Saudação do Presidente da Igreja Messiânica Mundial de África – Dezembro de 2022

Culto Mensal de Gratidão de Dezembro de 2022

Saudação do Presidente da Igreja Messiânica Mundial de África

Reverendo Claudio Cristiano Leal Pinheiro

04 de Dezembro de 2022 

Bom dia a todos!

Todos estão a passar bem?

Muito obrigado pela presença de todos!

Quero agradecer o fundo do coração pelo esforço que todos têm feito na expansão da obra divina em Angola e por todo o nosso querido continente africano.

Quero aproveitar para pedir uma salva de palmas para os novos membros que foram outorgados hoje. Bem-vindos a família messiânica!

Parabéns pela permissão de terem recebido o ohikari no dia do culto mensal. Duas cerimónias especiais que é, o nosso dia principal e a permissão de ingressar na fé messiânica, e criar elo com o Supremo Deus e o Messias Meishu-sama para poder aprofundar e participar na construção do paraíso terrestre e, na salvação da humanidade.

Os senhores gostaram das experiências de fé? Mais uma salva de palmas para as nossas irmãs. Nas duas experiências de fé que nós ouvimos hoje, se nós estudarmos com atenção, está bem clara qual é a missão do messiânico para os novos membros que foram outorgados hoje e, para nós, que já somos membros há mais tempo, (nós) precisamos ter como base a prática o Johrei, o encaminhamento e a prática do donativo de gratidão.

Na primeira experiência que ouvimos da nossa irmã, quem já teve problema de quisto ou já acompanhou quem tem um quisto sabe que não é uma coisa simples de se resolver, e ela, com Johrei e a dedicação, o próprio médico ficou surpreendido de ver que tinha desaparecido, e disse “Nunca vi isso. Há mais de vinte anos que eu faço esses exames!”. O Johrei é para nos mostrar que Deus existe, que existe o mundo espiritual, que existe uma força invisível que rege esse mundo visível, que nós vivemos, que nós sentimos com os nossos cinco sentidos.

Por isso que nós, em particular os que receberam o Ohikari hoje, a primeira tarefa é ministrar bastante Johrei, vejam o milagre do Johrei através das vossas mãos. Não sou eu que ministro não sou eu que faço milagre, Meishu-Sama é que opera através de cada um de nós.

A missão que Meishu-Sama recebeu do Supremo Deus é a missão de Messias de salvar a humanidade. Ele está a concretizar através de cada um de nós, principalmente pela prática do Johrei. Quanto mais ministrarmos Johrei, mais vamos criar uma condição para poder encaminhar e despertar as pessoas. E aí, junto com elas, vamos aprofundar na ministração do Johrei, encaminhar mais e praticar o donativo de gratidão.

Nós ouvimos na experiência que a irmã Filomena da província de Benguela, nos trouxe que, muitas vezes nós, mesmo a dedicar temos problemas na nossa família, o que nos leva a pensar algumas vezes: puxa eu estou a dedicar, mas esse meu parente está a viver isso na vida dele, porquê que acontece isso? Porquê que esse quadro na minha família não muda?

Ela abriu o seu coração, pois via o sofrimento da irmã, tentava encaminhar e não conseguia, então lembrou do nosso querido Presidente, Reverendo Francisco, que disse muito bem: “Quando tentar encaminhar um parente ou conhecido e não conseguir, ore pela pessoa, ore pela felicidade da pessoa, pelo espírito guardião dela, para que a alma dela possa despertar”.

A dona Filomena começou a fazer isso pela irmã. Primeiro começou a orar e, depois, conseguiu tocar o coração da irmã e lhe orientou a fazer o donativo de construção do solo sagrado, o que ela cumpriu. Depois ensinou ela a fazer o dízimo e o donativo de construção mensal e, mesmo sem vir a igreja, a irmã fez isso durante quatro anos e sua vida mudou totalmente, como ela relatou para gente aqui.

Porquê que ela conseguiu levar a irmã dela a praticar isso? Porque ela também pratica.

