Érica Inês Elias Mendes -CA Maputo – Moçambique

Chamo-me Érica Inês Elias Mendes, tenho 17 anos e dedico no Centro de Aprimoramento de Maputo. Estou integrada na rede de salvação e no grupo lua como auxiliar.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial por intermédio da minha mãe missionária da Igreja.

O motivo que me levou a conhecer a Igreja foi a doença.

Eu sofria de asma desde que nasci, mas a medida que os anos passavam as crises intensificaram-se. Cheguei a não passar um mês sem ter uma crise. Sempre que eu notava que o peito doía e que a respiração se tornava mais complicada, preocupava-me em achar os comprimidos. Chegou uma altura em que os comprimidos já não faziam nenhum efeito. Eu dormia sentada e não podia fazer muitos movimentos.

Quando a minha mãe foi encaminhada à Igreja, ela convidou-me para ir conhecer a Igreja. Eu não queria ir, porque eu achava que a Igreja Messiânica era uma fachada, que rezavam para imagens e que a oração Amatsu-Norito era muito estranha.

Num domingo, que coincidiu com o culto mensal de gratidão, tive uma crise de asma. Face a essa situação a minha mãe disse-me para eu ir para a Igreja com ela e que o Johrei me faria bem. Eu respondi-lhe que não queria ir à Igreja, que ficaria em casa a ler os ensinamentos de Meishu Sama. É de salientar que apenas falei isso para a convencer a me deixar ficar em casa. Mas ela insistiu, e eu acabei indo para a Igreja. Após o recebimento do Johrei coletivo, comecei a sentir-me melhor e no fim do dia já estava bem.

Um tempo depois, minha mãe decidiu receber o Ohikari e perguntou-me se eu não queria ser outorgada no mesmo dia que ela. Eu respondi-lhe que não, pois ainda não me sentia preparada para me tornar membro.

Até que passado um tempo, apercebi-me que já havia passado aproximadamente 2 meses que não havia tido nenhuma crise de asma, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama. Com isso, ganhei a vontade de receber o Ohikari como forma de gratidão.

Eu disse para a minha mãe que queria receber o Ohikari e ela respondeu-me que não iria me dar o dinheiro para o donativo até que eu aprendesse a fazer a oração Amatsu-Norito. Aceitei a condição e decide me empenhar em aprender a fazer a oração. Passado um mês consegui e fui outorgada.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com a marcha de distribuição de flores.

Eu era uma pessoa muito tímida, acabando assim por ser fechada e ter dificuldades em me comunicar com pessoas novas.

Depois de algum tempo como membros, a minha mãe decidiu que iria firmar o compromisso de salvar as pessoas por meio da distribuição de flores no portão de casa. Como ainda não tínhamos flores em casa, optávamos por comprar. E não comprávamos mais de 40 flores.

Quando a minha mãe dizia que era para prepararmos as flores para poder distribuir no portão, eu ficava chateada porque não queria realizar essa atividade por sentir dificuldades em ter que falar com as pessoas que iam passando. Mas, tinha que obedecer.

A minha estratégia era procurar o maior número de crianças, pois para mim era mais fácil oferecer flores para as crianças uma vez que elas só as queriam e não perguntavam nada.

Chegou um tempo em que as flores que foram plantadas em casa brotaram e era uma grande quantidade. Fiquei chateada com essa situação, porque iria ter que passar a distribuir 100 a 250 flores. Apesar de as distribuir com a minha prima, ainda era difícil para mim.

Uma das razões que fazia com que eu não gostasse de distribuir as flores era de não querer ouvir as respostas negativas das pessoas, pois eu não conseguia agradecer quando isso acontecia. Como era uma pessoa tímida, sentia mais vergonha ainda em ter que oferecer as flores a rapazes.

Com o passar do tempo e numa das leituras dos textos do livro, “Encontrando um caminho” de Koji Sakamoto, encontrei um texto que tinha como título “Um recado aos jovens tímidos “, o que me despertou a atenção. Li um trecho que me cativou e que dizia o seguinte: ‘’…a timidez é uma forma de egoísmo’’, o que me fez perceber que deveria mudar de postura, pois não estava a servir na Obra Divina.

Então, ao invés de colocar sentimentos negativos ao preparar as flores, passei a colocar um sentimento de gratidão e a desejar que cada pessoa que recebesse as flores ficasse feliz.

Por meio dessa nova postura passo a relatar as seguintes experiências por mim vivenciadas:

Um dia, enquanto eu distribuía as flores, estava a passar um senhor que aparentava estar preocupado por algum motivo. Eu fiquei na dúvida se lhe oferecia ou não, até que decidi entregar-lhe a flor. Ele por sua vez recebeu e perguntou-me para que ela servia. Eu respondi-lhe que a flor tinha a função de trazer paz espiritual. Ele agradeceu e foi embora. Continuei a distribuir as flores. Já no fim da dedicação, reparei que o senhor vinha na minha direção e que o seu aspecto de preocupação havia desaparecido. Foi aí que ele disse “Muito obrigado pela Flor! Eu saí de casa decidido a discutir com o meu chefe, pois passavam-se duas semanas que ele não me pagava pelos serviços prestados. Quando lá cheguei, ele não me deu voltas nem complicações como de costume e entregou-me o meu salário!”. Senti-me grata por ter ajudado.

Outro dia, uma jovem passava enquanto eu distribuía as flores. Ela parou, recebeu a flor e disse-me que gostaria de levar todas as flores, pois sentiu-se encantada por elas. Eu respondi-lhe que não podia, pois era para dar para outras pessoas também. Então ela disse-me que a irmã estava doente. Eu entreguei-lhe uma flor para que pudesse dar para a sua irmã. No dia seguinte, ela veio para agradecer-me e relatou que sua irmã tinha melhorado.

Aprendi que devemos ter o espírito de obediência aos pais, pois eles sempre sabem o que é melhor para nós!

Aprendi também que há coisas que parecem pequenas ou não muito importantes, mas que não temos noção de quanta diferença podem trazer na vida de uma pessoa! Basta mudar um ponto e o resto vem como consequência!

Por isso, acredito que é necessário nos tornarmos úteis na felicidade do próximo como nos é orientado nos ensinamentos de Meishu-Sama. Só assim a humanidade será salva! Afinal de contas, nós temos a partícula divina dentro de nós, por isso somos importantes e temos que aprender a transparecer esse sentimento.

O meu compromisso é de distribuir o maior número possível de flores. Já distribui mais de 2000 flores e tenho a imagem de Kannon.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama, por me utilizarem como seu instrumento na construção do Paraíso Terrestre.

Aos ministros, missionários, membros, frequentadores e a minha mãe, pela sua insistência, o meu muito obrigado a todos!

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