Culto do Paraíso Terrestre 2021 – Palavras do Presidente da Igreja Messiânica Mundial de África

Culto do Paraíso Terrestre

Saudação do Presidente da Igreja Messiânica Mundial de África

Reverendo Claudio Cristiano Leal Pinheiro

12 e 13 de Junho

Bom dia a todos!

Tuassakidila!

Tutondele!

Tuapandula

Muito obrigado a todos os senhores!

Parabéns pelo culto do Paraíso!
Os senhores estão a passar bem!?

Muito obrigado pela presença dos senhores, pela recepção, pelo esforço sincero que cada um dos senhores tem feito em prol da expansão da Obra do Messias Meishu-Sama, por toda Angola, por todo nosso querido continente Africano!

Muito obrigado em especial, pelo esforço de todos na preparação para este culto do Paraíso, através das campanhas de limpeza, de montagem de hortas caseiras, comunitárias, institucionais; pelas vivências feitas nos lares que geraram milhares de experiências de fé, mudanças na vida de milhares de pessoas, de famílias; mostrando para nós que a cada dia essa força para a construção do Paraíso Terrestre aumenta no nosso planeta.

Realizamos ontem e hoje o Culto do Paraíso Terrestre aqui na Sede Central de África, nas províncias e em outros países do nosso continente. Outras sedes da nossa igreja no mundo já realizaram e no dia 15 de Junho, que é a data da Revelação que Meishu-Sama recebeu, vai ser feito o culto na Sede Geral de Atami no Japão. O nosso horário aqui vai ser às 3 horas da manhã de Angola, será às 11 horas da manhã no Japão. Será transmitido pelo canal da igreja do Japão no YouTube. Não vai terá tradução mas, vamos poder orar e receber força, receber Johrei do nosso Presidente mundial. Em África no dia 15, às 10 horas da manhã, vamos fazer o culto novamente aqui na Sede Central. E em todas as unidades religiosas, os Johrei Centers, os núcleos vão fazer em sintonia nesse dia 15 próxima terça-feira.

Vão completar 90 anos desde que Meishu-Sama recebeu a Revelação da Transição da noite para o dia. 90 anos desde que começou a clarear o Mundo Espiritual; desde que começou a caminhar para a concretização do paraíso aqui na face da terra. No livro Luz do Oriente, Volume 1, há a seguinte passagem que vou ler alguns trechos para os senhores:

(…) Qual seria o conteúdo daquela importante Revelação Divina que o Fundador recebera no topo do monte onde está situado o Templo Nihon-ji, na madrugada do dia 15 de junho de 1931!? (…)

(…) Mais tarde, o Fundador denominou-a “Revelação Divina da Transição da Noite para o Dia no Mundo Espiritual”. Naquele dia 15 de junho, ocorrera solenemente, no Mundo Espiritual, um acontecimento Divino: a transição da Era da Noite para a Era do Dia. Em outras palavras, ele ficou sabendo que, no Mundo Espiritual, chegara a Era do Alvorecer. O facto, realmente, é algo muito misterioso, totalmente inédito, nunca pregado por ninguém até então. Entretanto, tendo alcançado o estado de Suprema Iluminação Espiritual, o Fundador captou o profundo significado dessa Revelação. Para compreendê-lo, precisamos conhecer a “Transição da Noite para o Dia” e a “Lei do Espírito Precede a Matéria”, pregadas pelo Mestre.

Assim como no período de vinte e quatro horas existe a claridade do dia e a escuridão da noite, e no período de um ano existe o verão e o inverno, no período de dez, cem, mil, dez mil anos também se intercalam a claridade e as trevas. Actualmente, estamos na Era do Alvorecer, saindo da longa Era das Trevas para entrar na Era da Luz. Isto é, estamos na Era da Transição da Noite para o Dia.

Essa transição começou primeiramente no Mundo Espiritual, a partir do dia 15 de junho de 1931, e está a se reflectir, pouco a pouco, no Mundo Material. Estes dois mundos estão numa relação de frente e verso, relação íntima e inseparável: todos os fenómenos ocorrem primeiro no Mundo Espiritual e depois se refletem no Mundo Material, pois tudo está regido pela Lei do Espírito Precede a Matéria. Agora que o Mundo Espiritual – o mundo das causas – tornou-se Dia, o Mundo Material, que é o seu reflexo, irá realizar a transição inédita do Mundo Infernal das Trevas para o Mundo Paradisíaco da Luz.

