“A pessoa sem fé tem um destino oscilante tal qual os…” – 2ª Parte

“A pessoa sem fé tem um destino oscilante tal qual os aguapés, que vivem flutuando sobre as águas.”

(…) Talvez digam que eu estou a me vangloriar, mas vou referir-me, de maneira bem simples, à religião messiânica e à doença. As pessoas que tiverem compreendido a verdadeira natureza da fé por meio da nossa religião, ficarão completamente despreocupadas em relação às enfermidades. E não é só isso. Esclarecidas sobre a origem da doença, ao invés de temê-la, sentirão até alegria. Afinal, trata-se de uma ação fisiológica natural para aumentar a saúde, constituindo uma grande bênção de Deus. E, naturalmente, quando surgir alguma doença, irão curar-se sem dificuldade por intermédio da irradiação da Luz de Deus.

Além da doença, existem outras causas de infelicidade. Exemplifiquemos. Na vida moderna, dependemos totalmente dos meios de transporte. Conforme suas atividades, muitas pessoas os utilizam em grande parte de sua rotina diária. Sendo assim, como é do conhecimento de todos, não é pouca a preocupação com os acidentes e danos decorrentes. Além disso, temos os acidentes provocados nas indústrias pelas máquinas, os incêndios, os prejuízos causados por assaltantes e, menos comuns, mas igualmente sérias, as inundações e os terremotos.

A vida moderna está, portanto, cercada de muitos perigos, como enfermidades ou desastres, os quais não sabemos quando nos atingirão. Pensando nisso, não podemos sentir-nos tranquilos um instante sequer. Em face dessa situação, os setores público e privado têm tomado medidas de defesa, como a criação de seguros de saúde, contra acidentes e desemprego: o surgimento do sistema de poupança e das entidades assistenciais. Entretanto, medidas de ordem material como essas garantem a tranquilidade até certo limite. Apenas um seguro invisível, isto é, o seguro concedido por Deus, é que nos pode propiciar a paz absoluta. O homem moderno vive um dilema: vê que as medidas materiais não lhe proporcionam uma vida tranquila, mas dificilmente aceita o conceito de força intangível ou do seguro proveniente de Deus. Sendo assim, vive preocupado, não passando de uma pobre ovelha.

Para nós, que professamos a fé messiânica, é realmente insuportável ver a situação aflitiva e insegura dos descrentes, os quais vivem como aguapés,

sem ter onde se firmar. É como se nos dirigíssemos a uma pessoa que tenta controlar um pequeno barco em alto-mar e a convidássemos para embarcar em um transatlântico. Todavia, essa pessoa só fica a fitar o próprio barco, sem conseguir notar a existência da embarcação de grande porte. Assim, embora convidemos os descrentes a ingressar em nossa fé, eles não conseguem sair das trevas da negação.

Admitimos que seja difícil acreditar em uma força de salvação tão grandiosa, pois se trata de algo inédito na história da humanidade. Contudo, só pelo fato de ter surgido essa extraordinária boa-nova, as pessoas devem conscientizar- se de que, sem a menor sombra de dúvida, está bem próximo o advento do Paraíso Terrestre, um mundo isento de doença, pobreza e conflito.

Jornal Hikari, no2, “Teísmo e ateísmo”, 20 de março de 1949 O

Pão Nosso de Cada Dia Pág. 191

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