ADELINA NGUEVE – JC BOA-VISTA /BIÉ – ANGOLA

Chamo-me Adelina Ngueve, sou membro e dedico como assistente do grupo Lua.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a prática do donativo de gratidão.

Durante muito tempo, sofri com muita angústia e desespero. Mesmo dedicando, não sabia como sair da situação em que me encontrava. Diariamente ia à Igreja, mas, não conseguia reverter a situação.  Me sentia muito triste por dois motivos.

Primeiro: No mês de agosto do ano passado, perdi o meu esposo que era o sustentáculo da família. Para agudizar a situação, assim que o subsídio saiu, a minha rival, foi ao banco, levantou todo dinheiro e juntamente com os documentos pessoais e de serviços do mesmo, desapareceu. Dessa forma, fiquei impossibilitada de tratar a pensão de sangue que as minhas filhas tinham direito.

Segundo: O meu terceiro filho foi preso no princípio deste ano, e transferido para a comarca da província do Huambo. Para ser solto, pediram-me alguns valores monetários como caução. Mas, e eu que nem para comer tinha dinheiro, aonde poderia tirar algo para pagar a caução? Todos esses problemas me deixavam muito triste e desanimada.

Foi assim que certo dia, o responsável da unidade ofereceu-me Johrei. Enquanto ministrava, ele perguntou porquê eu estava com um semblante triste, qual era o problema que me afligia. Pediu-me que dividisse com ele. Assim, decidi abrir o meu coração; falei tudo que me fazia sofrer. Foi aprofundando comigo e explicando qual deveria ser a minha postura diante de todos problemas que estava a viver!

Orientou-me a materializar o donativo de gratidão diário durante 30 dias um em nome dos antepassados do meu filho e outro em nome dos antepassados da minha rival. Também para me esforçar no encaminhamento diário na porta da Igreja. Depois da conversa com o responsável, senti-me mais leve e decidi abraçar a orientação. E as graças não se fizeram por esperar!

Passada uma semana de cumprimento das orientações, a outra esposa do meu marido, que estava desaparecida há quase um ano, apareceu em minha casa. Com muito remorso, disse: Minha irmã, perdoa-me! Eu tirei todo dinheiro do banco e ainda impedi que registasses os seus filhos para serem inseridos na pensão de sangue! Me perdoa do fundo do coração! Estão aqui todos os documentos do falecido! Estou a trabalhar e assim que conseguir juntar os valores virei devolver a sua metade!”. Recebi os documentos e nesse momento estou a constituir todos os processos para dar entrada no comando provincial da Polícia do Bié.

Outra semana passou e escutei que o meu filho tinha sido solto. Não acreditei, pois não tinha pago a caução. Inclusive, não tinha dinheiro o visitar no Huambo. Foi assim que certo dia ao participar do culto matinal e o meu genro veio até mim e entregou-me o telefone dizendo que o meu filho queria falar comigo. Ainda incrédula, peguei no telemóvel ele me disse: “Mãe, já fui solto!”. Fiquei tão emocionada que não conseguia entender como Deus e Meishu-Sama foram tão misericordiosos comigo!

Passadas algumas horas, estava ele a entrar em casa! Olhou para mim e disse: “Mãe, agradeça a Deus e a Meishu-Sama por eu ter sido libertado, pois não foi preciso pagares nem um tostão! Lá na cadeia tive tratamento especial. Encontrei um oficial que me tratava como se fosse filho dele e até a passagem do Huambo para aqui ele me deu!”. Ao ouvir tudo isso, peguei nos únicos valores que tinha em casa e fui para a Igreja agradecer a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Passei a sentir a importância de cumprir com as práticas básicas e de coração aberto, buscar orientação quando estivermos a ultrapassar momentos difíceis.

 Comprometo-me em aprofundar cada vez mais no cumprimento das orientações que nos são dadas e procurar me esforçar para cultivar constantemente o sentimento de gratidão!

Agradeço a Deus, aos Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação!

Muito obrigada!

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