Você vai tocar o coração do outro falando o que você faz. Tirando o ego e falar assim: “olha, faz dessa forma.” Quando a gente fala para o outro fazer o que a gente faz, a gente consegue tocar o coração da pessoa, como ela fez da irmã dela. E aí, do que a irmã começou a praticar, esse donativo começou a se ligar com a construção do solo sagrado, construção do Paraíso e a limpar as nuvens que estavam a gerar todo aquele sofrimento na sua vida.

Então, por isso que eu disse que, as duas experiências são muito boas para estudarmos, todos! não somente os novos membros. Porque são práticas básicas, com as quais nós precisamos receber as purificações que vão surgir nas nossas vidas, porque vão surgir situações de doença, dificuldade financeira, conflito e, nesse momento é que nós precisamos aprofundar mais no que é básico. Mas se nós já não tivermos a praticar no dia-a-dia, quando surgirem os obstáculos, nós não vamos ter força para ultrapassar junto com Deus e o Messias Meishu-Sama.

Os senhores estão a assistir a copa do mundo? Os brasileiros estão com a moral para baixo não é? Mas eu fiquei feliz pelo menos o Brasil perdeu para um time africano. No Brasil costumam dizer que camarão que dorme a onda leva, mas quem dormiu dessa vez foram os brasileiros e o camarão que levou.

Mas a copa do mundo é sempre um bom exemplo. Quem está a jogar não começou a jogar no mês passado para ir pra copa. São quatro anos de preparação. terminou a copa, depois de umas semanas, já começam a se preparar para daqui há 4 anos.

Espiritualmente é a mesma coisa. É um treino que, quando surgir a situação difícil – que nem num jogo – quando aparecer algum problema na nossa vida, você já está a treinar! Você vai conseguir ter capacidade para ultrapassar o passado.

O mês de Novembro foi um mês bem corrido.

Quero agradecer mais uma vez pelo culto anual dos antepassados, que foi realizado aqui, acumulado com o culto mensal de Novembro. Foram mais de 15 mil pessoas que participaram aqui na Sede Central da África. Depois disso, eu viajei para Moçambique, onde também participei do Culto Mensal acumulado com culto anual dos antepassados no país.

Quando voltei para Angola, eu fiz uma viagem missionária pelo sul e centro sul de Angola. Nós tivemos a permissão de, durante treze dias, tivemos a permissão de visitar e desenvolver atividades em sete províncias do nosso querido país. Quero agradecer e parabenizar todos nossos fiéis do sul e centro sul de Angola. Muito obrigado pela recepção maravilhosa! Foi muito emocionante.

Depois fizeram os cálculos. Nós tivemos a permissão de rodar mais de 4.300 km entre ida e volta. Saímos aqui no dia 17, visitamos o núcleo de Porto Amboím, que está se preparando para receber imagem de Johrei Center no ano que vem. Uma nave muito bonita que está sendo feita pelos fiéis e, seguimos para o Centro de Aprimoramento do Sumbe, onde também encontramos centenas de fiéis e, no mesmo dia, pegamos a estrada para Benguela. Quem entra na província pelo município do Sumbe, primeiro chega no município do Lobito, onde visitamos o polo agrícola do Culango, fizemos a oração, trocamos Johrei, vimos a atividade da agricultura e, no dia seguinte, de manhã muito cedo, saímos de Benguela para o Lubango e, almoçamos no Lubango e descemos para a província do Cunene.

No caminho para Ondjiva, paramos no NJ do Xangogo que também está em construção um Johrei Center nesse município. Os fiéis estão muito motivados. Foi muito emocionante a recepção deles. Depois que saímos de lá, fomos para Ondjiva, quando chegamos em Ondjiva, estávamos na cidade, não havia energia e fomos para o Centro de Aprimoramento mesmo no escuro, a luz de velas e lamparinas. Tinha dezenas de fiéis a dedicar, fazendo a preparação. Muitos jovens, mais velhos, todo mundo feliz, esperando para a inauguração do Centro de Aprimoramento do Cunene.

No dia seguinte, de manhã, fui visitar o Pólo agrícola do Péu-Péu, está a ser desenvolvido ali um modelo de agricultura natural, muito bonito, que está a ser feito, porque nós ouvimos sempre sobre a seca no sul de Angola que está gerar muito sofrimento, muita fome, muitas mortes, mas no meio da seca, nós vemos um modelo de agricultura natural, que está a se desenvolver, usando pouca água, está a gerar frutos.