Captando o significado da Revelação que recebera, o Fundador apreendeu claramente que a “Chegada do Reino dos Céus”, mencionada por Jesus Cristo, e o “Mundo de Miroku”, anunciado por Sakyamuni, eram previsões sobre o advento deste Mundo do Dia. Ao mesmo tempo, descobriu que está se aproximando a época em que irão se concretizar os factos que os antigos fundadores de religiões simplesmente se limitaram a prever. “É a ocorrência de uma grande, assustadora, terrível e alentadora mudança”, disse ele. E expressou essa emoção nas seguintes composições:

“Kannon vai Concretizar, em breve, Os ensinamentos

De Sakyamuni, Confúcio e Jesus.”

“Fala-se na Luz do Oriente, Mas trata-se do Poder de Salvação

Manifestado por Kannon.”

Então,serão 90 anos desde que Meishu-Sama recebeu essa revelação. Significa que, a partir do dia 15 de junho, essa força para construção do paraíso vai aumentar muito mais!  Porque é como eu disse para os senhores no culto mensal semana passada, quando vemos os noticiários vemos mais notícias ruins, pandemia, crise financeira, violência, doenças e muito mais coisas acontecendo. Do mesmo jeito que está tendo esse processo de destruição, de limpeza, a força para construção está a aumentar na mesma proporção ou até mais. Nós precisamos nos ligar com essa força para construção, ou seja, essa transição da noite para o dia precisa ocorrer dentro de mim também!

Na era da noite, o que regia era o egoísmo e o materialismo. Era ignorar a existência de Deus. As pessoas não mediam esforços para ter dinheiro,  poder, posição, fama, sucesso, mesmo pisando, prejudicando os outros, roubando, traindo, enganando. Isso é a era da noite! Conseguiu-se sobreviver, mas gerou-se muitas máculas nesse processo. Na era do dia, para nós conseguirmos sobreviver e prosperar, vamos ter que ser movidos pelo altruísmo e pelo espiritualismo! Reconhecermos que existe Deus, que existe o mundo espiritual e a lei de causa e efeito. Cada dia tudo fica cristalino; nada mais vai conseguir ficar escondido na era do dia.

Há um provérbio que eu aprendi há muitos anos atrás que diz que: “A pessoa quando come kikuanga, no quarto come sozinha escondida, mas na hora de jogar fora as cascas , todo mundo sabe o que você fez”. Na era do dia nada mais vai ficar escondido. Por isso é que nós precisamos mais do que nunca, buscar o nosso aperfeiçoamento Pessoal.

Gostaram da experiência da irmã Beny? Mais uma salva de palmas para ela por favor!  A experiência dela é um grande exemplo dessa transição da noite para o dia acontecer dentro de nós. Eu fiz questão de deixar ela relatar uma boa parte do que aconteceu na sua vida, sobre quando chegou na igreja, antes de entrar na segunda parte, para os Senhores veram como ela própria reconheceu que Meishu-Sama lhe concedeu tudo: emprego, casamento, família, saúde. Mas, mesmo com tantos milagres que recebeu, ela vinha para a igreja, porém  não tinha compromisso de verdade com Meishu-Sama. Ela praticava uma fé para estar bem, para estar feliz, não tinha ainda despertado para praticar uma fé que visa salvar o seu próximo. Então, mesmo a frequentar a igreja, ela não estava ainda enraizada com Deus e Meishu-Sama. Como ela reconheceu: “Mesmo a dedicar, ministrar Johrei na Igreja, mas eu não despertava para encaminhar as outras pessoas; para estender a corda da salvação para as outras pessoas!”. As bênçãos que nós recebemos são para nós cumprirmos a nossa missão! Nós precisamos procurar progredir no campo profissional, cuidar da familia, se distrair, tudo isso, mas não podemos nos esquecer do porque que Deus nos concedeu a vida, que é para nós participamos da Construção do Paraíso e da Salvação da humanidade.

