Como Acabar Com os Crimes – 2ª Parte

[…] Uma vez que este é o motivo fundamental dos crimes hediondos, é muito perigoso se a pessoa não se empenhar para que sua alma não seja dominada pelo espírito animal. Basta um pequeno estímulo para despertar-lhe desejos malignos e torná-la uma criminosa.

Nesse caso, o que se deve fazer? Não há outra forma senão recorrer à força da Religião. Por quê, por meio da Religião? Conforme já disse, a pessoa está dominada pelo animal, isto é, pelo espírito protetor secundário. Portanto, é preciso enfraquecer seu controle. Em termos mais claros: aumentar a força do bem em uma proporção superior à do mal, fazendo com que o espírito protector secundário seja subjugado. Afirmo que, além deste, não existe, em absoluto, outro método mais e eficaz.

Antes de mais nada, é necessário que o ser humano ingresse na fé e, voltado para Deus, O reverencie e ore. Assim procedendo, o Criador e o ser humano estarão ligados pelo elo espiritual e, através deste, a Luz Divina penetrará na alma. À medida que ocorrer a intensificação dessa Luz, o espírito protetor secundário se atrofiará, e sua força para utilizar a pessoa a seu bel-prazer se enfraquecerá. Por exemplo, no íntimo do ser humano, há uma luta constante entre o bem e o mal. Isso se dá em virtude do princípio exposto acima. Assim, por mais detalhadas que se tornem as leis e por mais rigoroso que seja o controle, será o mesmo que conter o criminoso apenas por meio de forças externas. Sem dúvida, é melhor do que nada, mas enquanto não se tocar o âmago do problema, os resultados serão insignificantes, apresentando-se situações sociais nefastas, como as que têm ocorrido hoje em dia.

É impossível entender o facto de governo e educadores não terem percebido algo tão óbvio. Eles apenas suspiraram resignadamente e, por m, se deram conta dos crimes brutais e do aumento da delinquência. Todavia, eles se limitam a pregar o restabelecimento dos princípios éticos e morais bem como a reforma das directrizes educacionais. Isso mostra que ambos ainda não conseguiram libertar-se das ideias anacrónicas, que cheiram a mofo. Portanto, só nos resta dizer que se trata de um facto realmente lamentável. Pode parecer uma analogia carregada de ironia, mas é o mesmo que colocar água em uma peneira e, notando que esta vaza demais, diminuir-lhe os furos.

Gostaria de apresentar a presente proposta aos líderes da nossa sociedade.

Jornal Eiko nº 114, 25 de julho de 1951,

Alicerce do Paraíso Vol. 5 pág. 136

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