Dicelene Fernandes – JC Praia Melão – São Tomé e Príncipe

Chamo-me Dicelene Nozolino dos Santos Paquete Fernandes, sou missionária e dedico como vice-responsável.

A experiência de fé que passo a relatar para os irmãos, esta relacionada com as bênçãos de Deus e Meishu-Sama.

Sou feirante de profissão e realizava a venda no interior do mercado. Com o passar do tempo, a maioria das pessoas que vendiam no interior do mercado, passaram a fazer suas vendas fora do mercado. Como vendia no interior e não conseguia evoluir no negócio e a alternativa era seguir os passos das outras, passei a andar nas ruas da capital com a minha bacia de produtos na cabaça para negociar. Esta alternativa foi bem-sucedida para mim porque estava indo bem e sentia-me satisfeita com o que fazia. Mas, os meus familiares, irmãs principalmente, é que não estavam satisfeitos comigo e a dada altura reuniram-se a fim de encontrar uma forma menos fatigante para que eu pudesse fazer o meu negócio e ganhar algo para a minha sobrevivência.

Nesse encontro, surgiram várias ideias e a que se destacou foi de abrir uma barraca para mim. Mas, quando chegou o momento de falar em um valor monetário para sustentar o negócio, todos disseram que não tinham dinheiro na altura. Como a vontade de Deus estava presente, uma das participantes disse: “Eu também não tenho dinheiro, mas, como quero ajudá-la a sair dessa situação, vou encontrar uma saída! “.

Certo dia, quando me encontrava realizando a minha venda, cruzei com esta minha irmã. Conversando sobre o assunto, ela me disse que iria dar-me um certo valor a fim de fazer o negócio mesmo na zona que eu vivo (Ribamato). Disse-lhe que esse valor não chegava para abrir uma barraca e ela retorquiu: “Minha irmã, não é para fazer venda de géneros alimentícios? Lá na frente da casa da nossa mãe, tem uma barraca que não está sendo utilizada. Coloca uma mesa na frente dela, compra banana, hortaliças, um pouco de peixe seco, faz doce de coco, gelado, senta-te lá e experimenta. Se não der certo, volta para capital!”

Os dias foram passando e prosseguia a minha venda na capital à espera do valor que minha irmã tinha me prometido. Certo dia, cruzei-me novamente com ela e a mesma me disse: “Eu trouxe esse valor para pagar a energia. Porém, como já tinha prometido a você um valor, toma. Só espero que a EMAE não vá cortar-me a energia!” Peguei no valor, tirei o dízimo e o donativo de construção. A outra parte, comprei alguns produtos e continuei a fazer vendas na rua da cidade.

Mas, como Deus escreve certo por linhas tortas, chegou a pandemia da corona vírus em São Tomé. O governo e a Câmara Distrital de Água Grande transferiram todos os vendedores dos dois mercados do centro da capital para o novo mercado em Bôbô-fôrro, a fim de se descongestionar a capital e daí, tive de aceitar a vontade de Deus!

Passei a fazer o meu negócio mesmo no local em que vivo, tendo em conta que o custo com o transporte para o novo mercado é muito elevado e os vendedores que foram transferidos, estão a reclamar que não têm tido rendimentos.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, comecei com doces de côco, hortaliças, banana e peixe salgado. Hoje, na barraca estou vendendo vários tipos de géneros alimentícios e bebidas.

Com o confinamento e distanciamento social decretado pelo governo e o consequente encerramento das actividades, o meu marido já não podia cumprir rigorosamente a sua tarefa e isso nos trouxe constrangimentos em termos financeiros. Preocupada com a situação, falamos sobre a questão e ele me disse que temos que aceitar a vontade de Deus e agradecer por tudo. Ouvindo isso, senti-me aliviada.

Com essa convicção e determinação da parte dele, ergui a cabeça e continuei com a minha dedicação e graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, meu marido ganhou a permissão de cumprir a sua missão durante essa fase crítica sem quaisquer constrangimentos. Apesar deste momento restritivo, tivemos bons momentos e sem apertos financeiros que pudessem abalar o nosso quotidiano.

Aprendi que tudo se resume na decisão e na obediência ao compromisso com Deus e o Messias Meishu-Sama!

O meu compromisso é continuar a cumprir a minha missão sem largar a corda da salvação!

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação junto com os meus antepassados!

Muito obrigada!

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