Nesse dia fui surpreendido, tive uma pequena reunião com quatro produtores vizinhos que souberam na minha ida, quiseram me conhecer e trocar impressões. Eles não são messiânicos e eu perguntei para eles na reunião: “mas o quê que trouxe vocês a vir aqui querer ver o nosso trabalho?” E um deles respondeu: “nós ficamos impressionados porque eu nunca ouvi que conseguiria se produzir tão bem sem usar adubo sem usar fertilizante. Quando eu vi que vocês estão a conseguir fazer isso dessa forma, eu falei isso é um milagre! Impossível. Mas eu estou a ver que eles estão a fazer.” Então perguntei pra eles: “qual a diferença do nosso produto, com o que vocês produzem?”. Ele disse: “olha, a principal diferença é o sabor, o sabor do que vocês produzem é muito melhor do que o nosso. Por isso é que eu quero aprender. Estou aqui e, aos poucos, estou implantando na minha fazenda também.

Então, a agricultura natural que Meishu-Sama nos deixou, é uma prática decisiva para a construção da verdadeira civilização, para a construção do Paraíso terrestre. Além de produzir alimentos puros, a agricultura natural também tem a missão de mostrar para o ser humano que Deus existe, que existe uma força invisível no solo que gera vida, que quando nós cultivamos o solo com esse sonen de gratidão, com esse respeito, a terra, o solo, produz bons frutos, bons resultados.

Então foi muito bom encontrar com esses produtores e ver o fruto do esforço dos nossos fiéis do Cunene, tanto na prática do Johrei, do belo, na limpeza como na prática da expansão da agricultura e da alimentação natural. Naquele sábado a noite nós entronizamos as imagens Centro de Aprimoramento do Cunene, e no dia seguinte de manhã, domingo, inauguramos o primeiro Centro de Aprimoramento daquela província. Parabéns aos fiéis do Cunene pelo Centro de Aprimoramento!

No mesmo dia, após a inauguração, nós saímos de volta para o Lubango e, no dia seguinte de manhã, encontramo-nos com os fiéis no JC do Lubango.

Depois descemos para a província do Namibe e visitamos o NJ da Bibala. Foram mais 300 pessoas que nos receberam. Muita alegria, muitos milagres estão a acontecer ali. Depois eu vou contar uma experiência de lá e, depois de encontrar com os fiéis na Bibala, seguimos para a capital da província do Namibe. No período da tarde encontramos os fiéis no JC do Namibe e fizemos uma cerimónia de outorga. No dia seguinte, de manhã, saímos do Namibe pelo litoral e fomos para a província de Benguela. Postos lá, no dia seguinte, fizemos a cerimónia de outorga e, no período da tarde, teve um encontro com os responsáveis daquela província.

No dia seguinte saímos de Benguela em direção a província do Huambo, mas no caminho visitamos o NJ do Cubal que está em construção, com os fiéis muito alegres. Depois visitamos também o NJ no município da Ganda. Chegamos a província do Huambo no dia seguinte, com outorga da Luz divina no JC do Huambo, de tarde encontramos com responsáveis da província também.

No dia seguinte, fomos para a província do Bié, mas no caminho para lá, nós visitamos o NJ no município do Catchiungo e, depois visitamos o NJ do Tchinguari que está em construção para JC. Aí, fizemos no mesmo dia, de tarde, a inauguração do JC da Castanheira, que fica no município do Kuito, província do Bié.

Parabéns aos fiéis do Bié por mais um JC naquela província. Uma nave muito bonita, onde se sente um amor, que foi feita no centro da cidade. Inauguramos no meio de bastante chuva, e eu falei: Os antepassados estão felizes aqui hoje!

Mas no dia seguinte, fizemos a cerimónia de outorga no CA do Kuito e, no outro dia, nós saímos de lá de manhã cedo e, fomos para o Cuanza Sul de novo mas, pelo interior, onde fizemos outorga no município do Waku-Kungo e, daí viemos para Luanda.

