O Juízo Final – 1ª Parte

Tanto os cristãos quanto as pessoas em geral devem estar muito interessados em saber quando e como ocorrerá o Juízo Final, profetizado por Jesus Cristo. Visto que o momento é iminente, vou esclarecer uma parte da questão. Não se trata de interpretação minha, e sim, de um conhecimento adquirido por intuição espiritual. Por esse motivo, tomem o que vou esclarecer agora como referência e considerem minhas palavras como uma teoria.

Em primeiro lugar, é necessário deixar claro se realmente haverá um Juízo Final. Ora, um ser sagrado como Jesus Cristo, que hoje é alvo da fé de milhões de seguidores, entre os quais se contam povos de nações desenvolvidas que lideram o mundo, não profetizaria algo que não ocorrerá. Caso sua profecia não se concretize, ele não passará de um mentiroso. Dessa forma, até nós, que não somos cristãos, acreditamos nela piamente.

Nos ensinamentos do Ofudessaki, da fundadora da Oomoto, consta: “O que Deus diz não tem erro algum, nem mesmo da largura de um fio de cabelo.” Portanto, não incorreremos em erro, se aplicarmos essa afirmação à profecia sobre o Juízo Final. Também existem os seguintes ensinamentos no Ofudesaki sobre o bem e o mal: “Exterminando o mal, construirei o mundo do bem”; “O mundo do mal já acabou”; “O mundo do mal atingirá seu ápice aos noventa e nove porcento e, com a força de um porcento, passará a ser o mundo do bem”; “Finalmente, está chegando a hora da mudança do mundo.” Todos eles, creio eu, não dizem respeito a outra coisa, senão ao Juízo Final. É aquilo a que estamos nos referindo constantemente como sendo a Transição da Noite para o Dia. Há outro ensinamento, também da Oomoto, relacionado a essa transição: “Vai chegar o momento crítico pelo qual o mundo passará; por isso, façam o polimento do corpo e da alma.” Tais palavras significam que é impossível ao ser humano transpor esse período estando com o corpo e a alma impuros.

Tomando a Bíblia como base e analisando o sentido dos ensinamentos do Ofudessaki, podemos concluir que nos encontramos na iminência de um momento realmente crítico e que, para ultrapassá-lo, é preciso ter o coração imaculado. O homem mau decairá e perecerá por toda a eternidade. Consequentemente, torna-se imprescindível purificar a alma através de uma fé correta, a fim de que possamos transpor essa fase com segurança.

Entretanto, na sociedade, é comum ouvir que isso é um absurdo, que as divindades são apenas frutos da imaginação humana e que, na realidade, não existem. Os materialistas podem não acreditar, mas quando chegar o momento decisivo, mesmo que, aflitos, quiserem voltar-se para Deus, obviamente, será tarde e não haverá mais o que fazer. E isso está bem evidente. Naturalmente, Deus, com Seu grande amor, salvará o maior número possível de pessoas. Nós, que encarnamos Sua Vontade, estamos repetidamente advertindo por meio da palavra oral e escrita.

O seguinte ensinamento da Oomoto tem exatamente o mesmo sentido daquilo que eu acabei de explicar: “Deus quer salvar os homens; contudo, se eles não atentarem para as advertências dos ensinamentos, encarando-as simplesmente como o crocitar do corvo [1]a que estão acostumados a ouvir, chegará a hora em que, mesmo que se apressem a suplicar a Deus Seu perdão, Ele não poderá ocupar-se dessas pessoas. Assim, terão de resignar-se ante a situação que elas mesmas criaram.” (…)

20 de Janeiro de 1950 – Alicerce do Paraíso vol. 1

 

[1] No Japão, corvo é, na gíria, a alcunha do chefe “chato”, que fica implicando com tudo. Nas tardes de tempo bom, os corvos costumam voar em bando e crocitam, fazendo alarde, mas ninguém presta atenção a eles. “Crocitar do corvo” é uma referência para indicar uma implicância por algo banal e corriqueiro.

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