Quando vemos um problema, o que nós mais queremos é que este se resolva, não é assim? Essa é a nossa natureza humana! Todos nós somos assim! Mas, enquanto eu não aprimoro, não aprendo, não desperto para o que precisa melhorar dentro de mim, na minha maneira de pensar que está em desacordo com a vontade divina, o problema continua na minha vida.

Quando estamos a viver um problema, precisamos primeiro agradecer por esse problema, mesmo sem entender, mesmo estando chateado com o problema, vai para o altar e diga à Meishu-Sama: “Senhor, eu não quero agradecer, mas preciso agradecer! ”. Agradeça e busque: “Meishu-Sama, o que o senhor quer que eu aprenda com isso? O que eu estou a precisar aperfeiçoar, para o senhor me utilizar melhor na concretização do seu plano?”. Não do plano que eu tenho, dos meus planos. Existe uma diferença, entre o que eu quero oferecer a Deus e o que Deus quer de mim. Eu preciso ter humildade, e quando chegar no altar: “Meishu-Sama, o que o senhor quer de mim!?”. Se é o que eu quero oferecer para Meishu-Sama, quem é o superior, eu ou Ele se eu pensar assim? Sou eu não é!? Então, tenho que chegar e perguntar: “Meishu-Sama, o que o senhor quer de mim? Qual a sua vontade para mim? O que o senhor quer que eu aprimore nessa situação?”.

Tudo que a nossa irmã passou no trabalho, com a saúde, era para que ela despertasse: “Olha, você dedica, mas você pode fazer mais em prol da felicidade do próximo e do Mundo! Você pode fazer mais, participando da construção do Paraíso. Você precisa; os seus ancestrais precisam, existem as pessoas ligadas a ti que estão a sofrer e que dependem de ti. Precisa colocar-se a disposição de Deus, para ser utilizada na salvação de outras pessoas!”.

Os senhores vêem que, quando ela começou a mudança dentro dela, saiu de uma fé de querer receber graças, para uma fé com o desejo de participar da Construção do Paraíso. Ela conseguiu ministrar Johrei no trabalho, começou a dar assistência a outras pessoas e os milagres começaram a acontecer na vida dela, da sua família e na vida das pessoas para quem ela passou a levantar a mão! Por isso é que precisamos fazer com que a Transição da noite para o dia aconteça dentro de cada um de nós.

Eu preciso praticar uma fé que não visa resolver problema, eu ser feliz, mas sim uma fé que busque participar da construção do Paraíso. E aí, a felicidade vai vir naturalmente para mim e para a minha família! É algo natural!  Importante estudarmos os ensinamentos e as experiências de fé.

Então, a prática do ensinamento de Meishu-Sama mostra como se desenvolve essa construção do Paraíso a partir da vida de cada um de nós, a partir da prática de cada um de nós. A experiência da nossa irmã nos trouxe muitos aprendizados; estudem mais por favor, junto com a família; com as pessoas ligadas aos senhores, pois ela mostra que nós precisamos participar da construção do Paraíso.

No ensinamento que ouvimos hoje: “Transição da Noite Para o Dia” Meishu-Sama afirma:

“(…) Assim, aproxima-se o momento decisivo para o destino da humanidade, e dele talvez ninguém conseguirá escapar.

É o juízo final que estamos a viver agora!

(…) Restará apenas o caminho de minimizar os sofrimentos. E aqui vou apresentar-lhes um meio para isso: conhecer o princípio do Johrei e participar dos projectos de construção da cultura do dia.”. “Conhecer o príncipio do Johrei e participar dos projectos de construção da cultura do dia! (…)”.

Isso é através da dedicação do encaminhamento, da prática do donativo, a expansão da agricultura e da alimentação natural, a campanha de formação do paraíso por meio das flores que nós temos levado a cabo, o acompanhamento de pessoas; as nossas práticas do dia-a-dia visando participar da construção do paraíso. Tudo isso é participar dos projectos de construção da cultura do dia. Nós precisamos cada vez mais sermos úteis à Deus e à humanidade!