Como falei para os senhores, foram sete províncias, fizemos atividades e, na maioria delas, foi mais de um município, mostrando como estamos a desenvolver graças à Deus e ao Messias Meishu-Sama e, nós vemos que, a base para toda essa expansão é a prática do Johrei e dos ensinamentos de Meishu-Sama.

Muitos milagres, muitas experiências de fé que nos levam a re-confirmar que nós estamos no caminho certo, seguindo os passos de Meishu-Sama.

Meishu-Sama conforme ouvimos no ensinamento hoje (A Minha Época de Descrença) quando ele não acreditava em Deus, ainda mais, mesmo sem acreditar em Deus, nós vemos como Meishu-Sama se preocupava em ser verdadeiro, sincero em colocar a felicidade do próximo em primeiro lugar. Mesmo ouvindo opiniões da família, muito fortes, até para devolver a esposa doente (a primeira esposa), mas Ele falou: “Não! Não acredito nisso. Eu casei com ela, tenho que cuidar dela, estando bem ou doente. Acho que esse é o caminho do casal!”

Esse exemplo de Meishu-Sama, é que nós precisamos cultivar no nosso dia-a-dia. Essa prática do altruísmo, do espiritualismo, de se preocupar de verdade e fazer o nosso melhor em prol da felicidade do próximo e do mundo isso é que precisa ser cultivado no dia-a-dia.

Quando Meishu-Sama fala em construção do paraíso terrestre, não é algo distante. Começa dentro de mim, cultivando gratidão, altruísmo, me preocupando de verdade com a felicidade do meu próximo. Muitas vezes estamos a viver situações nas nossas vidas de não conseguir o resultado desejado na família, profissão, se perguntando: porquê que eu não consigo ter. Mas será que eu reflito: o quê que eu preciso ser para eu puder ter uma família, um casamento com harmonia? Quem eu preciso ser para poder ter o que eu quero?

O mundo materialista nos ensina a querer ter dinheiro, sucesso, “quero ter a minha família bem”. Mas não me preocupo com quem eu preciso ser, para eu merecer ter aquilo. O ser, é o que vem primeiro, porque o espírito precede a matéria. Primeiro tem que haver uma mudança no meu espírito, na minha maneira de pensar, na minha maneira de ser. Precisa ter essa transição e, Meishu-Sama fala, que ninguém se torna perfeito da noite para o dia. O esforço sincero para mudar, é que é a verdadeira atitude religiosa.

 

Nós ouvimos uma experiência que foi relatada na província de Benguela, que marcou muito a todos nós, que ouvimos pela sinceridade da nossa irmã, e eu queria compartilhar com os senhores hoje:

“Chamo-me Laurinda Natália Nduva, sou membro.”

 

Ela foi outorgada quando estive agora na província.

 

“… e dedico como auxiliar do Sanguetsu.

Conheci a Igreja Messiânica no dia 13 de Dezembro de 2021, por intermédio de uma missionária.

As razões do meu encaminhamento a fé messiânica foram: doença, pobreza e o conflito.

Desde que comecei a trabalhar como empregada doméstica, sentia uma vontade enorme de roubar nas casas dos meus patrões. Furtava utensílios, roupas até bens alimentares. Com isso expulsavam-me, mas em pouco tempo conseguia outro emprego. O meu esposo, desempregado, do pouco que conseguia em biscatos, esbanjava no consumo de bebidas alcoólicas e, com 5 filhos menores, algumas vezes passávamos fome.”

 

Isso é que é importante entendermos. Muitas vezes a pessoa fala assim: “ah o fulano foi no quimbanda para destruir a minha vida.” Mas quem destrói a minha vida sou eu mesmo.

Uma das piores maldições que eu próprio posso colocar na minha família é o dinheiro roubado. Dinheiro mal ganho, sempre vai ser dinheiro mal gasto. Prejuízo, doença, conflito, infelicidade. A própria pessoa se amaldiçoa e amaldiçoa a sua família. Isso é o que temos que entender como espiritualistas.

 

“Certa vez a minha vizinha convidou-me para irmos a sua igreja.”

Ela foi para essa igreja, mas não conseguiu. Teve problemas, mais conflitos e parou de ir.

