DOMINGAS ALBERTO – NJ INCUTAL/LUANDA – ANGOLA

Chamo-me Domingas Alberto, sou membro e dedico como assistente do grupo lua e adjunta da sociedade da mulher messiânica no núcleo de Johrei. Conheci a igreja no ano de 2006, encaminhada pela irmã Maria de Fátima, minha tia.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram doenças e conflitos

Quanto à doença, sofri com perturbações mentais durante 5 anos. Tudo começou com a partida do meu pai para o mundo espiritual. Depois de dois meses, tive o bebê, aí começou o meu calvário. No óbito, a minha mãe dizia que eu era mulher de meu pai, para que eu recebesse as condolências como se fosse a viúva. Após esse conflito, comecei a adoecer com muita dor de cabeça, foi aí que fugi de casa. Fui andando sem rumo pelas ruas da cidade, quando apareceram algumas colegas da escola e me perguntaram se era a Domingas. Não lhes respondi porque não lhes reconhecia, levaram-me em uma Igreja, onde elas me internaram, sem dar a conhecer aos meus familiares. Minha família de tanto me procurar, não me encontrando, fizeram o meu óbito.

Na mesma Igreja, fui assistida e comecei a ter pequenas melhorias. As seguranças daquela Igreja começaram a me fazer algumas perguntas e fui respondendo. Elas tomaram iniciativa de me levar para procurar minha família. Posto no local, bateram à porta e foram atendidas pelas minhas sobrinhas, pedindo para falar com meu irmão. Ele disse que não era possível porque a minha irmã já era falecida há cinco anos. Assim, as senhoras foram à minha busca do lado de fora e levaram-me para dentro de casa. Foi um momento de muita alegria para toda minha família!

Mas, o meu esposo não se convencendo, todo chateado ficava contrariando tudo e todos, dizendo que eu estava a fingir. Fez muito escândalo, inclusive na própria Igreja, e foi expulso. Depois me deram alta e fui para casa. Porém, a purificação continuava, até que fui procurar a solução dos meus problemas em outras Igrejas e casas de quimbandas. Nesses lugares, a conversa era sempre a mesma, acusavam sempre como a causadora de tudo, a minha mãe e a minha tia materna. Mas, as perturbações não passavam e o conflito sempre acelerado.

Foi assim que a minha tia paterna falou-me da Igreja Messiânica. No princípio, rejeitei, porém, ela não se cansava. Veio me buscar e levou-me até ao Johrei Center, onde fui recebida pelo plantonista que ouviu o meu historial e me orientou as práticas básicas da fé Messiânica.

Com dúvidas, no princípio tive muitas dificuldades de cumprir as orientações. Mas, com o acompanhamento das irmãs fui despertando pouco a pouco. Comecei a receber as primeiras graças. Minha família, que não falava comigo, começou a me procurar. Minha mãe e meu irmão vieram me pedir perdão por causa da minha herança e me devolveram tudo! A partir dali, nasceu em mim o desejo de me outorgar para melhor servir na Obra Divina. Fiz o meu donativo de ingresso na fé e de outorga e recebi o Ohikari no dia 28/09/2006.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a desobediência e o não cumprimento das práticas básicas da fé

Eu fazia donativo quando me desse vontade. Foi no passado mês de junho do corrente ano, que os meus filhos começaram a purificar um após o outro. Isso porque desde que começou a quarentena, eu só ficava em casa, não fazia donativo, orava quando me desse vontade, nem visitava ninguém! Mas, a responsável passava sempre em minha casa, pedia que eu pudesse ir à unidade muito cedo nas primeiras horas do dia para fazer dedicação de limpeza, porém, não dava importância. Falava que estávamos em quarentena. Foi então, que o meu filho de 10 anos teve uma crise de malária. Ficou inconsciente durante 48 horas e foi levado para o hospital onde ficou em isolamento, mas, sem solução.

Liguei para a responsável pedindo orientação. Orientou-me a fazer um donativo especial de pedido de perdão aos antepassados que se manifestavam naquela purificação e que eu pudesse dedicar dentro da sala de isolamento e no banheiro do hospital. Não hesitei, fiz a limpeza e no terceiro dia, para meu espanto, às 2h da manhã o meu filho acordou e suspirou! Assustado, perguntou onde é que nós estávamos, pediu água e lhe expliquei que estávamos no hospital. Pela manhã, voltei a fazer a limpeza, para meu espanto quando a doutora chegou trocou-nos de quarto, mandando-nos para um quarto especial. Todos os doutores, enfermeiros e as colegas de quarto ficaram admiradas com a melhora do meu filho e no dia seguinte nos deram alta. Com essas graças, fiz um donativo especial para agradecer.

No dia 23 de julho tive uma crise. Às 19 horas, fui ao banheiro, onde senti uma forte tontura e caí. Chamei pelos meus filhos e minutos depois, fiquei inconsciente, perdi a visão, audição, fiquei paralisada nos membros inferiores e superiores e tive fortes diarreias e vómitos. Meus filhos, vendo tudo isso acontecer foram buscar os membros vizinhos para me prestarem assistência. No total de 4 pessoas, começaram a me ministrar Johrei e a fazer oração. Em seguida, ligaram para a responsável explicando o que estava a se passar. Ela orientou a fazer donativo de pedido de perdão e agradecer pela purificação.

A responsável também ligou para o seu responsável da área pedindo oração. Ele orientou para aprofundar como estava a prática da gratidão e o Sorei-Saishi. Fizemos donativo e em seguida fui levada para o hospital e diagnosticada com um derrame cerebral. Fiquei internada durante 3 dias. Após esse período, deram-me alta, mesmo sem grandes melhorias. Voltando para casa, a responsável orientou as equipas de assistência em minha casa. Os fiéis cuidavam da casa a partir da limpeza até a alimentação, e ministração de Johrei durante 22 dias. Na primeira semana de recebimento de Johrei, comecei a ouvir um pouco. Fizeram a horta em minha casa, onde plantaram flores, couve, rama de batata e usse. Na terceira semana, foi quando comecei a ver e a falar. Fui voltando à normalidade e comecei a marcar os primeiros passos com a ajuda dos irmãos!

Depois disso, a responsável ainda aprofundou comigo como estava a minha gratidão nessa fase da pandemia, como estava a praticar os donativos e as dedicações. Fui levada ao Solo Sagrado para agradecer pelas graças recebidas. No regresso do Solo Sagrado, comecei a andar sozinha sem o apoio de ninguém! Comecei a materializar o donativo para a elevação dos antepassados nas quartas feiras. Pela graça de Deus, tudo foi ultrapassado e já me sinto melhor. Reconfirmei o meu compromisso, faço os donativos corretamente, estou a cuidar de 2 casas de membro e de uma frequentadora externa, num total de 9 pessoas!

A desobediência só nos leva para o abismo. As práticas básicas são o alicerce para o nosso crescimento e qualificação espiritual!

O meu compromisso é aprofundar nas orientações dos superiores e cuidar das outras pessoas! Faço dízimo, donativo de construção, diário e sou cadastrada, tenho a horta caseira, já encaminhei mais de 200 pessoas, das quais 8 são membros.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama pela permissão de me juntar a esse maravilhoso caminho da salvação! A todos que partilharam do meu relato de fé o meu muito obrigada!

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