Tivemos uma experiência em São Tomé e príncipe de uma irmã que descobriu que estava com mioma e o médico queria fazer cirurgia. Ela pensou: “Eu quero ver se consigo resolver isso através da dedicação!”. E ficou com receio de fazer a cirurgia. Ela buscou os ensinamentos e leu o ensinamento em que Meishu-Sama fala que se você quer ser feliz, precisa fazer o seu próximo feliz, a Divina recompensa que vem disse  vai ser a verdadeira felicidade.

Ela começou a acompanhar uma outra senhora que também estava com mioma. Começou a dar assistência na senhora, a senhora melhorou. Uma outra que ela começou a acompanhar, também com mioma, e queria poder ter filhos, mas o mioma estava impedindo. Ela começou a ministrar johrei todo dia na senhora e receber Johrei dessa senhora a senhora conseguiu, pois, engravidar e teve filhos. E continuando com essa prática, ela teve um sonho em que os médicos vinham e faziam uma cirurgia nela, tiravam o que estava no seu útero e diziam que ela estava curada. No início, ela ainda sentia um pouco de dor, pois sempre doía muito, mas depois passou e ela falou que já estava bem, estava curada e escreveu a experiência de fé.

Quando o ministro Ary me enviou, eu achei muito bonita a experiência, mas eu não posso passar uma experiência assim. Ela precisa fazer um novo exame para comprovar realmente se está curada ou não; não basta ela dizer eu sonhei que estou curada.  A filha da senhora que é enfermeira, falou a mesma coisa: “Mãe, eu só acredito que essa igreja te curou se a mãe fizer o exame!”.

Assim, ela fez a ecografia e nesse dia a filha estava na clínica e viu a médica a dizer para a mãe: “O que que você fez que o Seu útero está limpo!!? O mioma que estava aqui desapareceu! E ela respondeu: Foi graças à Igreja Messiânica Mundial!”. Essa foi uma experiência concreta.

Nós precisamos praticar uma fé que visa fazer o nosso próximo feliz; que visa construir lares de luz. Isso é o que mais agrada a Deus! A nossa dedicação no dia a dia é para nós ganharmos força para poder  praticar isso. Porquê!!? No meio de tanto sofrimento hoje no nosso planeta, nós já temos o Messias Meishu-Sama. Meishu-Sama já salvou nossa vida, já mudou a nossa vida, da nossa família; não podemos ser egoístas de querer Meishu-Sama só para mim; para a minha família; para quem eu gosto; para quem eu conheço! Eu preciso levar Meishu-Sama para o mundo!  Preciso participar dessa difusão mundial!

Recentemente, tivemos uma experiência na África do Sul, de uma frequentadora. Ela foi visitar a sua mãe. Quando chegou na casa da mãe lá em Pretória, viu a casa toda limpa e arrumada com Ikebana em todos os cômodos. Sentiu a casa da mãe bem leve, com harmonia. Ela espantou-se e perguntou: “O que é que você fez aqui!!?  De onde vieram essas flores!!? Eu nunca vi a sua casa limpa assim, com essas flores!!”. E a mãe explicou: “A minha vizinha que é da Igreja Messiânica, veio aqui, fez uma limpeza profunda  em casa comigo; fez a vivência da flor e ela sempre vem  me ministrar Johrei!”. E a filha não conseguia conter a admiração e disse: “Mas, mudou muito a atmosfera da sua casa!”.

“Filha, você precisa conhecer essa minha vizinha; você também está a precisar disso!”. Essa filha estava a viver uma situação difícil, pois por causa da pandemia, a empresa onde ela trabalhava há 19 anos, começou a mandar as pessoas embora e o nome dela estava na lista para ser demitida. Ela  tinha apenas alguns meses para trabalhar. Devido a isso, ela estava muito triste, pois também não pôde colocar o filho para estudar esse ano. Estava na eminência de perder o emprego e  a sofrer muito.

Dias depois, quando ela voltou na casa da mãe encontrou a missionária Rebeca a ministrar Johrei na mãe e pela primeira vez, e recebeu o Johrei. A missionária fez explicações sobre os ensinamentos e sobre a flor. Ela gostou muito porque na nossa igreja ela notou que se acredita na existência dos antepassados e lhes cultuamos. Muitas igrejas dizem que os antepassados são demónios mas, não é! Ela disse alegre: “Essa igreja respeita as nossas crenças!”. Eu achei isso interessante.

