Religião Antiga e Religião Actual

Actualmente, para desenvolver a obra de salvação, tenho adotado uma forma religiosa bem simples, que difere grandemente da existente até hoje.

Os antigos fundadores ou precursores de religiões optavam por um estilo de vida despojado, com alimentação frugal e vestimentas precárias. Além disso, para se aperfeiçoarem, faziam todo tipo de práticas ascéticas, tais como permanecer isolados em montanhas quase inacessíveis, purificar-se com banhos gelados, ler e recitar os sutras ininterruptamente.

Dessa maneira, em se tratando da trilogia Verdade, Bem e Belo, este último era negligenciado, pois poucos se interessavam pelas artes. Até ocorriam alguns milagres, mas a principal actividade era a leitura dos sutras. As formas religiosas eram respeitadas, os ritos eram valorizados e a salvação das pessoas se dava unicamente por meio de pregações. Limitei-me a analisar apenas o budismo, pois no Japão, o xintoísmo instituído como religião e a difusão do cristianismo surgiram na modernidade. Deixo de fazer referência ao xintoísmo antigo, anterior à introdução do budismo, porque não há registro nem na história nem na tradição oral.

Contrariamente, minha forma de actuar é bem diferente. Em primeiro lugar, porque venho anunciando de forma bastante audaciosa o estabelecimento do Paraíso Terrestre, um mundo isento de doença, pobreza e conflito, que é tido como um sonho descabido.

Apenas isso seria suficiente para evidenciar o quanto somos diferentes das religiões tradicionais. O primeiro passo para atingir nosso objectivo é salvar o ser humano do seu maior sofrimento, que é a doença. Em relação a isso, nem precisamos dizer que estamos apresentando resultados concretos. É dessa maneira que, tornando o ser humano saudável de corpo e alma, tanto a pobreza como o conflito são eliminados por si só. Assim, é com essa convicção que os nossos fiéis formam um só corpo e se empenham dia e noite.

Assim, a proclamação do estabelecimento do Paraíso Terrestre, ou seja, a transformação deste mundo em paraíso, longe de ser um mero ideal, é uma realidade e tem apresentado surpreendentes resultados.

Como parte do Plano Divino, actualmente estamos planejando a construção de modelos do Paraíso Terrestre, escolhendo locais com belas paisagens, em Atami e Hakone, onde serão construídos magníficos edifícios e jardins. Com a conclusão dessas obras, pretendo mostrar ao mundo quão sublime e belo é o paraíso.

Originariamente, o Paraíso Terrestre deveria ser chamado de Mundo da Arte, razão pela qual a arte é o que a nossa religião mais enfatiza. Conforme o Plano Divino for progredindo, com base na mais nova revelação Divina, pretendo apresentar directrizes inéditas relativas a todos os sectores da vida, como política, economia, educação etc. Creio que, por meio disso, poderão reconhecer a magnitude do nosso projecto.

9 de Julho de 1949

Alicerce do Paraíso vol. 2

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