Tereza Francisco Matari – CA Morro Bento – Luanda – Angola

Chamo-me Tereza Francisco Matari, sou membro, dedico como auxiliar do grupo lua e participo nas atividades da sociedade de senhoras na unidade acima referida.

Conheci a Igreja Messiânica em 2010, por intermédio de uma missionária.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doença, pobreza e conflito.

Foi neste lastimável quadro de angústia e sofrimento que o Messias Meishu-Sama me encontrou. Encaminhada à Igreja, fui recebida pelo plantonista que depois de ouvir-me atentamente, orientou a empenhar-me no cumprimento das práticas básicas da fé messiânica.

Cumpri com as orientações sem dificuldades e as mudanças começaram a se manifestar na minha vida. A doença e conflito foram ultrapassados na altura. Quanto à pobreza, como desenvolvia atividade de comércio, estava suprir as dificuldades que assolavam a minha família. Mas com o passar do tempo meu negócio foi abaixo e voltei novamente na situação de pobreza extrema.

Sem trabalhar, nem vender, a fome tomou conta do meu lar. Diante dessa situação, busquei me empenhar nas dedicações, juntamente com os grupos que nos quais dedico e em outras atividades a nível individual. Com a minha entrega, sempre aparecem pessoas que se solidarizavam com a minha situação e me ajudavam com valores monetários para a cesta básica.

 A experiência de fé que passo a relatar para os senhores está relacionada com a participação na peregrinação da província do Huambo e a materialização do donativo de construção do pavimento da sede central.

Depois que anunciaram a peregrinação da sociedade das senhoras, nasceu em mim o desejo de participar também, mas não tinha dinheiro para pagar a viagem. No dia do nosso culto de agradecimento na Sede, a encarregada da sociedade da nossa região, levou-me no altar para comunicar e entregar o meu desejo para Meishu-Sama. O resultado não demorou. Para minha surpresa, dias antes da viagem, recebi a ligação da encarregada que me falou para arrumar a minha bagagem para viajar, disse ainda que a minha viagem já estava confirmada.

No instante fiquei muito feliz, na semana da viagem, quando já estava me preparando, recebi outra ligação vindo de Malange, me comunicando que minha mãe estava muito doente. Fiquei pensativa, sem saber o que fazer. Mas decidi peregrinar primeiro e quando retornasse me organizar para ir ao encontro da minha mãe e assim aconteceu. Minha mãe estava purificando com problema de cegueira, segundo o seu relato já estava há um mês sem enxergar nada. Ministrei Johrei durante quatro dias e realizei limpeza em sua casa. Surpreendentemente, ela voltou a enxergar. Um dos olhos está com 5% de visão.

Dias depois purifiquei com fortes febres. Minha família ficou preocupada inclusive a minha mãe. Tranquilizei-os dizendo que passaria em breve e no dia seguinte já estava melhor. Regressei para Luanda, junto com a minha mãe.

Chegando em casa, notei a dificuldade que meus filhos passavam para se alimentar, ainda na mesma situação: sem emprego e sem negócio e com a mãe sob minha responsabilidade. Ainda assim, não fiquei sofrendo, porque tinha fé que haveria uma solução.

Juntamente com irmão da Igreja, a quem tenho muita gratidão, levamos a minha mãe para a oftalmologia para ser acompanhada. Como também continuar a receber Johrei.

Um dia, estava a conversar com a encarregada lua no C.A, que me falou sobre a materialização do donativo de construção da Sede Central. Falei: “Não trabalho e nem estou a vender, como vou fazer donativo?” Ela insistiu que não importava o valor, que eu fizesse dentro das minhas possibilidades, pois Deus sabe da condição que eu me encontrava. Perguntei se poderia materializar quinhentos Kwanzas e ela respondeu que sim, pois o mais importante é a minha sinceridade.

Eu já tinha sentimento de participar, como não sabia desses pormenores, então me mantive somente na dedicação física e não monetária.

Como tinha dois mil kwanzas guardados, que um vizinho me tinha dado para comprar comida, tomei a decisão de materializar o mesmo valor. No dia seguinte fui na Sede e localizei a ministra responsável das atividades de obra. Falei para ela: “Ministra, eu não trabalho e muito menos faço comercio, mas desde que começaram as obras aqui, sempre tive o sentimento de participar. Pensei que só poderia participar com valor monetário de três mil para cima. Mas ontem me foi explicado que não é assim, basta fazer dentro das possibilidades de cada um, por isso estou aqui! Ganhei dois mil kwanzas para comprar comida e eu quero participar com esse dinheiro.” Naquele momento a ministra me perguntou: “Vais materializar tudo?” Respondi que sim. Fizemos a oração e aproveitei que estava na Sede para dedicar durante um tempo.

Na quinta feira da mesma semana, fui fazer assistência religiosa na nossa irmã da Igreja, que se encontra a purificar. Quando cheguei em sua casa, ela me falou: “Estava aqui a falar de você!” perguntei o porquê e ela falou-me que tinha uma senhora procurando uma trabalhadora e ela havia pensado em mim. “Vamos para te apresentar a ela!” Falei para ela que como é trabalho doméstico, então vou ser sincera com ela, descrevi apenas o que sei fazer e o que não sei fazer e nem entendo. Ainda assim, ela me empregou para apenas fazer o que sei.

Consegui o meu primeiro emprego. Atualmente estou empregada. Mesmo sendo próximo da minha casa, que não precisa de taxi, mas a dona faz questão de me dar dinheiro para o taxi, além de ter um horário flexível de trabalho e os domingos para descansar, ela ainda me falou para escolher um dia da semana para tirar folga. Obviamente falei que, folgaria as quintas-feiras, afim de participar nos encontros da sociedade de senhoras. Acredito que só foi possível essa graça, através do empenho e o Sonen materializado de participar na construção.

Com essa experiência de fé, aprendi que, quando desapegamos dos nossos problemas para se empenhar na felicidade das outras pessoas, Deus atua em nossas vidas. Confirmei mais uma vez, que Meishu-Sama, é realmente o Messias há tanto esperado pela humanidade.

O meu compromisso é dar continuidade nas minhas dedicações e me empenhar no cumprimento das orientações recebidas.

Por permissão do supremos Deus e Messias Meishu-Sama. Participo nas atividades desenvolvidas no C.A e na Igreja.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados por conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Aos ministros, responsáveis, membros, frequentadores, e a todos que atentamente ouviram o meu relato de fé, os meus sinceros agradecimentos.

Muito obrigado

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