Neise Pedro Raúl Constantino – JC Largo do Colégio Angolano – Benguela – Angola

Chamo-me Neise Pedro Raúl Constantino. Sou enfermeira de profissão e membro da Igreja.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a prática do donativo de gratidão especial.

No mês de setembro do ano em curso, deu entrada na unidade hospitalar em que trabalho, um paciente em estado crítico. Tirei-lhe os sinais vitais, e depois comunicaram-nos para ter o maior cuidado pois suspeitava-se que era covid-19 e precisava fazer o teste. Eu e a equipe toda entramos em pânico, pois no momento não tínhamos equipamento de biossegurança por isso, todos nos afastamos do paciente.

O paciente em causa entrou em desespero e gritava por nós. Comovida, orei dentro de mim dizendo: “Deus, não posso assistir de braços cruzados! Nesta vida todos nós estamos de passagem! Seja feita a sua vontade!”. Assim, senti uma força enorme que fez-me ir até ao doente. Sensibilizei-o, dei-lhe comida na boca e este ficou calmo. A seguir apareceu o meu colega, munido com o equipamento de biossegurança, fez-lhe a colheita do sangue para testagem laboratorial, mas, no mesmo dia o paciente acabou por falecer.

No dia seguinte, recebemos o resultado do teste do malogrado. Ao vermos positivo, entramos em pânico. A equipa médica reuniu-nos para escolher se ficaríamos em quarentena institucional ou domiciliar. Escolhi ficar em minha casa, visto que os meus filhos estavam com o avô. De realçar que, muito dias antes já havia ligado ao meu esposo. Pedi para ele permanecer em outro lugar, e eu ficaria sozinha em casa. Ele não aceitou, respondendo: “Se juramos estar juntos na alegria, na tristeza, na doença e na pobreza até que a morte nos separe, não haveria razão para temer!”.

No entanto, ao regressarmos para casa, liguei ao ministro informando a situação e este por sua vez orientou-nos a fazer oração, a leitura dos ensinamentos e a trocar Johrei. Expliquei que, devido à purificação da Igreja, o meu esposo tinha deixado de usar o Ohikari. Graças a Deus, Depois de falar com o ministro e receber esclarecimento, quando chegamos em casa, ele voltou a colocar o Ohikari.

A propósito, esta purificação fez-me refletir sobre o meu comportamento religioso: eu não cuidava dos antepassados, não praticava os donativos de forma correcta e muito menos ia à igreja. Simplesmente, fazia oração em casa.

Alguns dias depois, tive a permissão de estar em casa. Enquanto fazia a limpeza no meu quarto, fui refletindo sobre todas as purificações que já atravessei, mas, Deus sempre estendeu-me as Suas mãos! Ao terminar a limpeza, comecei a tossir e a sentir falta de ar. O meu esposo começou a ministrar Johrei e nesse momento incorporei. Segundo ele, os antepassados pediram ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama que me dessem mais uma oportunidade para cumprir a minha missão. Orientaram a fazer um donativo especial de gratidão e assim o fizemos, com o único valor que tínhamos em casa.

De seguida, ligamos ao ministro, com quem oramos juntos encaminhando os antepassados que estavam a se manifestar. Ao terminar, os sintomas tinham abrandado.

Três dias depois, os sintomas voltaram com maior intensidade. Liguei para a comissão da covid-19. Enquanto aguardava, recebi o telefonema do meu local de serviço a solicitar que fosse para lá, pois havia uma equipa médica e uma sala especial para me atender.

Ao chegar no hospital, tive uma recepção calorosa. Senti que cuidavam de mim como eu tinha cuidado daquele paciente. Senti que me retribuíram com muito amor e atenção. Colocaram-me no oxigénio e fiz o teste laboratorial da covid-19. Voltei para casa e permaneci em constante sintonia com o ministro, que orientou-me a orar de 3 em 3 horas e mentalizar todas as pessoas que sofrem neste momento devido à pandemia.

Depois de 2 dias, ligaram do hospital a dizer que o resultado do teste da covid-19 de todos que trabalhamos naquele dia, desde o segurança até o funcionário de limpeza, deu negativo!  Isso deixou-me muito feliz!

Desde que começou esta pandemia, notei uma redução do amor ao próximo em todo lugar. No entanto, sinto ser também uma oportunidade para nos religarmos com o Supremo Deus e passar a acreditar NELE. Compreendi também, que a doença que assola o mundo no momento tem origem espiritual e que se estivermos concordes com a Lei da Natureza, não seremos atingidos.

Graças a essa experiência, voltou à vida o meu sentimento de gratidão e assim estou a praticar os donativos de forma correcta!

O meu compromisso é de empenhar-me na salvação do próximo e servir a Deus eternamente!

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-sama, aos antepassados, à minha família e principalmente ao paciente que me despertou para o cumprimento da minha missão, muito obrigada!

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