Foi feita limpeza na casa dela, a vivência com toda a família e a horta, no mesmo dia. Alguns dias depois, ela recebeu um telefonema de uma empresa. Fez a entrevista por telefone e foi admitida. Nesse novo emprego ela seria contratada para 6 meses, mas quando se apresentou para começar a trabalhar, disseram para ela: “Olha, mudamos de ideia, e o seu contrato vai ser de 1 ano!”. Depois de começar a trabalhar, lhe concederam outros direitos. Ela já encaminhou os filhos e o neto e já começou a encaminhar outras pessoas para a igreja. Já começou a estudar os ensinamentos, tem feito o donativo diário, e frequenta a igreja regularmente. Tudo começou quando ela chegou na casa da mãe e encontrou a casa limpa, arrumada, com a flor com o sentimento que a Messiânica tinha colocado. Isso quer dizer que todos nós podemos e devemos participar dessa formação dos lares de luz levando o Johrei, levando a agricultura e o belo para o maior número possível de pessoas.

Gostaria de compartilhar com os senhores um trecho da orientação que o nosso Presidente Mundial o Reverendo Suguihara, transmitiu no Solo Sagrado do Japão no culto do dia primeiro de Maio último:

A respeito da sublime salvação pelo Johrei

No ensinamento “Nascimento da Igreja Messiânica Mundial” (“O Pão Nosso de Cada Dia” – 1a. edição – pág. 281), Meishu-Sama explica:

  1. […] O facto é que, tornando- se membro da Igreja Messiânica Mundial, qualquer pessoa consegue manifestar um poder semelhante ao do fundador de uma religião.
  2. Além disso, através dos nossos ensinamentos, o fiel consegue captar a essência da vida, despertar para a Verdade, […] passa a viver com verdadeira segurança e tranquilidade.

  3. […] com o decorrer do tempo, as feições e a pele do fiel melhoram.
  4. […] uma vez que seu sangue se torna mais puro, sua saúde aumenta, desaparecem suas incertezas quanto ao futuro, seu caráter se eleva, e ele se torna uma pessoa virtuosa. Dessa forma, ganha maior confiança de terceiros e por eles é respeitado.

O quão gratificante é observar que, nos trechos citados acima, Meishu-Sama revela que todos os membros da Igreja Messiânica Mundial podem se tornar “pessoas simpáticas”! Acima de tudo, o fato de podermos, por meio da prática do Johrei, manifestar um imenso poder de salvação, significa que estamos recebendo o mais precioso e insubstituível tesouro. Justamente por isso, acredito que precisamos mais uma vez nos perguntar qual o desejo de Meishu-Sama contido no ato da ministração do Johrei.

Como os senhores devem ter visto, os noticiários frequentemente têm mostrado o empenho dos profissionais de saúde em cuidar das pessoas infectadas com o novo coronavírus. Fico realmente admirado com o fato de que estes profissionais estão se dedicando física e mentalmente, muitas vezes renunciando o tempo com seus familiares. De onde será que vem esse senso de missão? Parece haver muitas origens, uma das quais é um ditado bem conhecido entre esses profissionais.

Este é um ditado encontrado no “Shō hin hō”, literatura da medicina tradicional chinesa escrita no século V: “Um médico superior cura um país, um médico mediano cura uma pessoa e um médico inferior cura uma doença”.

O médico inferior se interessa em tratar apenas os sintomas, mas não a natureza humana, como a dor, a angústia e o sofrimento do paciente. Em outras palavras, “examina a doença, mas não examina o paciente”. Por sua vez, o médico mediano não só trata os sintomas do paciente à sua frente, mas também se empenha em curar enxergando a pessoa como um todo. Acima destes, o médico superior é o verdadeiro médico, de nível mais elevado, que cura a todos e ao país. O devotado sentido de missão dos profissionais da medicina nasce da elevada aspiração de ser um médico superior.

Quando ouvi a máxima “Um médico superior cura um país”, me lembrei do seguinte poema escrito por Meishu-Sama: “Irei expandir o método que cura a doença do indivíduo para um método que cura a doença do mundo”.

