“… por mais que estejamos ocupados com as nossas actividades pessoais, precisamos de nos programar para dedicarmos…”

🙎🏿‍♀️Aida Camuana | Região Luanda-Leste- Johrei Center do Luena

📍 Província do Moxico

🇦🇴ANGOLA

Sou membro e dedico na liturgia.

Conheci a Igreja Messiânica em 2013, por intermédio de um amigo.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doenças, conflitos familiares e maus sonhos.

Eu padecia de fortes dores nos ombros e por causa disso, algumas vezes ao anoitecer, sentia febres. A família vendo o meu estado a agravar-se, decidiram levar-me ao hospital, onde as consultas e análises feitas não diagnosticavam absolutamente nada. Porém, seguimos com o tratamento médico durante muito tempo, gastando avultadas somas em dinheiro, sem efeito nenhum. Como o meu estado continuava grave, a família se reuniu e todos concordaram em levar-me a um kimbanda, onde as suas adivinhas alegavam que a minha avó materna era a causadora do meu sofrimento. Foi a partir dali, que começaram os conflitos familiares.

Para além disso, não tinha noites tranquilas devido aos maus sonhos que tinha e que, no dia seguinte ao acordar, ficava mal disposta, com o corpo cansado, sem forças para exercer qualquer actividade durante o dia.

Foi nestas circunstâncias que conheci a Igreja; ao ser orientada e com o cumprimento das práticas básicas, tudo foi ultrapassado.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a advertência dos Antepassados.

Meses atrás, parei de dedicar, apenas frequentando o Johrei Center, saindo do ponto vital como membro.

Para concretizar o meu desejo e da minha família, no mês passado, eu havia ido às lavras onde fiquei quase dois meses; nessa altura, eu não ministrava Johrei, não conseguia manter a flor de luz na cabana onde eu passava as noites, esquecendo-me das práticas básicas da fé. Quando voltei das lavras, ao anoitecer, tive um sonho em que o responsável queria saber se eu estava a dedicar.

Certo dia, de repente, comecei a sentir-me mal, com febres altas; tiveram que levar-me ao hospital, onde recebi assistência médica. Mesmo assim, a situação agravou-se, tendo a família se reunido e acordado ir a busca de um Kimbanda. Segundo as adivinhas, a minha avó materna já me havia entregado aos seus companheiros e que nada poderia fazer pois eu já estava morta.  

A família vendo o meu estado a agravar-se, chamaram novamente um outro Quimbandeiro, que se recusou a fazer o tratamento em minha casa, pois que segundo ele, a minha residência estava muito suja.

Dias depois, os irmãos da Igreja, ao tomarem conhecimento da minha purificação, começaram a dar-me assistência religiosa. Aí ganhei forças e passei a chegar na unidade com a ajuda das irmãs. A minha família ao ter conhecimento de que eu estava a ser assistida com o Johrei e oração, sumiram, deixando-me apenas com as crianças.

Muito cedo, eu chegava na unidade, dedicava no banheiro, recebia bastante Johrei e horas depois adormecia, pois em minha casa eu não conseguia dormir. Em um dos dias, ao adormecer, tive um sonho em que o responsável me encontrou no cemitério e me puxava pelos braços gritando em voz alta, ralhando comigo, chamando-me de teimosa. Quando despertei, levantei-me e fui para fora porque estava enjoada, para poder respirar ar puro. Senti logo uma tontura e vi alguém parecido com um palhaço, que consegui reconhecer, parecendo um dos meus bisavós paternos. Ele aproximou-se e começamos a lutar; eu gritava por socorro, mas ninguém me conseguia ouvir; era no momento em que os irmãos faziam a oração das 15h no Johrei Center. Eu sem forças, lutava com ele, que tentava empurrar-me para dentro de um buraco ao lado; ele tinha um chicote e uma faca grande nas mãos, tentando agredir-me; com muita dificuldade, consegui morder e empurrar-lhe para dentro do buraco e acabei por lhe enterrar. Quando a oração terminou e voltei ao estado normal, fui orientada a agradecer.

De regresso à casa, para minha surpresa, os meus filhos me contaram que o meu bisavô paterno faleceu, quando procurei saber qual o motivo da sua morte, foi-me explicado que havia sido mordido pelo cão e logo em seguida levado para a morgue. Os familiares antes, solicitaram que se fizesse uma autópsia; segundo os exames efectuados, a causa não era da mordida do cão.

Desde então, tenho estado bem de saúde, graças a Deus e a Meishu-Sama. Como gratidão pela nova vida, fui orientada a materializar um donativo especial de gratidão. Também foi feita em minha casa, uma limpeza profunda.

Com esta experiência, aprendi que, por mais que estejamos ocupados com as nossas actividades pessoais, precisamos de nos programar para dedicarmos, a fim de mantermos acesa, a chama da nossa fé.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigada!

Aida Camuana

 

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