Rosa Muniz Cumbe – JC Matola – IMM-Moçambique

Chamo-me Rosa Muniz Cumbe, sou membro e dedico na locução.

Antes de conhecer  a Igreja,  problemas como a doença, dificuldades financeiras e conflitos familiares, estavam sempre presentes assolando a minha vida.

Quanto à doença, desde a infância que eu sofria com dores nos pés, principalmente o pé direito, pois era o que mais me incomodava. Estas dores tiveram início em 1996, pois certo dia, acordei sentindo muitas dores. Eu comecei a gritar, porque não conseguia movimentar bem a perna e nem andar direito. Um vizinho ao ver, drenou o sangue sujo e daí em diante, a perna desinflamou, as dores foram cessando e o tempo foi passando.

Em 2006, isto é 10 anos depois, através da distribuição da flor de luz e do encaminhamento à porta, conheci a Igreja Messiânica quando ia ao caminho da escola. Levei as flores para casa e a minha irmã gostou imediatamente delas pela beleza, de tal forma que pediu que as levasse sempre. Posteriormente, ela conseguiu entrar em contacto com o Johrei e a igreja. Eu continuei a passar em frente à Igreja para receber as flores, mas nunca entrava e nem participava de nenhum culto.

Na altura, eu me encontrava separada do pai da minha filha, já há alguns anos. Depois de algum tempo a receber a flor, o meu esposo regressou e fomos viver para a África do Sul. Lá, comecei a passar por várias purificações financeiras, conflitos conjugais, no local de trabalho e nas relações com as outras pessoas, de tal maneira que eu não tinha amizades.

Já em 2010, saí do lar, levando a minha filha e passei a morar com os meus pais, uma vez que não tinha emprego e nem onde morar, motivo pelo qual a minha situação financeira piorou. Como forma de aliviar o meu estresse, eu buscava auxílio nas igrejas e por isso, comecei a ter conflitos com os meus pais, principalmente com a minha mãe que acreditava piamente que tudo se resolvia com curandeiros. Não gostavam que eu fosse à igreja, pois alegavam que eu ficava mais forte e assim não conseguiam fazer nada contra mim. Inicialmente, eu até ia ao curandeiro, mas ao ver que isso não solucionava os meus problemas, passei a recusar. Isso originou desentendimento entre mim e os meus pais, a ponto de não mais conseguir ficar à vontade na casa deles. O meu desconforto era tal que, por vezes, dentro de casa, eu sentia-me como se me tivessem regado com petróleo e incendiado. Esses conflitos duraram cerca de 3 anos, motivo pelo qual resolvi sair da casa deles e regressar a Maputo.

Alguns meses depois, comecei a sentir fortes dores na perna, no útero e pontadas no corpo todo. Ainda assim, consegui arranjar um emprego, onde os conflitos não tardaram a se manifestar. Apesar de todos esses problemas, eu nunca me lembrava de visitar a igreja, pois andava com a cabeça ocupada com as minhas purificações, que foram se tornando cada vez mais severas.

Importa referir que, a minha irmã, depois que recebeu a flor de luz pela primeira vez, procurou pela Igreja e tornou-se frequentadora. Vendo o meu estado de saúde, tentou várias vezes me encaminhar, mas eu nunca aceitava, alegando que estava farta de igrejas. Percebendo a sua impotência, pediu ajuda a alguns membros  para me ministrarem Johrei em casa e eles vieram assim que puderam. Recebi bastante Johrei e fizeram a vivência da flor.

Ainda assim, a minha situação só piorava, pois, o dono da casa em que morávamos, deixava-nos sempre às escuras e implicava-se connosco sem nenhum motivo aparente. Os nossos vizinhos chamavam-me de feiticeira e como se não bastasse, a casa estava cheia de percevejos, de tal forma que infestaram a cama, motivo pelo qual a minha filha e eu tínhamos sempre feridinhas no corpo todo. Para a nossa falta de sorte, ainda apareciam cobras pela casa constantemente, o que nos deixava naturalmente aterrorizadas.

No meu local de trabalho, eu era muito maltratada, pois os meus colegas riam-se de mim, por não ser casada; no caixa onde eu trabalhava, faltava sempre dinheiro e para não perder o emprego, sentia-me obrigada a repor, o que fazia com que eu ficasse sem dinheiro para as despesas de casa e consequentemente, a minha filha e eu passávamos fome. Eu não tinha paz de espírito, não conseguia dormir direito, pois dormia apenas durante 1 hora. Estava cansada desta situação! Comecei a lamuriar bastante, de tal forma que eu própria já não suportava as minhas lamentações.

Foi assim que, em 2019, regressei à Igreja e partilhei com a Ministra as purificações pelas quais estava a passar. Após ouvir-me atentamente, ela orientou-me a cumprir com as práticas básicas da Fé Messiânica, tais como: dedicar na limpeza do banheiro da igreja, receber 10 Johrei por dia, manter a flor de Luz em casa, praticar a gratidão e passar a participar diariamente da oração das 6 horas da manhã, durante 30 dias. Cumpri com as orientações, mas confesso que não foi fácil, principalmente em relação à prática da gratidão, pois ainda guardava mágoa para com o pai da minha filha e os meus pais. Face à minha purificação, a minha irmã tornou-se membro para que me pudesse ministrar Johrei.

Graças ao Johrei e ao meu empenho na dedicação, passei a dormir tranquilamente, depois de 10 anos de noites mal dormidas. Foi também feita uma limpeza profunda na casa, onde deitamos fora o colchão infestado de percevejos. Sem demora, ganhei a permissão de me mudar para uma outra casa, livre de percevejos, cobras e conflitos com a vizinhança. Nessa nova casa, também foi feita a limpeza profunda, horta caseira, vivência da flor e procuro sempre manter a flor de luz em casa, onde vivo até hoje. Desde então, as dores que sentia no útero, as pontadas no corpo todo, bem como as dores nas pernas, cessaram por completo. Com estas graças, decidi tornar-me membro, para melhor servir nesta obra de salvação.

Como forma de levar a luz de Meishu-Sama ao meu local de trabalho, comecei a dedicar na limpeza do banheiro do meu serviço, ofereço Johrei a quem se sente mal e distribuo flores de luz. Antes de ir ao serviço, eu passo todos os dias pela igreja para orar e dedicar, só depois é que vou trabalhar.

Com tudo isso, percebi que me tornei uma pessoa mais tolerante e paciente, as minhas lamúrias reduziram consideravelmente e a mágoa que nutria pelas pessoas a minha volta, reduziram consideravelmente. Hoje, convivo melhor com os meus pais e familiares. Com os meus colegas, a interação e convivência melhorou bastante. A minha filha começou a levar flores para a escola e a distribuí-las pelos colegas e professores.

Como gratidão, fiz um donativo especial.

Aprendi que, a mágoa só atrapalha a salvação dos nossos Antepassados. Aprendi também, a não me apegar aos prolemas e a agradecer em qualquer circunstância.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer e servir neste caminho da salvação.

Muito obrigada!

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