“Fiquei com medo e assim vendi as minhas coisas e passei a dormir no chão. Uma senhora arranjou-me um emprego onde trabalhei durante um mês, mas não consegui pagar a divida. Desesperada, abandonei a igreja. Passei a frequentar uma outra igreja. Consegui outro emprego, mas todos me expulsavam por motivo de roubo. Como o sofrimento era demais, conversei com o amigo do meu esposo se conhecesse um quimbandeiro, entretanto levou-nos para lá. O quimbandeiro primeiramente mandou o meu esposo tirar toda roupa e queimou. Depois disse que família é que lhe tinha amarrado a sorte. 

Depois foi a minha vez. Depois de vários rituais, disse-me: certas pessoas é que causavam o meu sofrimento.”

 

Mas cada vez, piorava a situação dela.

 

“Dois dias depois lavei toda minha roupa e do esposo, mas fui assaltada e levaram toda a roupa, ficamos apenas com a roupa do corpo. O meu segundo filho ao ver isso comentou: “Mamã te roubaram porque você também rouba muito!”.

Certo dia enquanto trabalhava, ao sair para buscar água, encontrei com a irmã Chomile que na altura trabalhava na casa ao lado. Perguntei se conhecesse um quimbandeiro e ela respondeu que não, mas se eu quisesse levar-me-ia à sua igreja. Aceitei ao convite.

Ao chegarmos na igreja fui recebida pelo responsável que me orientou as práticas básicas da fé messiânica. Colocamos a flor em casa, e a noite ouvimos um barulho estranho. A flor que estava por cima de um banco tinha caído. Ficamos admirados. O meu esposo começou a questionar sobre a igreja, gerou conflito, mas eu respondi-lhe que não iria abandonar a igreja. A seguir informei ao responsável que orientou alguns fiéis a irem a minha casa fazer oração, e limpeza profunda. No momento da dedicação os antepassados manifestaram-se pedindo que deitasse fora todos os objetos roubados que tinha em casa, assim o fiz.

Após a limpeza ornamentei a casa com Ikebanas e o meu esposo ao se deparar com as mesmas ficou muito feliz, chegou a ficar duas semanas sem ingerir bebidas alcoólicas.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a obediência ao cumprimento das orientações.

Certo dia o meu filho por pouco seria atropelado, a partir dali decidi abandonar o emprego, comecei a participar do desafio de oração às 6 horas da manhã. Porém comecei a perder a vontade de trabalhar, de cuidar da casa, dos filhos até da minha higiene pessoal. O meu esposo mergulhou no alcoolismo, todo dinheiro que conseguia gastava nas bebidas alcoólicas. O responsável orientou-me a continuar a participar na oração, a assistir os cultos, fazer o plantão e depois procurar emprego.

 

Isso é que é importante entender, mesmo a dedicar e a fazer a oração das seis a purificação acelerou na vida dela, acelerou o processo de limpeza, é nesse momento que a pessoa precisa entender que está a limpar impurezas e aprofundar mais ainda no que é básico.

 

“No cumprimento da orientação sempre que fosse pedir emprego não me aceitavam e dentro de mim dizia: No tempo que roubava o emprego aparecia com muita facilidade, agora que deixei de roubar ficou difícil.”

 

Isso também é uma purificação dela. Resolveu se corrigir, o emprego ficou difícil. Antes tinha uns diabos que ajudavam ela a encontrar emprego pra ela roubar mais, agora precisava limpar.

 

“No entanto continuei a dedicar com sentimento de gratidão pela purificação, como resultado consegui emprego onde o salário mensal era de 20.000kz. O patrão gostou do meu serviço e aumentou mais 5 mil kwanzas, o que me deixou muito feliz.

Voltei a cuidar da minha família, da casa e da higiene pessoal, a vontade de roubar desapareceu por completo e o meu esposo reduziu o consumo de bebidas alcoólicas.

Um missionário orientou-me assim que recebesse o primeiro salário materializar o donativo especial, tão logo que recebi fiquei com apego, dizia a mim mesma que o valor não chegaria para suprir as minhas necessidades, quanto mais tirar uma parte para Deus. Porém ao participar do desafio, os antepassados manifestaram-se, pediram que fosse buscar todo dinheiro que havia guardado para materializar o donativo de outorga do sagrado Ohikari pois já não queriam dedicar naquele nível. Assim o fiz.

