que ao receber o dinheiro, havia confirmado que realmente eram notas verdadeiras. Então, despediu-se da família, dizendo que ia viajar para descobrir o que realmente havia acontecido. O tempo foi passando e nós sem nenhuma notícia dele. Passamos por diversas dificuldades que nos levou a mudarmos para o Município do Lobito onde a mãe trabalhava muito para podermos estudar e nada nos faltar. O ódio pelo nosso pai começou a tomar conta de nós por nos ter abandonado. Mais tarde e com o passar dos anos, recebemos a informação de que havia falecido e fez-se o óbito sem a presença do corpo. Anos mais tarde, disseram-nos que estava vivo e tinham-no visto no Andulo, no que ficamos sem nada entender.

A minha irmã mais velha por parte de pai, prestes a se casar, queria a presença do pai para a entrada na Igreja não querendo que fosse substituído por um tio. Foi assim que a minha irmã conseguiu trazer o pai e foi celebrado o casamento. Dias depois, ele foi a nossa procura pedindo perdão. Depois de uma conversa que teve com a minha avó, sumiu de novo sem nenhuma explicação, tendo o ódio voltado.

Num dos cultos dos jovens feito pelo ministro da nossa área, este disse: “não importa o que os nossos pais fizeram, não devemos ter mágoa deles porque eles nos deram a vida e como filhos, todos nós temos algo em comum com eles”. Essas palavras permitiram que eu fizesse uma auto reflexão, chegando à conclusão de que realmente é verdade. O meu coração descongelou e a mágoa que sentia pelo meu pai desapareceu.

Hoje o laço familiar está mais forte e a paz voltou a reinar em nossos corações. O passo a seguir é voltarmos a nos encontrar e ultrapassar esta barreira que nos separa há anos. Hoje sou uma pessoa diferente, eu que antes era muito fechada e tímida, agora sou mais aberta com as pessoas, alegre e feliz.

Aprendi que, não devemos guardar mágoas em nossos corações e que, devemos respeitar e amar os nossos pais, pois se aqui estamos, a eles devemos isso.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação!

Muito obrigada!

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