Este é um poema que Meishu- Sama escreveu na data de
seu aniversário em 1940. Na época, devido à forte pressão do governo, ele não conseguia desenvolver a Obra Divina como desejava. Portanto, era inevitável que o Johrei fosse separado da religião e usado como método de tratamento de doenças. Posteriormente, até mesmo a expansão realizada como método terapêutico se tornou difícil. Por isso, Meishu-Sama decidiu encerrar as atividades e, a partir de então, foi forçado a viver de maneira comedida até o fim da guerra, quando foi garantida a liberdade religiosa.

Em seu aniversário, que foi comemorado em meio a tantas dificuldades, Meishu- Sama revelou, por meio deste poema, o verdadeiro significado do Johrei: “Atualmente, o Johrei está inevitavelmente sendo praticado como um método de cura de doenças, mas este não se limita a isso. O Johrei é originalmente uma Obra Divina que visa acabar com todo o sofrimento do mundo. No futuro, o Johrei representará o caminho da salvação capaz de eliminar todos os infortúnios do mundo causados pelas doenças oriundas do espírito do ser humano”.

Sem limitá-lo apenas à cura de doenças, devemos assimilar profundamente que o Johrei é uma sublime Obra de Salvação. Então, enquanto estendemos a mão do Johrei às pessoas que entramos em contato diariamente, actuando como instrumentos da luz da salvação de Deus, vamos buscar nos aproximar cada vez mais da Vontade de Meishu-Sama expressa no seguinte trecho do ensinamento: “[…] quando vejo uma pessoa a sofrer por doença, não consigo ficar parado e impassível, e sinto vontade de curá-la a qualquer custo. Ministro-lhe Johrei, ela é curada e fica feliz. Ao ver a sua alegria, esta se reflecte em mim e eu me sinto feliz também. […] a minha maior satisfação é divertir e alegrar o próximo, o que também me traz alegria e prazer.”

Esse é o sentimento de Meishu-Sama, quando ministrava o Johrei e todos nós precisamos nos tornar eficientes ministrantes de Johrei.

Nós precisamos ter como objectivo formar cada vez mais pessoas que também possam aprofundar nessa prática do Johrei a partir dos seus lares, a partir de que elas estejam. Essa luz do Johrei é que está a mudar o destino do nosso planeta. Quando Meishu-Sama fala “no futuro, o Johrei…”, o futuro é agora! Meishu-Sama falou isso décadas atrás. Chegou a hora do mundo saber que existe essa força do Johrei e a alma do mundo ser despertada através da luz do Supremo Deus. Essa tarefa, o Supremo Deus, o Messias Meishu-Sama e os nossos ancestrais e antepassados confiaram a todos os nossos messiânicos do mundo! Por isso que precisamos utilizar esse dia 15 de junho, essa data do culto do Paraíso terrestre, esses 90 anos de transição, como o início de um novo ciclo na nossa missão como messiânicos, como seres humanos!

Recebi algumas reclamações das crianças aqui de Angola e outros países também que devido a orientação de alguns governos não estão podendo frequentar as igrejas!

Muito estão a reclamar  que não podem ir para a igreja, os pais também estão a dizer o mesmo. Sei que é difícil e nós vivemos isso na África do Sul.  Quando fiquei em confinamento lá com a família, durante meses os meus filhos não podiam sair para a rua. Tiveram que ficar meses, totalmente dentro de casa.

Só quem podia sair era eu e minha esposa, os filhos não podiam. ficaram meses dentro de casa. Nem na rua para encontrar com os amigos, os vizinhos quanto mais na igreja. Mas, aí é que nós precisamos buscar, ao invés de reclamar da situação ou achar que é o diabo que está a fazer isso connosco, precisamos nos perguntar: “O que é que Deus quer que cresçamos com isso!?”. Então, reflecti com a família: “Nós não podemos sair de casa mas, precisamos mais do que nunca aprofundar no que Meishu-Sama fala a partir da nossa casa! Nós temos o altar em casa, temos o Mitamaya, então vamos fazer oração em sintonia com a Sede Central. Johrei, vamos praticar mais ainda. A família em casa precisa ler ensinamento, fazer limpeza da casa, limpar com o sentimento de gratidão conforme vocês limpam na igreja; cuidar da nossa horta, fizemos aula de Ikebana em família, ter contacto com belo. Até que depois de uns meses, mudou a situação e puderam voltar a sair e a frequentar a igreja.