 

Aqui ela já estava com a proteção dos antepassados mesmo, tem uns antepassados fofoqueiros que protegem a gente.

 

“No mês de Outubro o Ministro orientou como preparação ao culto as almas dos antepassados, levar a flor ao local de trabalho e a montagem da horta.”

 

Isso eu achei muito interessante. Ela como frequentadora/candidata a outorga, a tarefa que o ministro transmitiu como preparação para o dia dois, ela recebeu com o coração e tomou a decisão de cumprir essa tarefa.

 

“Passei a levar a flor ao local de trabalho durante um mês e sempre que as flores secassem a minha patroa mandava-me colocar as sementes na terra, as flores germinaram e também passei a cultivar produtos naturais.”

 

Ou seja, ela levou a Ikebana e começou a fazer a horta onde ela trabalhava, levou as duas colunas da salvação para o seu local de trabalho.

“Certo dia os filhos da minha patroa pediram-me que dirigisse a oração antes da refeição. “

 

Algo que nunca tinham feito. Para os senhores verem, ela preparou a atmosfera da casa levando a flor e fazendo a horta na casa e ai as crianças pediram que ela fizesse a oração antes delas comerem.

 

“Fiz a oração Amatsu-Norito e a oração messiânica, eles gostaram imenso e manifestaram o desejo de conhecer a igreja. Na mesma semana encaminhei-os junto com os amigos totalizando 12 pessoas.”

 

Quando a gente fala de manter a flor onde a gente trabalha ou estuda, fazer a horta na casa da pessoa, isso vai limpando a atmosfera espiritual para que as pessoas que têm afinidade com Meishu-Sama possam ser encaminhadas também para o Johrei e, ao mesmo, vão construindo o paraíso naturalmente.

 

“Algum tempo depois comecei a vivenciar graças como:

O proprietário da casa onde os meus patrões haviam arrendado, mesmo consciente que arrenda não havia terminado expulsou-os. Eles foram obrigados a alugar uma casa muito pequena, em que não cabia toda mobília, assim ofereceram-me uma TV com descodificador, cadeirão e outros artigos, fiquei admirada e muito feliz.

O meu marido passou a incentivar-me a continuar na igreja.

Na véspera da peregrinação à Luanda para o Culto às Almas dos Antepassados, recebi o salário antecipadamente. Isso me deixou indecisa, o sentimento negativo era mais forte. Na igreja passei mal e incorporei os espíritos que disseram que eu tinha dinheiro guardado que eles haviam me enviado. Disseram ainda que já estavam na sede central a aguardar por mim.

Assim que me senti bem e me foi transmitida a mensagem saí da nave a correr e fui a casa buscar os valores. Fui a penúltima pessoa a completar a caravana. Ganhei a permissão de assistir o culto pela primeira vez na Sede Central de África. Depois mais uma vez os antepassados manifestaram-se, mas desta vez para agradecer.

Depois de me tornar membro, quando cheguei a casa dei conta que tinha sido assaltada. Fiquei atrapalhada e fui a correr à igreja. Expliquei ao responsável o sucedido e materializei um donativo de gratidão pela purificação. De seguida, recebi bastante Johrei.

Quando regressei a casa mais calma notei que haviam roubado apenas 3 cadeiras e informei ao responsável.”

 

Ou seja, tudo o que ela recebeu de presente dos patrões estava lá, levaram três cadeiras apenas.

 

“Porém nasceu em mim a sentimento de vender a mesa e uma cadeira que havia restado. Com este valor pela primeira vez sem ter sido orientada materializai um donativo especial de gratidão. Senti uma alegria inexplicável. Os antepassados manifestaram-se dançando de felicidade.

Aprendi que Meishu-Sama veio para transformar as nossas vidas. Entendo agora que não devemos ter apego ao dinheiro e que precisamos agradecer a Deus pois ele junto dos nossos ancestrais e antepassados é que nos dão a permissão de ter esse dinheiro. É importante ser obediente no cumprimento das orientações. Muito obrigada!

