João Lotte Martins – CA Cacuaco – Luanda – Angola

O meu nome é João Lotte Martins, sou messiânico há 15 anos e por permissão do Supremo Deus, Messias Meishu-Sama e meus Antepassados, dedico actualmente como responsável de Johrei Center, cuido do plantão do Centro de Aprimoramento de Cacuaco e da área de expansão do município do Soyo.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola em novembro de 2004, por intermédio do meu irmão Feliciano João Branco, membro desta Igreja. Na altura eu padecia de dores de estômago, osteoartrite, tensão baixa, formigueiro nos pés, falta de sono e apetite, insónias e maus sonhos. Por causa disso, recorri às províncias de Benguela, Huíla e Luanda à procura de quimbandas, adivinhas e santos, num total de 30 lugares e fiz vários tratamentos hospitalares sem sucesso. Cheguei a conhecer um famoso quimbanda do Dombe Grande, província de Benguela, com quem fiz também tratamento. Estive internado várias vezes no Hospital Central de Benguela a ponto de me tratarem por paciente especial, pois já era conhecido pelos médicos e enfermeiros e me internavam sempre no mesmo pavilhão como se estivessem sempre a contar comigo.

Certo dia, a equipa Médica surpreendeu-me com a notícia de que a província não dispunha de medicamentos para o meu tratamento, pelo que tive que receber alta nas condições em que me encontrava. A minha família reuniu-se e tive que ser movimentado para o hospital Multiperfil, em Luanda e dos tratamentos feitos durante cerca de dois meses, não obtive melhorias. Como se não bastasse, o médico cubano que me assistia, comunicou-me que precisavam de três ampolas intravenosas para me aplicarem, mas como o mercado local não dispunha, encarregou-me de eu pessoalmente procurar ou mandar vir do exterior.

Logo que as consegui, me foram injetadas e depois recebi alta sem ter melhorado. Entrei em desespero. Procuramos uma Igreja espírita localizada no bairro do Rocha Pinto e durante dois meses a frequentei, até que certo dia um amigo de meu irmão o interrogou o motivo que lhe fazia deslocar diariamente do bairro Benfica para o Rocha Pinto. Meu irmão explicou-lhe a causa, e então esse amigo disse-lhe que não havia necessidade de ir tão longe, pois no Futungo de Belas tinha uma Igreja que fazia a mesma coisa que se faz no sítio onde estávamos a frequentar. Meu irmão agradeceu e foi conhecer o local, que é a actual Sede Central de África e passou a frequentar diariamente até que lhe encaminharam ao Lar de Luz do bairro Benfica, actual Johrei Center. Ele não me convidou, apenas dizia que essa Igreja era boa. Mas, a explicação que ele me foi passando sobre a sua filosofia, para mim era muito estranha, aliás, a esposa dele também reclamava muito sobre isso.

Certo dia, por volta das 9 horas da manhã, pedi-lhe que me levasse para saber que tipo de Igreja se tratava. Posto lá, o plantonista quis ouvir os meus problemas, mas eu recusei prestar qualquer informação, só estava a aguardar que meu irmão terminasse de fazer oração para voltarmos para casa. Sabiamente, o plantonista pediu-me que sentasse um pouco. Deu-me o livro Ponto de vista Messiânico e enquanto lia, ele estava a me ministrar Johrei.

Durante a leitura, me deparei com o ensinamento que fala sobre os três espíritos do homem “primordial, secundário e guardião”. Despertou-me com relação ao trecho que diz: “Além desses dois espíritos primordial e secundário, existe o Guardião. É o espírito de um ancestral. Quando uma pessoa nasce, é escolhido entre seus ancestrais um espírito que recebe a missão de guardá-la. É muito frequente, diante de um perigo o homem se salvar miraculosamente, sendo avisado em sonho ou tendo um pressentimento. Isso é trabalho do espírito guardião.”.

Fiquei muito admirado com esse ensinamento porque no meio daquele sofrimento todo que estava a passar, fui me deparando com essa situação, pois sempre que em sonho estivesse em perigo, o meu tio que já se encontrava no mundo espiritual aparecia repentinamente e me salvava. Acabei por ler o livro e o curioso é que o plantonista não parava de me ministrar Johrei em silêncio e só saí da Igreja depois do culto vesperal.  Tive ainda tempo para copiar as partes do ensinamento que me referi acima, o que significa que passei todo o dia na Igreja.