Então, nessa fase é importante usarmos essa situação para aprofundarmos na prática da fé a partir do nosso lar. É como Meishu-Sama disse quando fundou a nossa religião: “O indivíduo é salvo e se aperfeiçoa, assim o seu lar também é salvo e se aperfeiçoa; e isso se expande para sociedade.

Nós estávamos na ilusão de que bastava vir para igreja e estava tudo bem, estávamos a cumprir o nosso papel com Deus. Mas, não é isso que basta! Eu preciso ser messiânico no meu dia-a-dia, preciso praticar no meu dia-a-dia partir de casa com continuidade.

Muitos lares messiânicos ainda enfrentam problemas que se arrastam. Quando você vai aprofundar um pouco mais, naquela casa o Johrei não é ministrado todos os dias; o ensinamento de Meishu-Sama não é lido todos os dias; na casa não tem limpeza, de vez em quando é que vai uma Ikebana, horta então nem se fala!

Para nós podermos ultrapassar essa fase , precisamos entrar em sintonia com a destruição ou com a construção. Então, precisa começar a partir de mim. Da minha maneira de pensar, preciso criar uma atmosfera na minha casa que receba a luz da construção. A experiência que  contei hoje da África do Sul, a senhora quando entrou na casa da mãe, que não é membro ainda,  mas falou: “Mãe, a sua casa está limpa, está arrumada, com essas flores em todos os cômodos!”. Ela sentiu a diferença na casa, que ela como filha nunca tinha sentido, porque, como frequentadora, a mãe começou a aprofundar no que é básico. Mas, muitas vezes nós caímos na presunção de que “Ah, eu já faço, eu já sei, eu já entendo, já dediquei muito, Meishu-Sama é que me deve, eu estou com saldo com ele!”. É muita coragem! Eu ainda tenho muita dívida com ele! (risos).

Nós precisamos aprofundar no que é básico a partir do nosso lar, da nossa família. Johrei, limpeza, a flor, a horta caseira, a alimentação natural, a oração com a família na foto de Meishu-Sama. Quem ainda não recebeu a imagem do do Lar, a família toda se tornar Membro para poder entronizar imagem, poder receber o Mitamaya. A leitura dos ensinamentos. Nós precisamos transmitir isso para os nossos filhos. Cultura é o que se cultiva no dia-a-dia! Nós messiânicos precisamos ser construtores da cultura do dia, é o que nós, a nossa família praticamos no dia-a-dia a partir de casa.

Então, mesmo a partir de casa podemos limpar a nossa rua; plantar árvores na nossa rua; fazer horta na casa dos vizinhos; os filhos podem fazer horta onde estudam. Todos podemos e devemos participar da construção do Paraíso terrestre.

Hoje, quando estava na liturgia, lembrei de uma passagem que vivi com o nosso saudoso Presidente Reverendo Francisco. Nós estávamos juntos no Japão na casa de uma família Pioneira e essa família dizendo: “Já somos membros há 60 anos!”. Mostrou a horta que eles tinham ali há décadas na casa deles. E o nosso Presidente Reverendo Francisco se virou para mim e disse: “Claudio, não é fácil praticar a fé durante seis décadas; aprofundando dia após dia! Esse é um exemplo de Makoto, de continuidade; nunca esqueça do que você ouviu aqui comigo nesse dia! Nós temos que aprender com nossos irmãos japoneses que começaram a religião antes de nós!”. Continuidade, aprofundar cada dia como se tivesse fazendo pela primeira vez. Para isso,  precisamos estar com a gratidão acesa no nosso coração, e aí é que começa essa construção do mundo do dia dentro de nós. O sentimento de gratidão materializamos no dia a dia através do servir, através do fazer o nosso próximo feliz.

Mais uma vez muito obrigado! Desejo aos senhores um feliz Culto do Paraíso Terrestre! Boa missão para todos!

Muito obrigado e feliz domingo para todos!

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