Laurinda Nduva”

 

Experiência da nossa irmã, nos ensinou muita coisa sobre mudança verdadeira dentro de nós, para Meishu-Sama poder atuar nas nossas vidas realmente. Quando nós falamos de transição da noite para o dia, é desapegar dos nossos hábitos da era da noite, tudo ligado com mentira, egoísmo, materialismo, que só gera sofrimento pra nós e pra nossa família.

Estamos a nos preparar agora para o culto do Natalício do Messias Meishu-Sama e é muito importante preenchermos o formulário, preparamos a nossa gratidão, colocarmos o nome das pessoas que queremos encaminhar no ano que vem mas, mais do que isso, é importante a reflexão do nosso compromisso com Meishu-Sama na salvação da humanidade. Nosso compromisso, encaminhando, cuidando das pessoas, sendo úteis na construção de lares de luz, na formação de famílias felizes.

Muitas vezes, nós estamos a enfrentar purificações e, as vezes chegam pessoas que falam assim: “ah, isso que você tem, não pode resolver na igreja. Tem que procurar um quimbandeiro. Isso é coisa tradicional.” nós precisamos entender que Meishu-Sama, veio para salvar a humanidade. Tudo o que existiu até hoje de tratamento espiritual, se baseia no elemento água, a força da lua. Tantos as religiões, como os que mexem com magia, também usam essa força da lua e, essa força, a cada dia diminui, porque agora o universo está a ser regido pelo sol, pelo elemento fogo, então, o Johrei está acima de qualquer método científico ou espiritual que a humanidade conheceu até hoje.

Nós tivemos uma experiência da Bibala que eu achei muito interessante, da jovem Marlei de Stephan de Jesus António, que é candidata a membro:

 

“O meu sofrimento começou na altura em que vivia feliz em Luanda com o pai dos meus filhos. Inesperadamente comecei a ter perturbações mentais e acabei por ser levada ao Hospital Psiquiátrico, onde os exames que fiz deram negativo. A família então notou que se tratava de algo mais profundo e misterioso que podia estar relacionado com problemas tradicionais. Por essa razão fui evacuada para o Município da Bibala na província do Namibe para tratamentos tradicionais.

Na Bibala, fui logo encaminhada para um renomado Mestre tradicional da área. Nas advinhas dizia que alguns familiares do meu esposo é que tinham feito um feitiço contra mim, porque não me aceitavam na família. Para o tratamento, o quimbandeiro pediu uma cabeça de gado bovino, 3 cabritos, e para além de outras despesas tivemos que vender uma viatura do meu falecido tio para suprir as necessidades que se impunham.

Fui submetida aos tratamentos tradicionais durante vários meses, mas sem melhorias, até que o quimbandeiro afirmou que o feitiço que tinha sido jogado contra mim era muito forte e para minimizar a situação não devia atender telefonemas do meu esposo pois, segundo ele, o feitiço era reforçado através da comunicação. Para obedecer a orientação tive que cortar a comunicação com o meu marido mesmo que os meus filhos estivessem a precisar de alguma coisa. Durante este tratamento, a minha situação financeira foi de mal a pior.

O Quimbandeiro ao constatar que os demónios que estavam em mim eram muito fortes, me disse que para o último tratamento eu tinha de comer “carne de macaco misto com lagartixa”.

 

 

Da próxima vez que alguém reclamar que o Johrei dá trabalho para ministrar lembra dessa recita aqui que o quimbandeiro deu. É melhor isso ou ministrar Johrei?

 

 

“Garantiu que, caso eu não comesse esse o tal prato, jamais sairia do sofrimento. Também mostrou interesse em me transformar numa das suas esposas como garantia de maior protecção.”

Malandro esse quimbandeiro, não?

 

“Neguei todas as propostas do quimbandeiro e pedi que fizesse apenas o orçamento para que pudéssemos lhe pagar e me deixar em paz.

Depois de pagarmos, o senhor se dirigiu para nós e disse: “Eu sou o melhor quimbandeiro dessa área! Todos os casos que eu não consigo resolver, eu encaminho para à igreja Messiânica, porque é a única que tem poder. Essa igreja é que salvou a minha esposa que sofreu de pontadas durante 7 anos e eu não consegui curar”.