Nessa noite, tive um sono profundo e só acordei depois das 6 horas da manhã, o que não acontecia antes, pois eu tinha dificuldades de continuar a dormir depois da meia noite. Para mim foi um milagre! O sentimento de voltar para aquela Igreja era forte, pelo que fui ao encontro do meu irmão, comuniquei-lhe o milagre e pedi que me levasse novamente ao Lar de Luz. A partir daquela data, diariamente passava o dia na unidade fazendo leitura dos ensinamentos, recebendo Johrei e participando nas outras actividades e um mês depois, o calvário que carregava durante dezesseis anos ficou ultrapassado. Me tornei encarregado do ensino, mesmo na condição de Frequentador, e recebi o sagrado Ohikari no dia 28 de maio de 2005.

A experiência de fé que passo a relatar aos senhores, está relacionada com as orientações do sobre as dedicações nos lares durante o período da pandemia.

 Nesse período de quarentena, fomos orientados a aprofundar com a família nas práticas básicas, dar mais amor à família e participar dos cultos em sintonia com a Sede Central de África. Com base nisso, reuni a família e traçamos uma programação diária que consta os horários para marchas de Johrei, de orações em sintonia com a Sede Central, limpeza e aprimoramento. No fim de cada culto e aprimoramento, cada um dizia o que aprendeu.

Durante as marchas de Johrei, um ensinamento era lido por todos, um de cada vez e 30 minutos antes do encerramento da marcha, cada um falava do seu aprendizado e dúvidas. Fomos treinando o altruísmo a partir das tarefas de casa. Até então, parte dos familiares de casa estavam enfraquecidos em relação às práticas básicas no lar, principalmente a prática do Johrei. Ao colocarmos em prática, vivenciamos as seguintes experiências:

1- Tive uma purificação com fortes dores de cabeça, disenteria, febres altas, falta de apetite e fraqueza que me impediu participar das orações matinal e vesperal de um dia e matinal do dia seguinte. Essa situação preocupou bastante a família confrontando com a situação que o mundo está a passar.

Porém, senti que algo na família tinha mudado, pois tomaram decisão de me ministrarem Johrei como nunca tinham feito antes. Logo que comecei a ganhar forças, passei a receber também Johrei online e graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama no quarto dia estava completamente recuperado. Curioso é que os dois filhos mais novos de 12 e 15 anos respectivamente, tomaram a decisão de realizar uma vigília e embora tivessem iniciado às 11 horas e terminaram às 23 horas, deu para entender o esforço que fizeram. Agradeci com um donativo especial, não só pela permissão de ter recuperado, mas também pelo despertar da família, pois antes, sempre que estivesse a passar por esse tipo de purificação, recorria sempre aos membros de uma unidade religiosa mais próxima.

2- Na semana seguinte, meu filho de 21 anos de idade, entrou em purificação com temperaturas muito altas, tinha vómitos constantes e começou a ter alucinações. Fizemos assistência com Johrei, a ponto de eu realizar uma vigília durante uma noite. Lhe auxiliamos com alimentos provenientes da nossa horta caseira, e fomos mantendo a gratidão. Três dias foram suficientes para estar completamente recuperado.

Com estas experiências, aprendi que o nosso sucesso, está no cumprimento das orientações que recebemos superiormente. Aprendi ainda que nós missionários não devemos transferir aos nossos familiares a culpa de eles não despertarem para cumprir a missão. Até então, eu vinha negligenciando esse ponto.

O meu compromisso é de me esforçar para colocar em prática todas as orientações que nos forem transmitidas, pois elas são a nossa corda da salvação.

Agradeço ao Supremo Deus, Messias Meishu-Sama e meus antepassados pela permissão de estar ligado a fé Messiânica.

Agradeço também ao reverendo Claudio por nos orientar uma fé que se liga ao Messias Meishu-Sama. Agradeço igualmente aos ministros, missionários, membros e frequentadores que directa ou indirectamente têm me apoiado no cumprimento da missão. Os meus sinceros agradecimentos!

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