Não Transgrida a Ordem | 1ª Parte

Desde os tempos antigos, existe a máxima: “Deus é ordem.” Essa afirmação é de vital importância para tudo em nossa vida. Por esse motivo, é preciso que tenham consciência disso.

Observando os movimentos de todas as coisas da natureza, podemos notar que estas se movem dentro de uma perfeita ordem. Por exemplo, as estações do ano seguem determinada sequência: do inverno passa para a primavera, depois para o verão e, finalmente, para o outono. As flores também desabrocham seguindo essa mesma ordem: primeiramente as das ameixeiras, depois as das cerejeiras, seguidas das glicínias e das íris. A criação e o desenvolvimento na natureza ocorrem todos os anos sem nenhuma falha. Assim, ela nos ensina a ordem.

Se o ser humano desconhecer o que é ordem e lhe for indiferente, nada se passará em harmonia. Os obstáculos serão frequentes, e o caos se estabelecerá facilmente. No entanto, até hoje, a maioria dos seres humanos não têm respeitado a ordem, o que é compreensível, pois não há quem os ensine a fazê-lo. Buscarei apresentar um panorama sobre ordem que deve ser conhecido por todos.

Primeiramente, é necessário saber que os fenómenos do Mundo Material são “transferências” vindas do Mundo Espiritual e, ao mesmo tempo, se refletem no Mundo Espiritual. Uma vez que ordem significa caminho e lei, transgredi-la significa desviar-se do caminho, violar a lei e não manter a civilidade. O termo budista doho-reissetsu expressa esses aspectos a respeito da ordem.

Há uma ordem a ser respeitada pelo ser humano em suas atividades cotidianas, bem como no comportamento entre os familiares. Por exemplo, quanto à disposição das pessoas em um aposento, a parte principal deste é o tokonoma e, na sua ausência, essa parte será o local mais afastado da entrada. Nessa ordem, deve sentar-se o pai, depois a mãe, o primogénito, a primogénita, o segundo filho, a segunda filha e assim por diante. Procedendo-se assim, as conversas em família transcorrerão em harmonia. Por mais que se preze a democracia, se estivermos em desacordo com a lei, evidentemente não há razão para que os resultados sejam positivos.

Vejamos: suponhamos que haja uma ponte que só pode ser atravessada por uma pessoa de cada vez. Se muitas pessoas tentarem atravessá-la ao mesmo tempo, obviamente o tumulto se estabelecerá, e todas se precipitarão no rio. Não haverá outra forma, senão atravessar uma de cada vez. Nessa ocasião é que se observa a necessidade da ordem.(…)

Colectânea Assuntos sobre fé, 5 de Setembro de 1948

Alicerce do Paraíso vol. 4

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