O quimbandeiro encaminhou-nos para a Igreja onde fomos bem recebidos.”

 

Lá na Bibala está a acontecer um fenómeno muito interessante. Muita gente leva os parentes para os quimbandeiros lá e esse é um dos que não consegue resolver e está a encaminhar o pessoal dele pra igreja. Então quero agradecer aos quimbandeiros de lá. Estão a encaminhar muita gente pra nossa igreja, inclusive estão a encaminhar pessoas que vão para o Namibe e Lubango.

 

“Passei a receber Johrei intensamente e, em duas semanas, já me sentia lúcida, voltei a falar e a agir de modo normal.

Depois de algum tempo de dedicação, a purificação chegou a acelerar, mas graças ao acompanhamento permanente dos membros e a estreita colaboração da família, em menos de um mês, tudo foi ultrapassado. Passei a atender os telefonemas do meu esposo e este tem enviado a pensão para o sustento dos nossos filhos. A nossa relação também se tornou amigável.

Como gratidão comecei a juntar o donativo para a outorga do Ohikari e despertei para a dedicar na locução. Também tenho participado nas dedicações do grupo Terra.

A seguir, vou relatar uma experiência que vivenciei, relacionada com a prática do dízimo.

Depois de ouvir por várias vezes nos cultos relatos sobre a importância da prática do dízimo, tomei a decisão de também colocar em prática. Depois do culto matinal, procurava participar das actividades de marchas nas casas dos fiéis, limpeza, montagem de hortas, peregrinação aos locais de maior luz. Com essas dedicações tive a graça de purificar com conflito com a minha mãe. Quando recebi a primeira mesada para os meus filhos, me desentendi com ela, porque  esta não queria que dos 8000 Kwanzas que recebi, subtraísse 800 Kwanzas para o dízimo. Ela dizia que com 800 Kwanzas poderia comprar sal, óleo, e mais alguma coisa. Mas o que mais me aborreceu foi quando disse que com os dízimos eu estaria a engordar os pastores.”

 

Eu achei interessante porque para o quimbadeiro ela deu um boi, três cabritos, vendeu a viatura; mas quando fala de praticar o dízimo a pessoa reclama.

 

Como estava a viver sob o teto da minha mãe, não tinha como a enfrentar e arranjei outro argumento falei que precisava de 2000 Kwanzas para comprar chinelos. Deu-me os valores e destes subtrai 800 Kwanzas e materializei o meu dízimo. Minutos depois dessa prática a Direcção Municipal para Acção Social ligou para minha mãe e lhe ofereceu uma bacia cheia de produtos da cesta básica que custava dez vezes maior que o donativo feito. Com esse milagre a minha mãe reconheceu que realmente “gratidão gera gratidão” e tem me incentivado a continuar na fé.

Aprendi que o apego é que impede o nosso crescimento na fé e a ingratidão é a porta para o inferno.

Muito obrigada!”

 

Essas experiências nos mostram como a força de atuação de Meishu-Sama está cada vez maior. O que precisa da nossa parte é estarmos de acordo com a lógica da fé – a nossa gratidão, nossa postura – buscarmos estar de acordo com a vontade divina, principalmente, lendo diariamente os ensinamentos de Meishu-Sama. Quanto mais nós lermos, vai limpando as nuvens que estão na nossa mente, no nosso sentimento. Nós vamos conseguir perceber o que Meishu-Sama quer connosco no dia-a-dia e, com isso, nós vamos nos qualificando, para Ele poder nos utilizar cada vez mais na construção do paraíso e na salvação da humanidade.

Isso que eu queria passar para vocês hoje. Vamos continuar a nossa preparação para o culto do natalício, encaminhando, preparando as pessoas que estamos a cuidar, para que elas possam participar do culto connosco, no próximo dia dezoito, aqui na Sede Central de África, e no dia vinte e três, que é o dia do nascimento do Messias Meishu-Sama nas nossas unidades religiosas.

Muito obrigado e um feliz mês de Dezembro a todos!

Muito obrigado a todos!

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