O Segredo da Sorte na Vida – 1ª Parte

Já escrevi a respeito deste assunto em outras oportunidades, mas insisto em detalhá-lo porque, quanto mais observo o mundo actual, mais vejo pessoas infelizes.

É desnecessário dizer que, desde a antiguidade, não existe para o ser humano uma questão tão complexa quanto ter ou não ter sorte na vida. Talvez o ser humano esteja fadado, desde o momento em que passa a se perceber como pessoa até o momento que morre, a nunca se libertar do desejo de obter a sorte. Isto porque, geralmente, quanto mais se quer entender algo, mais difícil é compreendê-lo. Por essa razão, quando se assimila um mínimo que seja, já é uma grande coisa. Felizmente, compreendi claramente o fundamento para se ter sorte na vida. Além disso, após colocá-lo em prática, verifiquei que não há o mínimo de erro, de modo que o exponho com plena convicção.

Como todos sabem, não existe nada tão abstrato e difícil de se obter quanto a sorte. Ademais, por ser algo que independente da própria pessoa, a única alternativa é deixar-se ficar à mercê dela. Eis o que é a sorte. A frase: “A vida é uma grande aposta” faz todo o sentido. Por conseguinte, até mesmo pessoas tidas como sábias, que aparentam ter desistido de buscar a sorte, não conseguem desapegar por completo e, talvez, esta seja a sina do ser humano. Diante disso, é o desejo de querer agarrar a sorte a todo custo que possibilita levar a vida adiante

É por esse motivo que as pessoas passam a vida “quebrando a cabeça” em uma busca desenfreada pela realização de seus desejos e ambições. Não existe nada mais irónico do que a sorte: quanto mais tentamos agarrá-la, mais ela foge. No Ocidente, existe um ditado que diz: “Agarre a sorte pelo cabelo (22)”, pois, caso se perca a oportunidade, ela não voltará mais. É exatamente isso.

Pela minha longa experiência, sinto que a sorte vive zombando de nós. Parece fácil agarrá-la, mas nunca conseguimos. Quando está bem diante dos olhos e se tenta apanhá-la, ela acaba escapando. Quanto mais se persegue, mais rapidamente ela foge. Essa tal da sorte é mesmo muito complicada. Todavia, devo dizer que eu consegui alcançá-la de fato. O que dificulta minha explicação sobre isso é que existem pontos difíceis de serem compreendidos por quem não professa a fé. Isto porque elas olham somente a parte superficial das coisas e não o que está em seu interior; aliás, não conseguem fazê-lo. No caso da sorte, a causa está justamente nessa parte interna. Sem ter tal compreensão, é impossível alcançá-la. Por exemplo, quando o ser humano movimenta o corpo, não é o corpo em si que se move; o que o faz mover é a consciência, que está no seu interior. Com a sorte ocorre o mesmo: o ponto-chave é o seu interior. Vou explicar melhor.

A parte superficial à que me refiro, é o Mundo Material, e a parte interior é o Mundo Espiritual, um espaço invisível. Esta é a estrutura deste grande mundo estabelecida pelo Criador. Da mesma forma que a consciência move o corpo, o Mundo Espiritual movimenta o Mundo Material. Em tudo, o Mundo Espiritual é o principal, e o Mundo Material, o secundário. Portanto, mesmo em se tratando da sorte, basta que o espírito se torne afortunado no Mundo Espiritual. Quando isso se refletir no corpo material, obviamente passa-se a ter sorte na vida. (…)

3 de fevereiro de 1954

Alicerce do Paraíso vol. 3

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